segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

PROCURA-SE UM AMIGO

Antes de qualquer coisa, tenho aqui a intenção de deixar prontamente claro e escrito que nada pessoal esse meu rabisco tem haver, haja vista a consideração de amizade irrefutável que tenho por todos a quem designo ser meu amigo, enfim, o “procura-se um amigo” a quem eu destino tem o único objetivo somatório, sendo este só e unicamente mais um, complementar este instante, contudo, verifico que diante do envelhecimento dos meus amigos ou por indigência ou pelo tempo que eu talvez não tenha sentido, ou até por algo que não é do meu entender nem da minha importância, isso para justificar a incoerência atual. No entanto, procuro um amigo que siga as instâncias aqui exposta: um homem, preferencialmente, de gosto extremamente eclético, despojado e que viva a eminência da vida de solteiro e a explore como tal de forma primorosa, tornando um fundamento de vida, pois se acredita que namorados distraem as atenções. Além de tudo se faz necessário obter um interesse aguçado pelas artes em todo seu estilo, como gostar de freqüentar teatro, cinema, admirar a verdadeira música brasileira bem como saber prestigiar e avaliar as artes plásticas. Outro fator classificatório é quanto ao dosamento do humor, com espaços insignificantes entre o ser altruístico do introspectivo, outro ponto também a ser reparado é quanto o egocentrismo, onde se observará o nível comportamental diante de alguns fatores como, por exemplo, o uso de minha companhia só em momentos solitários ou de interesses óbvios, sendo este um fator meramente negativo para a classificação. Também será notado e sumariamente classificado o concorrente que visualiza vantagens em toda ação, levando acreditar numa falta de orientação educação. Ressalto ainda que a boa educação é de extrema valia nesse processo, a falta dele é inadmissível. A disponibilidade para viver com uma voracidade descomunal é o fator que mais se levará em consideração. Aos interessados, manter contato. Aos já amigos, saliento que estarão todos em locais próprios, construídos pelo conjunto na qual me submeto.

Por: Alisson Meneses de Sá

PENEDO - AL


Penedo, localizado no sul do estado de Alagoas, na beira do Rio São Francisco, dividindo-o de forma harmônica com a cidade de Neópolis, esta localizada no estado de Sergipe. E seria Penedo minha cidade natal caso pudesse escolher, ou quem sabe, no futuro, será a cidade onde deixarei me envelhecer, observando, sorrateiramente o tempo passar. Uma cidade encantada e encantadora, de um brilho único e substancialmente provocativa. Por ser ele mantedora significativa de uma estrutura colonial ainda viva, na arquitetura das casas, nas ruas e vielas e também por ser receptiva, com sua gente sempre disposta a ajudar e mostrar as riquezas da cidade, com uma educação primorosa, desde o irreverente vendedor de amendoim como o garçom do bar, passando pela atendente da farmácia e pelo administrador do Teatro Sete de Setembro. Tudo sorria com o passar, descendo da balsa, saindo de Neópolis, passando pela feirinha de artesanato vindos de Carrapicho, entrando nos museus e nas igrejas ou indo à prainha. Quando o tempo passar pretendo escrever um livro e meu refúgio tem localização já definida, pois é Penedo o local escolhido, quero poder ter o privilégio de me estabelecer naquelas casas coloniais da rua João Pessoa, restaurar alguma casa abandonada e lá me dispor a escrever sobre a vida. Assim terei a prerrogativa de poeticamente visualizar, admirar e sonhar com o pôr-do-sol nas margens do rio, quem sabe, deitado nos bancos da praça ou sentado na areia lendo um delicioso livro ou dando vazão à imaginação fecunda deste que vós garatuja.

Futuro penedense: Alisson Meneses de Sá

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

... TÃO SOZINHO ULTIMAMENTE...

Eu tenho andado tão sozinho ultimamente
Que não vejo em minha frente
Nada que me dê prazer
Sinto cada vez mais longe a felicidade...

Parece até brincadeira... quando abro o jornal e vou logo ver meu mapa astral me deparo com as seguintes colocações astrológicas pro meu signo: “Os elementos e pessoas que compõem sua vida cotidiana se encontram em processo de mutação. Porém, a verdadeira mutação só acontecerá a partir do momento em que você mudar seu ponto de vista a respeito de tudo que acontece”. Evidentemente eu já percebi as mutações acontecerem, elas já aconteceram noutras épocas, e como nessas outras épocas eu possuia pouca noção na consistência da minha personalidade, não levei em consideração. Hoje o campo de visão é outro, minha personalidade está mais aguçada, destinadas aos meus quereres e aos meus prazeres. Deixarei que o tempo desenvolva suas razões, eu não ando com presa, fico na minha calmaria irritante, fria e muda, num momento adequado, no ponto de vista que já está modificado a mutação atuará.

Por: Alisson Meneses de Sá

IRACEMA AGRADECE

Olá meu querido Martin!
Você não imagina o meu estado de contentamento em receber suas ligações, seus recados, enfim, vivo sorrindo à toa pelos cantos de casa, do trabalho, pela rua. Minha felicidade só não é completa por conta da distância que nos separa, acho que essa distância é a pedra de Carlos Drummond de Andrade que estava no meio do caminho e agente vai aos poucos diminuindo essa distância que me parecer ser cada dia mais longínquo ao passo que vamos estreitando nosso gostar, nossos sentimentos.
Esperarei aqui na terra da Arara e do Caju você, como se espera um príncipe, espero que possamos passar uma das melhores viradas de ano de nossas vidas, regado a bastante cumplicidade e diversão, espero que goste dos meus amigos, acredito que deu pra ter noção, pouca, mas foi uma prévia, de como mantemos nossa amizade. Apesar de eu está me sentido um pouco só, por conta de algumas circunstâncias, com você aqui eu posso dividir mais essa minha solidão.
CDs recebidos – meu muitíssimo obrigado. Tudo pra mim ta sendo tão complicado, indecifrável, mas prazeroso e compensador e foi de uma forma tão inusitada o recebimento dos CDs que me enviaste. De antemão só tenho a agradecer ao prazer a mim proporcionado, concretizando algo que poderia está solto.
Estava em minha casa no interior, não tinha noção de quando iria ver seu presente por conta dos meus trabalhos que exigiriam um maior tempo longe de minha residência na capital e onde estaria meu presente. Na terça-feira passada, ao cair da tarde, chegando em casa, um pouco exausto, me deparo no meu quarto, mais especificamente em cima de minha cama, um envelope grosso, logo toquei para ver do que tratava, ali sentado na cama percebi que era uma correspondência sua, não abri, pois já tinha idéia do que estava ali, queria observar mais aquele envelope e o que ele representava pra mim. Fechava os olhos e ficava a imaginar você, seus olhos, suas mãos, sua boca, desenhava na minha imaginação a sua fisionomia, me entregando àquele envelope, escrevendo meu endereço. Aquilo era tão mágico, tão brilhante que me trazia um alívio dentro do peito, me deixava leve, parecia que levitava.
Foi à noite que pude saborear seu presente. Preparei-me exclusivamente para aquele momento tão mágico, tão especial. Tomei banho, me vesti com um short extremamente confortável, posicionei o micro-sistem dentro do meu quarto e fiquei ali, deitado na minha cama de solteiro, de olhos fechados, imaginando você me dizendo todas aquelas músicas, com uma perfeição que só você poderia fazer. Não consigo me conter de tanta emoção quando ouço de forma triste, Cartas de Amor, aquilo entrando nos meus ouvidos é emocionalmente carregado, mas no fundo sobra um fiozinho de alegria por todos os instantes que passamos juntos.
Queria está bem pertinho de você pra poder recitar essa poesia de Drummond:

Amor e seu tempo

Amor é privilégio de maduros
Estendidos na mais estreita cama,
Que se torna a mais larga e mais relvosa,
Roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
O prêmio subterrâneo e coruscante,
Leitura de relâmpago cifrado,
Que, decifrado, nada mais existe

Valendo a pena e o preço do terrestre,
Salvo o minuto de ouro no relógio
Minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
Depois de se arquivar toda a ciência
Herdada, ouvido. Amor começa a tarde.
Carlos Drummond de Andrade

Beijos saudosos dessa que aqui está a te esperar numa ansiedade só.

