sábado, 25 de agosto de 2007

FOLCLORE

É salutar a desvalorizada por parte da sociedade quando temos em debate o folclore e suas raízes culturais advindas das nossas origens portuguesas e africanas e porque não também ressaltar a indígena. É como se tivéssemos perdendo a nossa identidade, que por novas técnicas da era digital nos transforma em seres individuais, estando praticamente com seus dias contados pelo avanço desmoralizante da tecnologia que assim se aplica na vida daqueles que também evolui com o tempo. Dia 22 de agosto comemora-se de forma tímida o dia do Folclore, onde o pesquisador europeu de cultura publicou um artigo chamado Folk-Clore, especificando os dois vocábulos, onde Folk significa em inglês Povo e Lore significa, conhecimento, na retórica Folk-Clore significa conhecimento popular, onde podemos verificar veementemente que nada temos a comemorar nesse dia tão embasado.
Nos voltando especificamente pro estado de Sergipe, tido como um dos remanescentes da cultura folclórica, junto à Bahia, Alagoas e Pernambuco, ficamos trancados exclusivamente na cidade de Laranjeiras que de forma ainda viva e eloqüente mantêm a sua estrutura e preservação. Ademais, torna-se um exagero enfatizar que as demais cidades sergipanas ainda possuam resquícios dessa cultura popular. As políticas culturais estão voltadas pra interesses que nada tem haver com a aflição que passa a folclore de Sergipe, não vemos uma política incentivadora que faça de forma abrupta um resgate desse registro de nascimento das nossas origens mais ufanista que assim posso classificar.
É hora das academias se voltarem para a busca do que está praticamente extinto, e porque não adaptá-los pra um mundo moderno sem perder seu caráter cultural. A comilança do mundo computadorizado exige uma modernização naquilo que talvez estava fadada, mas jamais devemos nos abater por tal intimidação que é peculiar desse meio e deixar que se evapore de forma instantânea as nossas origens. Sempre é tempo de renovar, sempre é tempo de rever o passado, porque quando fazemos história, não deixamos lá no passado as nossas ações, carregamos sempre a tira colo, pois sempre se torna emergencial a consulta em nossa certidão de nascimento. Talvez não damos a devida importância porque estamos voltados de forma globalizada e com uma estrutura covardemente instituída pela mídia, para o problema do aquecimento global que se tornou à bola da vez sem espaço para socorrer, nesse hospital público, vamos assim dizer, de forma cuidadosa e modificadora a arte do folclore que agoniza nas nossas vistas e talvez por não sentirmos estimulados, travamos e deixamos escapar covardemente.
Sim, talvez por sermos povos meramente possuídos por outras raças e culturas, desde de nosso nascimento, possuímos essa capacidade de absolver culturas diversas, sendo esta talvez o problema que se encontra lá atrás e difícil de ser mudado, assim absolvemos as culturas nas quais estamos na contemporaneidade sendo subjugados, mas o que vale aqui deixar claro é quanto à valorização pelo que ainda nos identifica, pelo que faz seu passado ser atuante no contexto globalizado e emergente.

Por: Alisson Meneses de Sá

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