quarta-feira, 8 de agosto de 2007

REBELDIA

Minha mãe achava que minha rebeldia, assim ela diz quando me oponho a suas idéias e seus preceitos conservadores, era coisa de adolescente aborrecente, coisa de menino de 14 que se estende até os 18 às vezes até os 20 anos de idade. O que de fato não aconteceu comigo, pois já passei por essa fase de adolescente e a rebeldia ainda é vigente. O que não passou foi a minha rebeldia. Ser a ovelha negra da família é um tanto quanto trágico, sinto-me assim indesejável por 99% da família, sou uma pessoa incorrigível, não sou obrigado a concordar com tudo que eles pensam e tudo que eles sonham pra mim, tenho poder e desejo de criar meus próprios caminhos e assim seguir, galgando cada centímetro dela, é isso que me deixa forte e insuperável, odeio ser guiado, ser subserviente as pessoas, não sou um rebelde sem causas, tenho causas suficientes pra dá gritos e mais gritos de liberdade. Entendo que o que eles desejam pra mim seria, no pensar deles, o mais legal e o mais propício, o que eles ainda não perceberam é que essa idéia está mais do que ultrapassada, obsoleta, necessito enfrentar o mundo de cara, sem medo de ser feliz. Sei que sou alvo de todas as atenções, pois sou polêmico com minha linha de raciocínio, sou da vanguarda, adoro ser futurista, estudo sim o passado, mas pra analisá-lo de forma subjetiva e não ficar estacionado ali, na inércia do passado, sem ver que o mundo gira e que a evolução é constantemente mutável.
São incontáveis as vezes que digladio com mãe e avó, quando não faço aquilo que os agrada me tratam como um verdadeiro estranho, talvez o merecesse, às vezes querem o impossível e não conseguem enxergar um palmo a frente do nariz. Ser adorado não é muito que desejo devido à impotência que isso me causa. Parente agente não escolhe, mas tenta sintonizar, seguir na mesma trilha. Não sou perverso nem traiçoeiro, somente não sou de acordo com as regras que tentam me impõem. O orgulho se faz presente em mim, com certa ênfase. A linha dura deles também faz presente na forma de educar. Nasci pra liberdade e não pra seguir regras arcaicas.

Por: Alisson Meneses de Sá

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