Iracema

3ª CARTA DE MARTIN


Iracema, minha querida amada!!!!!!!!Eu também, quando te leio, me sinto mais humano, mais vivo e renovando a minha crença na humanidade. Mas eu não quero que me tenhas como um ser ideal ou perfeito, pois sou de carne e osso - humano e tenho as minhas fragilidades, medos, falhas, conflitos, incoerências, idiossincrasias como qualquer outra pessoa. Apenas aprendi a ir fundo no que acredito e lutar pelo sentimento de amor e pelas coisas sublimes, porém tenho me pego em reflexão se eu deveria continuar sendo desta forma. Fazendo um paralelo com os movimentos literários, percebo que nos últimos anos sai direto do Romantismo e agora estou vivendo uma fase de Realismo, quem sabe, sei lá, talvez entrando no momento da síntese dialética, percebendo a importância de não ser um extremo nem outro, vivendo o momento do amadurecimento.Sempre procurei me colocar muito no lugar dos outros e não me sinto bem quando faço qualquer coisa que faz as outras pessoas se sentirem mal. Porém, neste movimento, parecia que eu me colocava pouco no meu lugar. Demorei muito para perceber isto e começar a mudar. Contudo, nos últimos tempos, tenho exercitado mais também esperar e até exigir, no mínimo, que também se coloquem no meu lugar. Aprendi que é dando que se recebe. Sei que o sublime seria dar sem esperar algo em troca. Porém , como não somos perfeitos, Cristo e muito menos Deus, hoje acredito que, como humanos, precisamos ter o mínimo de reciprocidade. Portanto, em um relacionamento hoje busco também pelo menos um pouco de doação pelo outro, do mesmo jeito que me dôo. Enfim, minha querida, eu sou apenas um ser humano limitado tentando entender o que sou e buscando aprender com os meus erros e acertos. Eu também sinto ciúmes (apenas um pouquinho - apesar de tentar demonstrar pouco ou fazer de conta que não tenho); fico emburrado; tenho os momentos de altos e baixos (já viu algum canceriano que não muda de estado de ânimo com as fases da lua?); já passei por um período de depressão - que me fez aprender muito sobre as minhas possibilidades e limites; tenho necessidade de momentos de introspecção e ficar quieto ou só para entender os meus sentimentos; tenho uma sensibilidade a flor da pele e, as vezes, fico magoado facilmente - porém como sou muito sincero, falo o que sinto no momento exato e não guardo ressentimentos. Às vezes me sinto perdido na realidade dura, insensível, hostil. Vou por ai, achando que estou me achando - mas me perdendo; perdendo-me e assim me encontrando... sou este ser errante. Busco a sabedoria e humildade - e cada vez que avanço parece que fico mais distante... Porém vou seguindo o caminho, sendo guiado por uma bússola que tem como norte alguns princípios dos quais não abro mão: o respeito para com pessoas (apesar de hoje muito me resguardar pelo medo de me machucar) e o meio que vivemos, a amizade, a sinceridade, o carinho, a delicadeza e a gentileza. Se o que quero na vida (e da vida) eu não sei muito bem (são tantas coisas – mas vou querendo de pouco a pouco – sem muita exigência ou ganância), certamente eu sei o que não quero...De vez em quando mando mensagens para a Nave Mãe ("ET phone home"), pedindo para retornar para Marte, cansado da experiência aqui no planeta Terra, país Brasil. Porém parece que os patrícios verdinhos me julgam muito terráqueo e não me querem por lá. Aqui nesta terra de ninguém - neste “Brasilsão” lindo e ao mesmo tempo tão horripilante, onde "Deus e Diabo" se encontram na "Terra do Sol" muitas vezes me sinto um Extra Terrestre.Querida Iracema, por que estou escrevendo isto? Sei lá. Talvez para me entender e te dar um pouquinho de pistas de quem sou e como funciono. Mas me deu vontade de delongar mais, poder conversar contigo por intermédio destas linhas, fazer uma catarse, compartilhar da minha alma, fazer um exorcismo...

Mas chega de reflexões existencialistas por hoje.

Estou te enviando a foto que tiramos juntos.Também te envio uma foto do sol nascendo aquele dia que gostaria de ter visto na sua companhia, em Sergipe.

Gostei do seu programa de Réveillon, com os amigos, numa coisa mais intimista. Vamos conversando e eu vou amadurecendo a idéia. Estou um pouco apertado financeiramente, mas tudo se resolve. Mas se não for possível no Réveillon (mas vou estudar as possibilidades), quem sabe podemos em outro momento...nas férias (o problema de alta temporada é que é tudo mais difícil). Vamos que vamos.

Sei o quanto a distância que nos separa é complicada, mas acho que podemos fortalecer o sentimento belo, profundo e humano que nos une e deixar as coisas caminharem. Deixar a amizade fluir, o amor fraterno e, quem sabe, nos permitir chegar a algo mais... Vamos vivendo.

Beijos e abraços com muito carinho e afeto,

Martin

IRACEMA ENTREGA-SE


Oi meu amor de tão longe!!!!!

Nossa, a cada leitura que faço eu me emociono, fico em estado de completa comoção, não sei te explicar bem porque, deve ser a fragilidade emocional pela qual estou passando, mas, enfim, a cada palavra que você coloca, a cada situação exposta por você eu fico a louvar a Deus por ter colocado uma pessoa tão magnífica, tão maravilhosa, de uma riqueza de espírito que pouco vi na vida.

Sei que o termo que usei pesou bastante, mas sinceramente foi o que senti naquele momento. Foi um grande erro de interpretação meu, pode ter certeza, porque o FDP que estava embutido naquela expressão jamais seria capaz de escrever tão magistralmente como você me escreveu.

Quanto ao Reveillon o que programei com meus amigos foi nos reunirmos na casa de meu primo dia 31 já pela manhã, de lá iremos à praia e a tarde prepararemos nossa ceia, escolhemos um cardápio requintado, nesse meio tempo ouviremos ela a Diva Maria Betânia e alguns filmes. Após jantar iremos ver o show de Maria Rita, Alexandre Pires e outros na orla. No dia seguinte programamos uma feijoada na casa de meu primo com todos... enfim, é essa minha programação para o Reveillon...

Quanto ao cds gravados ficarei mais que contente em recebê-los por saber que é do fundo da alma. Esperarei ansiosa pra ouvir...

Beijão enorme...

Iracema

UM CERTO PRESENTE DE AMIGO OCULTO


Restando apenas um dia para a confraternização de fim de ano da turma do trabalho, eu me vi completamente aflito, pois estava num jogo confuso de sinuca, onde não sabia em qual bola acertar e em qual buraco enviar a dita bola. Mais incomum era impossível, pois não tinha sequer concepção das preferências do dito cujo que caiu surpreendentemente em minhas mãos, haja vista nosso contato ser algo custoso de acontecer, pois trabalhamos em dias praticamente diferentes e setores diferentes, mas esse pepino eu tinha que descascar, custasse o que custasse. O trabalho foi áspero, cheguei até a fazer uma pequena enquete, revelando sorrateiramente a algumas pessoas que estavam no jogo, o nome da personalidade, deixando de ser oculto parcialmente, mas algo eu teria que fazer, já que tinha a intenção de agradar ao suplicante, e por incrível que pareça as opções que me foram dadas, pior era impossível, do tipo de uma bomba, veneno, algo brega, foram os mais singelos tipos de presente que meu ouvido pode escutar, daí pude perceber o quanto não grato a pessoa era naquele ambiente de trabalho, onde todos o conhecia, evidentemente, menos eu, que queria no mínimo ter algo de interessante a presentear. Continuei a minha curtíssima jornada, almejando algo inusitado, pensei em ir num sexy shopping, obviamente lá encontraria algo de inusitado, mas como alguém que como me descreveram, cri-cri, diga-se de passagem, iria reagir após abrir um presente contendo dentro desse, algo pouco visto aos olhos das pessoas que vivem na zona rural, pois era certo presentear com uma cueca um pouco indecoroso pros ditos “normais”, repentinamente visualizei todos os participantes em estado de contentamento geral, instantaneamente meu riso foi sardônico, e tive que me conter para não alimentar ainda mais essa idéia estouvada. Ir ao centro da cidade era minha única saída nessa manhã assoalhada, e não poupei suor, preferia imaginar os gostos da dita pessoa antes de chegar no movimentado centro, para assim me direcionar numa única loja. Foi o que fiz, entrei, olhei sem muita paciência a escolher cor nem estilo, peguei, dei uma olhada pra peça escolhida, percebi que se fosse me dado eu iria adorar, completei com outra peça, corri pro caixa, paguei, aproveitei que estava ali pra comprar umas necessidades minhas, sai rapidamente da loja e peguei meu caminho de volta. Em casa embrulhei num papel de presente prateado, corri pro Google pra ver alguma mensagem de fim de ano, porque após sol escaldante, idéia era uma raridade na minha cabeça, anexei um cartão ao presente e posicionei em cima da cama pra não esquecer. Esse presente eu posso afirmar que as intenções foram às melhores, mas corro o risco de ser desaprovado.

Por: Alisson Meneses de Sá

CONCLAVE DE FIM DE ANO

Depois de muito combinar, de acerto daqui e acerto dali, resolvemos marcar definitivamente a data do nosso Conclave de fim de ano, obviamente para cumprirmos com mais uma promessa de jamais nos desvincularmos uns dos outros. Todos com uma agenda lotada neste finalzinho de Ano, com viagens já programadas, encontros, término de aulas de universidade, festas, eventos a organizar, enfim, tudo levava a não nos encontrarmos, mas um ajeita daqui outro ajeita acolá tudo vai se ajeitando conforme manda o figurino até que uma data é definida. O encontro mais uma vez foi regado à comida japonesa, uma preferência de todos os componentes, mas vale ressaltar que ficou definido que no próximo encontro escolheríamos um rodízio de churrasco ou de massas, outra promessa que ficou a ser cumprida em 2009 será a ida, a Bahia, de todos componentes, numa viagem a ficar na memória de todos, como prometeu a madre superiora do conclave. Um encontro que foi inolvidável para todos, devido à participação já quase esquecida, de Jê, que já fazia alguns encontros não podia comparecer, devido sua agenda sempre lotada, até estava por fora de algumas novidades, referente ao grupo, e também estava cheia de novidades, nos deixando em estado de exaltação e embaraço, evidentemente Jê, sem seu aparelho, deu um brilho mais que especial ao nosso encontro, mostrando que é uma mulher do novo tempo, deixando bem claro que se anda é pra frente. E assim continuou nosso fraterno encontro, cincos grande amigos, que se encontram com certa freqüência, colocando sempre as novidades em dias, servindo também de psicólogos da vida, opinando, instruindo, passos as vezes dúbio que obstinamos em seguir.
Por: Alisson Meneses de Sá

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

INDAGAÇÃO DE MARTIN


Olá minha querida Iracema

Fico mais aliviado ao receber a sua resposta e compreender melhor o que aconteceu. Estava me sentindo culpado e meio confuso do que eu poderia ter feito. Sempre tenho esta mania de achar que sou culpado de tudo e me martirizo muito por isso.

Eu também estou sendo bastante transparente contigo e acho isto muito importante (aliás, este é o meu jeito de ser e talvez, por isso, pago um preço muito alto). Eu quero que saiba que, apesar do pouco tempo que estivemos juntos, não foi apenas algo momentâneo, sexual, diversão efêmera de um "turista", até por que, se assim fosse eu não teria nem ligado para você no domingo e proposto sair contigo, teríamos começado e acabado tudo naquela noite, na escadaria da casa onde estava. (Só um pequeno comentário: eu me senti tão desconfortável com este termo que você usou, "diversão de um turista", e de eu ter passado este tipo de impressão para você - me senti como se fosse um vigarista / conquistador barato FDP/ sei lá o quê - sei que não foi esta a sua intenção quando usou o termo, mas me incomodou bastante - vou me policiar para nunca mais deixar que alguém possa me julgar desta forma).

Adorei ter te conhecido e sentir a sua energia, seu calor, sua vibração, seu vigor de alma. Você me ajudou a voltar acreditar ainda na possibilidade de um relacionamento a dois e ajudou implodir a "Pedra" no meu peito, que estava obstruindo todas as minhas emoções, sentimentos e crença nas pessoas.

Talvez, na ansiedade de compartilhar da mais bela intimidade, devo ter ido rápido demais e não ter conseguido me fazer entender e muito menos fazer transparecer os meus sentimentos mais nobres. Mas eu confesso que também estava confuso. No outro dia eu já viajaria. Não tínhamos muito tempo para fazer as coisas no ritual e ritmo que também considero mais adequado (apesar de que no mundo que estamos vivendo, parece não haver mais espaço para a sutileza e delicadeza). E eu achei a sua energia também tão gostosa, que queria poder me entregar aos seus beijos, carinhos, abraços e a uma sintonia íntima (de corpo, alma e espírito) que transcende a individualidade e faz de alguns momentos eternos. Eu queria eternizar esta intimidade, o que não tem haver necessariamente com o sexo. O fato de podermos ficar nus, no meu ponto de vista, envolve a confiança para descobrir a essência do corpo do outro, de cada parte intima, de cada zona erógena, a beleza única de cada ser, de cada sensação de cada parte do corpo.

Infelizmente eu sou assim, romântico, adoro fazer e receber carinho, adoro me perder nas horas que se eternizam e que nem vemos ver passar, embriagados pelas carícias, abraços, beijos, toques, massagens e tudo que a afetividade e a mais bela intimidade permite. Se entre nós rolasse o sexo naquele dia, seria uma conseqüência de uma entrega mútua e não a vontade de uma parte e muito menos o sexo pelo sexo, o que eu não me satisfaz, tanto que quando percebi que você ficou meio travado eu não avancei o sinal e preferi depois ver você adormecer, fiquei fazendo carinho e ficar te observando no seu momento de sono até que eu me adormeci também. Aquele dia, eu só queria que você pudesse ter ficado comigo, e pudéssemos ter passado à noite (dormindo, acordando, brincando, sonhando juntos, fazendo carinho, exercitando o amor que podemos nutrir na intimidade, sem medo, sem ressalvas, traumas passados, neuras, na mais completa interação). Queria poder ver o dia raiar junto contigo e guardar na memória da minha pele, corpo e alma a beleza do momento. Gostaria que pudéssemos ter feito aquele momento eterno, enquanto ele durasse. Eu seguiria a minha viagem em paz no outro dia, mesmo se não tivesse dormido nada a noite. Isto foi idealizado e o que criei no meu sonho, mas não pode ser realizado, o que não necessariamente me frustrou - pois na vida tenho aprendido que sonhos são sonhos e nem sempre podem se concretizar - porém fiquei triste de te ver ir embora de uma forma tão rápida, enigmática e estranha.
Acho que tanto eu como você estávamos muito carentes e com os mesmos anseios, expectativas e necessidades, porém seguimos caminhos diferentes para fazer as coisas acontecerem, o que nos fez assustar um com o outro. Mas isto é a vida: é vivendo que se aprende. Tenho certeza que tudo o que você fez foi com a melhor das intenções e posso te afirmar que eu também te queria te oferecer o melhor de mim. Pena que não consegui ser claro.
Mais uma vez, me desculpa por não ter tido a capacidade de me fazer entender e demonstrar com clareza os meus sentimentos e peço perdão por tê-lo feito chorar e, de uma certa forma, ter te magoado.

Hoje eu enviei pelo correio os CDs da Bethânia que gravei para você. Peço-te que ouça com carinho e mergulhe fundo em cada palavra, acorde, sentimento, melodia e poema recitado e sinta como se eu estivesse transmitindo estes sentimentos para você. Este trabalho da Bethânia toca fundo na minha alma e fico muito feliz de poder proporcionar as pessoas queridas à possibilidade e o contato com um trabalho de tamanha sensibilidade e beleza.

Sobre o Réveillon, me diga o que pretende fazer, onde irá passar, o que planejou etc. Quem sabe posso amadurecer a idéia, apesar de não ser muito fã de Réveillon e do Natal. Estas datas mechem um pouco comigo e eu fico um pouco melancólico. Mas quem sabe não é hora de mudar.

Vamos mantendo contato, nutrindo e fortalecendo cada vez mais a amizade e deixar as coisas rolarem...

Um abraço fraternal e bem forte e um beijo profundo e recheado das mais belas intenções,

Com carinho,

Martin

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A 1ª RESPOSTA DE IRACEMA

Olá meu querido Martin!

Comigo está tudo bem graças a Deus, e espero que com você esteja também tudo ótimo.

Nesse e-mail usarei da mais possível sinceridade contigo. Recebi sim seu recado e fiquei super contente, mas preferi não responder, você logo entenderá por que. Fiquei super feliz de te receber aqui em neste estado tão quente e quando pensar em voltar aqui não pense muito, venha logo que te receberei com maior prazer.

Você pra mim foi mais que uma pessoa especial, adorei ter você por alguns instantes, e perceber o quanto você é grandioso, carinhoso. Imagino o que estás sentindo com o término dessa relação, também passei por isso a pouco, estava me envolvendo com um soteropolitano e não sei te dizer se na verdade foi a distância ou a falta de algo maior - amor - na relação, mas que foi um final trágico, a isso foi. Realmente não estava a procura de me relacionar a sério com ninguém, por pensar um pouco racionalmente, mas vi em você uma grande possibilidade, você desbloqueou essa sensação que estava impedindo essa coisa tão gostosa que é se apaixonar por alguém.

O convite ainda está de pé sim. Devo dizer que fui o mais espontâneo possível e talvez isso deva ter te constrangido um pouco. Esteja a vontade a vir passar o reveillon aqui, te receberei com todo prazer.

Não, não me acho temperamental não, sou de uma espontaneidade terrível, as vezes tento me conter mas não consigo. Voltando pro assunto do hotel de fato saí de lá com uma péssima sensação, não tenho pra que te enganar, mas estava me sentindo ali como um alguém que estava só pra satisfazer os desejos sexuais de um turista, foi assim que fiquei, estava me sentindo promíscua e isso me deixou péssima, como você pôde perceber, cheguei na casa de meu primo e chorei muito, mas muito mesmo. Parecia que toda aquela criação que eu tinha feito se desmoronasse, mas isso não é culpa sua não, é minha, não sei, talvez eu tenha interpretado tudo errado, talvez eu tenha esperado mais e a questão "distância" me acordou do sonho que estava tendo.

Não precisa me agradecer não, certamente se não fosse eu seria outra pessoa, sergipanos sempre são hospitaleiros e vc uma pessoa magnífica, juntando uma coisa com a outra só poderia dar nisso. Não perderemos contato de forma alguma...

Beijos e fica com Deus também

Iracema

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

DIÁLOGO DE AMOR

Samurai: Será que estou sendo ridículo em escrever essas cartas de amor?

Maria Bethânia (cantando): Todas as cartas de amor são Ridículas. 
Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. 
Também escrevi em meu tempo cartas de amor, 
Como as outras, Ridículas. 
As cartas de amor, se há amor, 
Têm de ser Ridículas. 
Quem me dera no tempo em que escrevia 
Sem dar por isso Cartas de amor, Ridículas. 
Afinal, só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor, 
É que são Ridículas.
 
Samurai: então deves abri a carta que recebi?
 
Maria Bethânia: Porém não tive coragem de abrir a mensagem
Porque, na incerteza, eu meditava
Dizia: "será de alegria, será de tristeza?"
Quanta verdade tristonha
Ou mentira risonha uma carta nos traz
E assim pensando, rasguei sua carta e queimei
Para não sofrer mais
 
Samurai: e o amor? Pra onde foi?
 
Maria Bethânia: Quanto a mim o amor passou
Eu só lhe peço que não faça como gente vulgar
E não me volte a cara quando passa por si
Nem tenha de mim uma recordação em que entre o rancor
Fiquemos um perante o outro
Como dois conhecidos desde a infância
Que se amaram um pouco quando meninos
Embora na vida adulta sigam outras afeições
Conserva-nos, caminho da alma, a memória de seu amor antigo e inútil

Samurai: Ora, como fui ridículo!!!!

Por: Alisson Meneses de Sá

1ª CARTA DE MARTIN

Subject: De tão distante...

Date: Sat, 15 Nov 2008

Olá minha cara Iracema:

Tudo bem contigo? Espero que sim.

Te mandei uma mensagem pelo Celular na terça feira e não tive resposta. Fiquei preocupado se você não recebeu ou não teve interesse de responder. Torço para que tenha sido a primeira opção. Agradeço-te pela atenção ai em Aracaju e pelos momentos gostosos que tivemos juntos.

Eu te achei uma pessoa muito interessante e gostaria de poder continuar estreitando os laços de amizade. Gostaria até de algo mais, contudo, a distância é muito grande e dificulta muito. Eu saí há 3 meses de um relacionamento com uma pessoa de São Paulo. Ficamos juntos por 1 ano e meio, que foi muito bonito enquanto durou, contudo a distância, no final acabou prejudicando e o término foi muito traumático. Ainda estou um pouco machucado. Você me fez reacender a chama de acreditar na possibilidade de encontrar pessoas que acreditam em uma relação a dois.

Adorei aquele seu convite para passar o Reveillon contigo. Contudo, naquele momento eu não sabia o que responder (ou tive medo de estarmos indo rápido demais). Como você, logo que fez a pergunta, já tirou uma conclusão um pouco precipitada da minha expressão, antes de eu dar qualquer explicação, preferi deixar como você entendeu naquele momento e deixar as coisas rolarem (mas para mim, passar o Reveillon contigo poderia ser uma possibilidade a ser estudada). Mas confesso que fiquei muito lisonjeado.

Você é uma pessoa muito sensível e de grande beleza interior (e um pouco temperamental, não - risos). Gostaria que soubesse que, aquele dia que fomos para o hotel, eu estava a fim de poder curtir de momento de intimidade, carinho, afeto, cumplicidade contigo. Claro que se rolasse o sexo seria legal, mas não era naquele momento uma prioridade. O sexo para mim é muito importante, mas o doar e receber, os preliminares, o carinho, a reciprocidade são fundamentais e estão em primeiro lugar. Eu percebi em você uma energia muito gostosa e naquele dia queria exercitar esta troca. Parece que quando eu quis ficar mais a vontade, você ficou um pouco travado. Mas saiba que eu não queria ultrapassar nenhum limite que você não se sentisse a vontade. Deu-me a impressão de que você foi embora um pouco estranho. Se eu fiz alguma coisa que te incomodou, te peço perdão.

Muito obrigado pelos momentos que tivemos e, por favor, não vamos perder contato.

Fica com Deus e muita luz e paz.

Martin Soares

AMOR DIVULGADO

A partir de hoje, estarei publicando algumas cartas de amor, não as cartas de amor que Maria Betânia declama, mas a de duas pessoas que se conheceram e se apaixonaram abruptamente e através das cartas escreveram o quanto gostam e sentem um pelo outro, de forma intensa onde só o tempo desvendará o mistério da separação que envolve esse bonito jogo de interesses entre os dois. O nome dele é Martin Soares e o nome dela Iracema... isso mesmo, é baseado na história de Iracema de José de Alencar, o que na verdade não esperaremos é o final trágico que dramaticamente finaliza a história e sim vibraremos por um final feliz, onde mais uma vez repito, só o tempo é quem dirá qual o destino desses dois apaixonados. Cabe também ao leitor definir qual o fundo dessa história, em qual contexto ela está sendo desenvolvida e quais suas verdadeiras intenções. Os títulos das cartas publicadas serão enumeradas: 1ª carta de Martin, 1ª resposta de Iracema e assim sucessivamente. Só para deixar o leitor por dentro do que se desenvolve o início da história se passa exatamente, quando Iracema conhece Martin numa festa e depois descobre que Afonso não pertence a sua terra, trata-se de um turista, exatamente como se passa no início do romance Iracema, quando Afonso acorda em terras brasileiras e conhece Iracema numa situação bastante inusitada, sendo ela índia, nativa, assustada com aquele homem estranho ela atinge Afonso com uma flecha, o ferindo. Na verdade, o Afonso da minha história, se aproxima da tímida Iracema numa festa e lá começam a se conhecerem, como fazem os adolescentes contemporâneos, depois Iracema o leva pra sua locação e lá dão seqüência ao envolvimento. Envolvem-se de uma forma completamente integral, um pelo outro, onde passam o dia posterior juntos, desfrutando ele do desconhecido e ela da intensidade que ele tem a oferecer, aproveitando o máximo pois Afonso obrigatoriamente deverá retornar a sua terra de origem um dia após deixando amargurada a bela Iracema, se despedindo numa noite confusa, misteriosa, sedutora e um tanto trágica. Após os dois perceberem que estão fisicamente distantes o erro é subitamente reparado, dando seqüência as cartas que seguirão logo mais.

Por: Alisson Meneses de Sá

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

VOLTANDO AS ATUALIZAÇÕES

Passou-se exatamente um mês e nada no blog foi postado, nada foi publicado, de forma que preferi, evidentemente, calar-me, diante de tantos fatos e tantos acontecimentos que vieram à tona justamente no mês de novembro. Nada contra o mês, nada contra a estação do ano que recai sobre o mês de novembro, nada contra as causas naturais e sim as coisas do homem que apagam com toda a beleza de espírito que está embutido em cada olhar, em cada expressão, em cada objeto. O mês de novembro serviu como um grito desesperado de agonia na qual passei, não que o mês por completo eu tenha me deparado com tais situações, mas que o lado negativo dela pesou muito mais que o lado positivo, incluído neste último o despertar pra um grande amor. Chegou dezembro e com ele chegou também mudanças, digo no sentido de pensamentos e condutas, e até quem sabe de sentimentos, pois horas me vejo rude, amargo e cruel comigo mesmo outras horas me vejo sozinho pelo canto a chorar como uma ovelha perdida do seu rebanho, junto com o mês de dezembro chegou as novas perspectivas de me entregar outra vez na dolorida entrega pelo amor, sem restringir sentimentos e sensações. Quero amar intensamente como se o amanhã fosse impossível amar, quero viver alucinadamente para o amor, me entregando literalmente as suas imposições, serei agora um servo do amor e a ele deverei a minha vida a minha alma, o meu corpo o meu sangue, enfim, me doarei completamente. É a partir desse entregar, dessa minha inteira disponibilidade para amar e ser amado é que vou trilhar o meu caminho. Em nada mencionarei o que me ocorreu de tão trágico no mês que passou, quero colocar definitivamente uma pedra, e lá deixar sacramentado um passado sombrio, pois a minha vida está dividida por dois marcos: o antes novembro de 2008 e o depois. Aos amigos mais próximos, esses são sabidos do que se passou e espero junto com eles esquecer, aos que não sabem, espero jamais saberem e assim saborearem essa nova pessoa que começa existir.

Por: Alisson Meneses de Sá

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

ACALMEM OS ÂNIMOS

Essa não foi de se esperar. Meu blog virou recentemente um campo de batalhas e alfinetadas, numa luta que está sendo travada em campo minado, minadíssimo, diga-se de passagem. Recentemente postei um comentário aqui no blog, com a simples função de colocar em evidências fatos que ocorrem a minha volta, seja ela de que maneira esteja acontecendo, pois nunca evitei noticiar algo ruim, ou bom, não faço escolhas, o critério que uso para escrever é exatamente anotar tudo que acontece através do que vejo, ouço, como e cheiro é como se eu necessitasse anotar minha própria história. Daí na postagem de quarta-feira do dia 22 de outubro do corrente ano eu noticiei um fato, intitulado de “uma rapidinha”, onde eu não pretendia me estender como fofoca, noticiei que alguém que andava na turma, estava sumida, elenquei alguns dos motivos por que essa pessoa não estava no nosso convívio, fazendo até algumas piadinhas, e numa boa, não foram piadas assim venenosas, porque coisa pior eu já publiquei, simplesmente fiz perceber que as pessoas sempre perguntavam a seu respeito, cadê fulano, por onde anda? e as pessoas sempre perguntavam sim, quer queira quer não é uma pessoa que existiu, agora se querem fingir que ela não existiu o problema não é meu nem do meu blog, mas vamos lá, tudo começou quando alguém se dizendo “anônimo” mandou uma mensagem não mui grata pra pessoa a quem a notinha se refere, eu deixei porque as pessoas tem mil e uma forma de se expressarem, nem levei em consideração a picuinha que isso iria rolar, a mensagem era de alguém “dizendo” anular completamente a outra, ou seja a pessoa do comentário, o que torna difícil, porque por mais insignificante que um ser humano possa ser, ele terá uma representatividade nem que seja pra pessoa que ela fez mal, enfim, algum tempo depois, aliás, dias, outro comentário foi postado, a pessoa que a notinha estava destinada se identificou no blog, - as vezes acho que ninguém acompanha meu blog e as vezes posto algo que nem imagino ter tanta conotação e me engano - depois de identificado esse alguém também usando-se do anonimato postou dois outros comentários fazendo menção não ao que a nota se referia, mas sim ao comentário depreciativo inicialmente postado, obviamente respondendo a altura o texto anterior, ficando nessa seara de intrigas e picuinhas baixas.

Gostaria muito que os comentários fossem do tipo fazendo uma crítica quanto a minha forma de escrever, se é ruim boa, se tem erros de pontuação de acentuação, coisa do tipo, e não usando com coisas tão pequenas.

Por: Alisson Meneses de Sá

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ACORDADO

Sabe aquele dia que acordamos numa fossa não sei de que? Pois foi assim que me acordei hoje, assim, querendo colocar uma música que celebrasse completamente esse estado de completa, de completa, de completa... Resolvi ouvir aquelas poesias cantadas de Maria Betânia, ela sim sabe como me deixar molinho, molinho. São dez da manhã, o cd dela toca no aparelho, eu abro um vinho, daqueles bens chinfrins, só pra dar um clima a minha sensibilidade apurada. Daí ela canta, negue, negue seu o seu amor o seu carinho, e eu sentando deliro, imagino coisas, fico ouriçado com toda aquela poesia, dá vontade de chorar, recuso, trancafio meus sentimentos, me contenho completamente, deixo o cd tocar e continuo a apreciar o vinho, chinfrim.

Por: Alisson Meneses de Sá

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

NO MEIO DO TEMPO

Parte IV

Aquele som vinha de longe, todos dormiam, alguém chamava suavemente, apesar de toda aquela situação todos dormiam como uma pedra. O som se repetia, numa insistência significante, quando de repente o mais velho se levantou da cama gritando: espera, espera, espera. Não dava pra precisar de quem seria aquela voz do lado de fora da casa. Os outros dois perceberam a movimentação do mais velho e não se mexeram da cama, desejaram voltar subitamente ao seu sono. Alguns minutos depois alguém abre a porta do quarto na qual os dois estavam deitados, o mais velha se dirigiu pra cozinha, especificamente pro fogão de lenha para preparar o café da manhã. O visitante chegou com o dono da casa que fora lá verificar o estado da casa bem como alimentar os cachorros que lá vivem, não sabia ele que os três aventureiros cuidaram dos cachorros como se fossem deles assim como da casa. O visitante adentrou o quarto e lá ficou acordando aos poucos os dois que estavam lá sonolentos, conversando, atualizando dos fatos da cidade. O dono da casa se retirava pro oitão pra aguar as plantas que lá são cultivadas. Logo, o mais velho nos chamou para que fôssemos pegar leite na fazenda vizinha, de um conhecido de todos. O do meio estava ansioso pra ir ver, pra relembrar seus tempos de criança quando tomava leite quentinho da vaca. Foi só o tempo de lavarem o rosto, escovarem os dentes de forma bastante precária. O do meio com estilo próprio colocou óculos escuros e assim pegaram a estrada que daria pra fazenda vizinha, o leite serviria para o prato principal do café da manhã. Chegamos lá o dono da fazenda tinha acabado de tirar o leite de suas vacas, o processo foi rápido, enchemos a vasilha que tínhamos levado e convidamos o gentil fazendeiro para almoçar com aqueles aventureiros, o que de fato ele não recusou, era um tipo de troca de favor, eles cedia o leite e era convidado pra almoçar.
Já na casa enquanto o mais velho cuidava em preparar o café da manhã, os outros dois junto com o visitante aproveitaram para descascar o feijão. Sentaram na frente da casa que dava vista pra estrada de acesso, lá conversavam sobre tudo, o visitante atualizava os fatos noticiados no mundo enquanto descascavam o feijão, acrescentando do que já tinha sido descascado no dia anterior. O dono da casa continuava a aguar suas plantas. Em alguns minutos todo o feijão já estava descascado, foi só o tempo do mais velho preparar o café da manhã, seguimos pra cozinha, lá devoramos o que nos foi preparado, o do meio logo se encheu e ainda sentindo-se cansado deitou-se na cama esperando que algo de anormal ali acontecesse, em seguida o mais novo e o visitante se aproximaram e ali também deitaram-se. Seguiu uma sessão de sonolência enquanto o mais velho cuidava na limpeza e já se debruçava sobre o fogão para preparar o almoço. Algumas horas se passaram quando o sono já estava saturado por todos e foi na frente da casa que colocaram cadeiras e lá ficaram a conversar amenidades. O do meio teve a idéia de ali naquele sol de rachar pegar uma corzinha e se despiu, ficando somente de cueca, bebendo um drink sempre preparado pelo mais novo, seguidamente o mais novo também se despiu, seguindo o ritual místico de bronzeamento, era o tempo do almoço ser preparado. Ao longe ouvimos um barulho de moto a se aproximar da casa, permaneceram intactos, de cueca, sentados na varanda, voltados pro sol, quando a moto parou do lado de fora da porteira, tratava-se um nativo, já conhecido de todos, menos do aventureiro do meio. Aproximou-se e logo o do meio foi justificando que estava se bronzeando que não se incomodasse com aquela cena. Logo foi pego uma cadeira e servido bebida ao nativo, quando subitamente sai de dentro da casa, completamente nu, o visitante, deixando todos ali perplexos, pois antes do nativo ali chegar o visitante estava em estado de depressão significativo, deitado numa rede, pendurada na sala. Todos riam porque ele seguiu até a porteira se exibindo completamente da mesma forma que veio ao mundo. O nativo ficou meio constrangido com a situação, mas não arredou o pé, achou tudo aquilo diferente do que costuma ver. Algum tempo depois aporta na estrada, cavalgando um jeguinho, o dono da fazenda vizinha, como combinado. Todos estavam conversando que nem deram conta de que estavam praticamente nus, quando ele chegou, entrou pela porteira, amarrou seu jeguinho numa árvore, alguns passos da casa e se aproximou dos que ali na porta estavam. O do meio ainda continuava de cueca junto com o mais novo, o visitante já tinha se vestido e estava na janela, conversando com o nativo. O do meio logo se justificou, dizendo está ali se bronzeando, o que ele não se importou com aquilo e permitiu que ficássemos à vontade. Também logo arranjou um acento e se adicionou naquela roda de conversas. Conversa vai e conversa vem quando mais uma moto se aproxima da casa, percebemos logo que era o dono da casa, não tínhamos percebido que ele tivera saído e voltava com sua mulher. Os desnudos logo se envergonharam, pois se tratava de uma família, mas não desistiram de está ali, conversando e teoricamente se bronzeando. Assim que chegaram continuaram com o ritual de justificativas quanto ao estado de nudez, estavam ali se bronzeando, era essa a única justificativa. Eles não se importaram também, mas por via das dúvidas e por um certo respeito se vestiram e entraram também na conversa deixando a roda mais diversificada onde o assunto principal era obviamente a política, de quem perdeu, porque perdeu, de quem ganhou e porque ganhou, a tônica do papo não saiu desse eixo. Algum tempo depois mais uma moto se aproxima da casa, com mais três rapazes nele pendurados. Chegaram, cumprimentaram os que na porta estavam e seguiram pra cozinha, eram três rapazes da cidade que fora convidado no dia anterior, sendo um deles o condutor dos três aventureiros até aquela casa de moto. Foi o tempo de o almoço está pronto e logo ser servido, cada um se ajeitou de sua forma, se acomodou no seu canto e devorou seu respectivo prato.

Segue no próximo texto a última e a mais picante parte de toda história.

Por: Alisson Meneses de Sá

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A GAFE

Domingo passado estava ciceroneando um amigo meu que pouco conhece da night aracajuana, quando um fato terrível me aconteceu. Uma gafe terrível. Estávamos sentados numa mesa de um barzinho que geralmente gosto de ir, apreciando uma cerveja gelada e ouvindo uma música, que não tava lá essas coisas, como o bar que também já tivera passado por dias melhores no quesito quantidade de gente. Daí quando de longe passou um alguém que não me reconheceu, esse alguém canta na casa com bastante freqüência e já é bastante conhecido da minha turminha. Após ele passar mostrei ao meu amigo a figura e contei rapidamente a história cabeluda que reveste o passado da persona, que namorava um amigo meu e mantinha outro relacionamento com outro amigo meu, depois terminaram e começou a namorar com um problemático que batia na figura e que por incrível que pareça estudou comigo na faculdade e que tivemos confusão em sala de aula, onde fomos parar na delegacia e depois a figura em questão namorou um outro amigo da turma. Entendeu? Não é pra entender não, é complicado mesmo. Voltando pro bar, demorou alguns minutos e ele me enxergou, e veio me cumprimentar. A figura logo me perguntou como tinha sido a Heatmus, relembrando os tempos em que cantava como calouro na festa pra ganhar uns trocos. Fiz um apanhado geral da festa e perguntei por que ele não pôde ir e concorrer mais uma vez, onde me respondeu que não podia por conta de sua programação naquele bar pra cantar, estava aos sábados, impossibilitando de ir. Conversávamos e ao mesmo tempo a figura olhava com um olhar de interesse para meu amigo que estava ouvindo nossa conversa. Resolvi apresentar e foi aí que me ferrei completamente, na hora me veio somente o nome do meu amigo, o primeiro que ele conheceu e namorou, daí eu falei o nome do meu amigo e o sobrenome do dito cujo, fiquei maluco na hora, ele ficou sem entender, tive que corrigir rapidamente e reapresentei a figura pro meu amigo. Pra essas pessoas que vivem da noite, dos barzinhos da vida o seu nome é a coisa mais importante que existe e quando isso não tem um resultado esperando eles se sentem frustrados, porque eles têm que fazer seus nomes, é o que resta, foi o que percebi na face dele, completa frustração. Mas educadamente não tivemos mais assunto, e não demorou um segundo sequer após a gafe ele saiu rapidinho pela tangente e eu claro fiquei com a cara no chão. Só foi o tempo de tomar outra gelada pra me reanimar.

Por: Alisson Meneses de Sá

UMA RAPIDINHA

Eu estou perplexo com o sumiço daquele nosso amigo que antes não perdia uma festa sequer, não perdia nada, nadinha. Só vivia fazendo planos e mais planos quando sabia que uma festa iria acontecer e não dava outra, lá estava ele na festa com toda sua animação, sua irreverência e sua espontaneidade difícil de ser vista num ser humano. Toda festa que estamos indo ele sempre é notado, sempre existe aquela lembrança dos venenos lançados ao ar. E pra tudo existe uma justificativa. Eu como mantive um maior contato durante esse seu afastamento das baladas vou revelar: todos já sabem que ele engatou num relacionamento sério, muito sério, diga-se de passagem, dessa vez o relacionamento é sério mesmo o que não quer dizer que ele possa deixar de se divertir, mas o problema está no olho gordo de algumas pessoas, ele não quer ter más influências opinando nem comentando sobre seu tão bonito e duradouro relacionamento. Um outro ponto é quanto ao processo de economia total para ir ver o show da Kylie Minogue. É realmente, eu não consigo entender a primeira justificativa porque pode ser que até eu esteja incluído nessa concepção destrutiva, mas a segunda até que é plausível, eu também faria um esforço desses pra ir ver alguém que eu gosto muito e que esta é a única oportunidade vista.

Eu heim, quem te viu quem te ver, vamos adiante né gente.

Por: Alisson Meneses de Sá

E NO FIM...

Sabe aqueles momentos em que damos conta que se observássemos mais um pouco as ações humanas não cometeríamos tantos erros? Pois é, estou passando por essa fase e me sacrificando com tais situações na qual fui exposto. Antigamente ao se namorar existia uma cumplicidade entre as partes, existia conversa, diálogo, hoje a coisa muda de patamar, ou você é do jeito que eu quero ou não dá pra mim, ou você faz as coisas da forma que me convém ou você também não está adequada pra namorar comigo. Acabei de passar por essas circunstâncias, o egoísmo e a prepotência dentro de um relacionamento prevaleceram, esse é meu modo de ver. Obviamente não deu, não rolou, por conta do meu complexo de independência não me deixei levar por tais fatos. Não seria eu se seguisse um relacionamento baseado na conveniência, devido a minha intensidade de viver as coisas.
Na verdade as pessoas esquecem que antes de entrarmos num relacionamento temos uma vida no passado, temos interesses e projetos de vida que em muito não o incluía por conta da sua não existência e com isso exigem e exigem muito de nós e quando não respondemos as expectativas esperadas não tem outra, a crise do relacionamento estaciona e nos vemos numa encruzilhada, onde temos que decidir qual caminho a seguir.
E foi assim... preferi seguir o caminho que antes de o conhecer já tinha prioridade máxima, talvez essa prioridade já se tenha conotado desde os primeiros indícios de que aquela relação não vingaria. Já não tinha mais aquele viço dos primeiros toques, dos primeiros beijos, enfim, algo de estranho já era notório. Depois de muitas ações esquisitas da outra parte resolvi não mais me importar, tornei-me um ser frio e comecei a analisar não mais regido pelos sentimentos, mas pela lógica. Junta peça daqui outra dali, não teve outra, existiu algo inexplicável nesse meio do caminho. Mantive-me intacto e não mais dei importância, já tinha a certeza de que tudo tivera degringolado e como é peculiar da minha parte fui me divertir, nunca me divertir tanto num pós término de relacionamento. Gritei, dancei, cantei, ri, pulei, bebi, enfim, naqueles primeiros momentos vivi, mas só restou algumas horas pra que tudo viesse a tona e eu não mais me mantivesse naquele estado de neutralidade completo, como se nada tivesse acontecido. Culpei-me. Também culpei a outra parte. Ficamos naquela discussão ridícula no meio da festa. Quem sabe não foi melhor assim. Aos pouco vou me recuperando.

Por: Alisson Meneses de Sá

terça-feira, 21 de outubro de 2008

INTROSPECÇÃO

Nunca pensei que depois de tudo eu pudesse está assim, passando por um clima pessoal tão chato, tão pra dentro, de reflexões, análises e reparação. Foi assim durante todo o domingo e exclusivamente durante toda a segunda-feira. O domingo eu até tentei preencher os espaços vazios de alguma forma, na pós-graduação à tarde cheguei tanto cansado como sem vida, com uma profunda tristeza interior, mas felizmente as amizades profundas sabem ler o trágico dentro dos olhos e sabe contornar a situação me fazendo ainda dar alguns sorrisos. Aventurei-me em ainda fazer aqueles programas loucos de fim de semana. Era talvez a única chance que tinha de sair daquele completo estado de introspecção arraigado desde o momento em que abri meus olhos e não mais conseguir fechá-los pra voltar a dormir até mais tarde, como é de costume quando a noite do sábado é perdida nas baladas. Ainda no domingo todas as expectativas não foram alcançadas, não sei qual a razão definitiva, mas sentia dentro de mim um vazio, algo precisava ser preenchido e esse algo até então não foi respondido por que talvez as circunstâncias não favorecessem. Na segunda o clima estava pior, a angustia perdurava ainda, não estava num clima perfeito para ir trabalhar e como tenho uma certa autonomia na função que desenvolvo, preferi não viajar, foi legal dessa forma, me sentiria mais tranqüilo e menos pressionado. De certa forma existia essa necessidade de não ir pro interior por conta da emergência no enviou do meu projeto de pesquisa para o mestrado, essa foi a razão preponderante de certa forma. Talvez eu fosse buscar resposta pra toda essa angustia sentida em Clarice Lispector, quem sabe ela não descobre qual é a chave desse enigma que me envolve, desse meu entender que até hoje não se consegue codificar. Há quem diga que me tranco, que não abro espaços pras conquistas, pro novo, pro amor, podem está até certos, mas as vezes eu acredito que tudo isso não passa de uma alimentação artificial da mente humana, acreditar que precisamos de alguém pra está junto durante toda uma vida. Essa concepção no meu contexto não tem validade, configuro toda se possível for, o que sempre foi. Talvez amanhã esteja melhor, me trancafio dentro de mim mesmo, busco nas leituras e nas ficções das telonas algo que possa supri essas necessidades momentâneas.

Por: Alisson Meneses de Sá

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

HEATMUS COMENTADA

Como algumas coisas da vida são indispensáveis, algumas festas também são indispensáveis na vida de quem curte a night e como eu nasci na noite e vivo na noite, aqui abaixo estão postas algumas fotos que não foram publicadas no album do orkut, pois aqui merecem ser todas comentadas por ordem cronológica dos acontecimentos.
1. Antes de chegarmos a festa da Heatmus 80' demos uma passadinha no Teatro pra assistirmos a peça Romeu e Juli... Eita!?!. Bom, já é de se notar que a peça trata-se de uma comédia, e devo dizer, que comédia, quase não parava de tanto ri, praticamente duas horas rindo das desgraçadas das personagens, ô, dos desgraçados, eram quatro homens contracenando a famosa peça Romeu e Julieta de Shakespeare analisada pelo viés homossexual. Só vendo pra crer, eles são impagáveis, nunca ri tanto em toda minha vida, dêem uma olhada só nas personas:
Esta é a ama de Julieta, veja a produ, fenomenal.
Esta outra é o amigo inseparável de Romeu, uma pintosa.
Esse aí é Romeu, acreditem, o próprio Romeu. Gente Romeu na peça consegue ser mais gay que... que... que... prefito não comentar.
Aqui está a singela, doce e amável Julieita que rombo hehehehehehehe

Obviamente não nos contentamos e subimos no palco pra tirar uma foto com eles, demos de tietes e fãs incondicionais do grupo alagoano. Ficaremos esperando a próxima peça, Branca de Neve hehehehehehe.

2. A partir de agora, meu cu produções (o fotógrafo é presidente desta peculiar produtora) as fotos são todas referentes a Heatmus. Saliente que em algumas não mais tinha consciência dos meus atos, então quanquer ação estranha foi efeito do alcool em quantidade exagerada.

Esses dois aí, um é o fotógrafo, presidente da meu Cu Produções e o outro é o secretário, foram os dois responsáveis pelas fotografias que aqui estão sendo mostradas.

Aqui estou, já de latinha nas mãos, aí estava vendo o início da festa com a Banda do Pânico Viva A Noite, uma maravilha. O calor aí, na frente do palco estava insuportável, num momento quase passei mal, o que me salvou???? A Nobel hehehehehehehehehehe

No meio daquela multidão eu encontrei vcs, Carlos e o Homem de Cripta kkkkkkk, Anderson Muniz, foi uma zueira. Pedi tanto ao homem de cripta pra me salvar kkkkkkkkkkkkk

Aí está Carlos, super gente fina, mas teve que aguentar meus gritos no ouvido. Num mandei ficar na minha frente kkkkkkkkkkkkkkkkk

Depois que acabou o show de Viva A Noite resolvemos sair da frente do palco e tomar um ar fresco, porque já estávaos passando mal mesmo, o calor estava demais. Fomos pro circo na parte de fora ver quem? Madona Couve-Flor, não tenho outra denominação pro que vi lá se dizendo cover da Diva. Subtamente lembrei daqueles shows de calouros que os adolescente faziam nas esquinas da vida, lembrei que Clara de Baiano sempre interpretava Madona, acho que fizeram a cover da cover kkkkkkkkkkkkk. Vendo a porcaria da Madona no palco encontrei com Serginho e Mariana, Serginho meu amigão veio da terra do Jegue só pra Heatmus, super estilo, nos acabamos na festa depois que nos encontramos.

O show da Madona estava uma bosta, desculpe a expressão, mas num valia um conto, a Nobel já tinha tomado parte da minha consciência, vejam essa menina de marron, nem sei quem era, conheci assim na hora, apostamos quem dançaria melhor no cano (ferros de sustentação do circo), eu, agora consciente não acreditei, mas fiz, subi no cano literalmente. Vejam as expressões faciais dos populares a minha volta.

O final foi trágico. Eu ainda fiz pose pro fotógrafo.

Amigos são pra essas coisas, nos apludir mesmo quando fracassamos. Todos estão num contentamento só depois do tombo que tomei, me ralei todo.

Ói ela aí, apostou mas também me ajudou, meu dedo midinho ralou no chão e sangrou muito. Ói a cara de Serginho, quase chamava o SAMU kkkkkkkkkkkkkkkk Qual era mesmo o nome dela???? Alguém sabe? Queria mandar flores pra ela de agradecimento hehehehehehehehehehe

Eu e Serginho discutíamos sobre a queda da bolsa e a péssima influência nas nossas aplicações no mercado, vejam minha expressão corporal de descontentamento.

O segundo show já estava começando, não nos demoramos muito lá fora e corremos pra dentro do espaço, pra pegar exatamente o local que estávamos, queríamos ver o show mais de perto ainda. Minha cara aí não está das melhores, bem que poderiam melhorar no fotoshop né?

Olhem de quem era o segundo show. Gritei tanto, mas tanto, mas tanto que tenho a leve impressão que ele escutou kkkkkkkkkkkkkkkkkk. Bom vou esperar né? Quem sabe.... só entende quem estava comigo lá na hora do grito hehehehehehehehehehe

Perto de terminar o show me vi com sede, de Nobel, e com vontade de fazer pipi, estava que não aguentava. Puxei o fotógrafo da meu Cu Produções, Serginho e Mariana. Depois que terminei de fazer pipi e já munido de bebida resolvi que não mais entraria pra ver o fim do show e que iria brincar nos brinquedos. O primeiro foi atravesar a ponte do rio que cai. Aí está eu tirando os sapatos pra pisar na ponte.

Nem eu acreditei que fiz isso, subi, sem medo, olhe a cara de contentamento.

Tá vendo a menina na minha frente, coitada, fui eu quem a derrubou, ô ela não andava nem a bola acertava a cara dela, só foi o tempo de colocar meu pé na ponte e balançar kkkkkkkk em dois tempos a pobre tava no chão. Quanto ao meu final até tem foto, mas tá feia demais. Censurei.

Depois foi a vez dos patinhos do carrossel, uma graça eles. Como não ia rodar neles porque senão ia vomitar, resolvi só fotografar com eles, os patinhos, num ficou uma graça?

Encontrei depois uma barraca de maça-do-amor, aquela melequeira que fazem com a maça, eca. Mas Serginho queme stava com desejos e queria desconto na compra pois estava muito cara, dois reais, kkkkkkkkkkkk, fui fazer um protesto na barraca. Nem sei queme ra a menina de rosa, mas que eu disse besteira num tenha dúvida só é reparar na cara dela. Resultado, não teve jeito, até puxar uma faca a vendedora puxou pra mim. Saí logo. Muito sangue numa noite só.

O fotógrafo conseguiu clicar num momento marcante, não eu não ia beijar Serginho, nos conversávamos. Serginho me dizia que estava em estado de choque pelo final trágico da menina Eloar que fora sequestrada por 5 dias e que levou dois tiros. Percebi nos seus olhos lágrimas mas ele foi forte e não as derramou no rosto. Soube superar o pesar e a dor.

O clima estava tenso quando resolvemos voltar, o terceiro show iria começar, na verdade o melhor show na noite, vejam, estava mesmo me acabando, sempre na frente o palco.

Lolipop começou a fechar, a trancar, encontraos ele já no final. Vejam acara de Adriano, inexplicável. Não sabemos e ele tava adorando ou se odiando. Pelo que conheço Adriano acho que num tava nem aí. Já eu e Serginho querendo sair na foto a todo custo.

Aí é uma parte da turma, faltou Mig que já devia está pegando seu vôo, Anderson, o homem de Cripta e Carlos pra completar.... Mas que foi divertido, a isso foi.

Por fim aí está eu, pior que uma latinha de cerveja em fim de festa kkkkkkkkkkkkkk Nossa que coisa péssima depois que vemos o que a cachaça faz conosco.


O saldo da festa foi por demais positivo, me divertir pacas. Sem contar claro com aquele episódio chato que foi aquele meu bate-boca. Mas passo adiante como se fosse uma página do meu livro.

Por: Alisson Meneses de Sá

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA – O FILME

Jamais espere ver na tela do cinema a perfeição da obra, digo isso quando a película for baseada numa obra literária, pois nossa mente é capaz de captar diversas situações que o diretor de um filme jamais seria capaz de imaginar, com toda sua fertilidade imaginativa. Assim é o filme “Ensaio sobre a cegueira”, baseado no livro do mesmo nome tendo como escritor, o português José Saramago, ganhador do prêmio Nobel de literatura. Daí pode-se observar a sua relevância e a responsabilidade que o diretor do filme teve em produzir a história. Na verdade o filme tem como único foco discutir o ditado que diz: “em terra de cego quem tem olho é rei”, mostrando uma outra concepção de dominação, onde a visão as vezes não vale de nada quando o sentimento é mais relevante e toma proporções indiscutíveis. Sem dúvida o filme foi muito bem trabalhado no sentido de não expor o quanto selvagem o homem torna quando o medo do amanhã é algo latente e a sobrevivência do meio é algo imediato, desfazendo assim de toda uma estrutura sedimentada, é a discussão dos princípios mediante as situações de sobrevivência. O tempo de José Saramago é algo atemporal, ou seja indefinido, já o tempo do filme é contemporâneo, o que na verdade seria impossível pro diretor do filme trabalhar sem expor um determinado tempo, haja vista que na obra literária a imaginação monta toda estrutura temporal já as imagens cinematográficas precisam de algo mais consistente para se trabalhar. O diretor nesse ponto foi extremamente sábio quando deixou indefinida a localidade da ação onde as cenas são desenvolvidas, podendo ser aqui próximo, numa outra região do nosso país, como pode ser num longínquo país além mar. Os cortes pra quem leu o livro são claros, especialmente na cena de estupro coletivo, no livro ele é mais bem destrinchado, mais cruel, mais doloroso pro leitor, sem contar as relações pessoais que se desenvolvem dentro do hospital em que todos os cegos estão trancafiados. As cenas perfeitamente são encaixadas ludicamente, no sentido de preencher uma lacuna aberta, porque parece que o imaginativo não supri tal necessidade, somente vendo pra crer naquela realidade, é assim que o filme é pra quem esteve debruçado na obra literária de Saramago. Por fim na obra ela, a protagonista da história, após todos perceberem que estavam voltando a enxergar e ela fazendo o mesmo percurso que o filme mostra, seguindo em direção a sacada do seu apartamento, não consegue enxergar mais nada a sua frente, seguindo o mesmo processo do início da cegueira dos demais, tendo a sua frente um mar branco, como se fosse leite. Já no filme ela deseja não mais enxergar o que o diretor não deixa acontecer, subentendo no final do filme um final feliz pra todos.


Por: Alisson Meneses de Sá

A MALDADE LANÇADA SEMPRE VOLTA PRA SI

Carrego sempre esse pensamento em mente, de que todo mal lançado no ar sempre tem um retorno gradativo e nessa mesma perspectiva acontece com quem pratica o bem, algo de bom sempre terá o retorno para as práticas altruísticas. O que muita gente não percebe, por conta muita vezes do egoísmo, e quando nem quanto estão a lançar no ar as tais maldades. A insanidade mental delas se transformam de uma certa forma que por mais absurdas que sejam suas ações elas acreditam que o que fazem é o correto, sua mente já é domesticada a trabalhar daquela forma e assim ela vai conduzir até que algo mais trágico aconteça. E não demora muito pra sentimos esse retorno vir à torna e quando isso é de conhecimento geral sentimos não só aliviados, como sendo a justiça sendo feita, como sentimos contente por ver essas peculiaridades acontecendo. E na maioria das vezes não só um tapinha ou um tapão no pescoço serão suficientes para fazer com que todas as maldades lançadas sejam completamente “pagas”. Confesso que me transformo num contentamento só quando chegam aos meus ouvidos que as pessoas que lançam o olhar de inveja sobre mim, ou pior quando acham que a inveja é insuficiente e usam da boca pra distorcer fatos, ou quando minha vida torna o objetivo tal de destruição para essas pessoas degradantes. É por demais compensador e quando sabemos que ainda tem mais por vir, que não só ficará naquele encostar de mão o contentamento ainda é mais forte. Talvez também seja esse desejo algo pouco altruístico e que a paz entre os homens fosse algo mais voltado pro bem e o mais buscados pelos espíritos de paz. Confesso, minha alma fica completamente lavada quando o retorno da maldade lançada volta de forma triunfal pras pessoas que vivem da inveja e da destruição dos outros. Mas como diz o ditado: “Falem mal, mas falem de mim”. Agora esperem as conseqüências quando falarem mal.

Por: Alisson Meneses de Sá

NO MEIO DO TEMPO

Parte III

O nosso retorno de fato teria que ser feito pelo caminho mais confortável que existia, não se importavam naquela altura em caminhar por uma distância bastante significativa o que mais queriam depois de toda aquela frustração era chegar naquela casa localizada no meio do nada e esperar que até a hora de dormir chegasse alguém para tirar daquele tão súbito tédio que iria aplacar sobre as faces. Voltaram e esse foi um dos motivos para o mais velho soltar todas as suas amarguras ainda presa, seu emocional estava trancafiado ainda na cidade, seu corpo estava presente ali com os outros dois, mas sua mente, suas sensações obrigava está onde menos ele queria está, imaginando as realidades que provavelmente estaria acontecendo lá, era seu complicado romance, cheio de traições, desconsiderações e humilhações e estando afastado da cidade, do seu relacionamento, estaria obviamente dando espaço pra seu arquiinimigo ocupar o que é seu. Aquela volta foi assim, uma forma de descarregar tudo que lhe prendia e o ataque foi direcionado os pés de mandacaru, os mais vistosos, diga-se de passagem. A cada pé visto, o mais velho com um pau na mão imaginava está frente a frente tanto com seu love quanto com seu inimigo e a pancada emitida no pé de mandacaru era tão forte, seguida de um urrado também forte, de ódio, de pavor, de agonia, de não poder fazer aquilo no real, e imaginava destruindo pessoalmente os dois, a força era extrema, lançada ao pé, que só bastava uma paulada para uma parte do pé vir ao chão. Os outros dois tanto o do meio quanto o mais novo riam de toda aquela situação, foi um relaxamento completo e o fato mais cômico se deu quando nessa euforia toda, nesse completo êxtase de destruir os pobres pés de mandacaru e naquela escuridão não tinha como perceber, uma casa de maribondos pendurada exatamente no pé, onde o mais velho só percebeu que naquele mandacaru tinha uma casa de marimbondo quando sentiu uma picada dolorida nas suas costas, o ódio de toda aquela situação se misturava com a dor do ferrão dentro dele, os outros dois não sabia se riam ou se ajudavam naquela situação inusitada. Quando menos esperavam estavam na porteira que dava acesso a casa e jamais perceberam a distância cansativa que era aquela estrada. Olhavam para a casa e não sabiam o que fazer naquele momento para tirar de um conseqüente marasmo, só restava mesmo recolher e aguardar pro dia seguinte que algo de anormal acontecesse ali, naquela casa no meio do tempo. De repente todos estavam nus, na parte de trás da casa, se banhando, o mais velho se arriscou ainda em fritar uns bolinhos para não dormirem de barriga vazia, após o banho, degustaram seus respectivos bolinhos e cuidaram em arrumar seus locais de dormir, o mais novo que dormiria separado na cama de solteiro que estava localizada na sala, resolveu se juntar com os demais, trazendo pro quarto seu colchão, assim se acomodaram os três, ouvindo somente o vento frio que soprava naquele vazio. Lutavam em dormir tranqüilos sem medo e após um distraído papo na cama todos adormeceram, caindo no sono como verdadeiras pedras.

Por: Alisson Meneses de Sá

terça-feira, 14 de outubro de 2008

NO MEIO DO TEMPO

Parte II

O homem civilizado possui plenas condições para escolher em que meio pretende viver, criar raízes e ali frutificar, de acordo com suas condições e normas de vivência no seu meio estabelecido. O homem remodela o seu meio e conseqüentemente ou futuramente o de sua comunidade.

Após os primeiros contatos com o que seria o mais primitivo da vivência humana, resolvemos nos aventurar, sair daquela casa localizada no meio do nada e irmos no povoado mais próximo. Dos três ali aventureiros somente um tinha já conhecimento da região, bem como de mato e de prováveis caminhos que poderíamos percorrer. Apostamos no caminho mais curto, o que não poderíamos esperar era que esse atalho nos fosse mais arriscado do que o caminho normal e mais longo. Seguindo um riacho que deveria está seco, chegaríamos ao povoado em dois tempos. Começamos caminhando pelo encostamento do riacho que não estava completamente seco, a terra estava molhada e fofa, o medo do escuro confrontado com as duas lanternas se misturaram com o medo de atolar os pés naquela lama preta. Quanto mais seguíamos o percurso do riacho mais percebíamos que o risco de atolar o pé era certo, quando de repente o do meio enfiou o pé onde não devia, tendo seu pé e parte da perna submersa na lama preta, o desespero era tanto que misturávamos com a graça eminente e ríamos. A lama tinha prendido o calçado, cuidadosamente a perna era puxada para que o calçado também viesse e assim darmos continuidade na nossa jornada. Demoramos, mas cuidadosamente retiramos o pé, o cheiro que perdurou no pé do rapaz do meio não era nada agradável. Em seguida nos vimos em meio a uma resolução, continuar por outro atalho ou voltar pro caminho normal e mais demorado. Mais uma vez resolvemos pegar outro atalho que era subindo uma elevação, coberta de mato quase fechado, passando assim por diversas divisões de pastos de arame farpado. O escuro já não era mais assustador, focalizávamos nossos medos no que poderia existir de bicho dentro daquele mato escuro. À mente vinha cobras, aranhas, raposas etc, esquecemos de tudo o que mais desejávamos que era chegar na esperada estrada que nos conduziria ao povoado. O mato em nada ajudava. O mais velho como era conhecedor da vida rural seguia na frente conduzindo os demais, o do meio ficou por último por conta da lama que ficou no calçado, atrasando sua subida, o mais novo ficou no meio ajudando o último no afastar do mato e foi nessa de afastar que ele enfiou a mão numa planta espinhosa, enchendo seus dedos de pequeninos espinhos. O arrependimento era perceptível na face, mas já estavam ali e deveriam seguir o caminho. O cansaço era notado na respiração ofegante. Atravessamos alguns arames farpados e logo chegamos na estrada que dava acesso aos povoado. Ouvíamos o latir dos cachorros, onde nos aproximávamos do povoado, a cada passo que dávamos mais era nítido o latir quanto a quantidade. Era comum em cada residência possuir um ou mais de um canino para assegurar a vigilância das residências. Adentramos no povoado, as casas pareciam ser abandonadas, não ouvíamos nenhuma voz humana e nenhum movimento, somente o latir dos cachorros. Seguimos em direção ao centro e a cada passo dado verificávamos que o povoado estava deserto. A frustração tomou conta das faces dos três. Somente um velho caminhava assustadoramente pelas ruas, ele era gordo, caminhava com dificuldade, arrastando uma perna e sustentando seu corpo com uma moleta. O senhor gordo e barbudo se aproximou dos três, sorriu e passou adiante. Resolvemos voltar, o imaginado não foi concretizado. A ficha caiu, a população rural pouco tem lazer, trabalham geralmente de domingo a domingo, somente alguns proprietários se dão ao luxo de relaxar num domingo. A nossa volta foi sem dúvida pelo caminho mais distante, não estávamos em condições de nos aventurar naquela noite exaustiva, mas compensadora no sentido de transferir o estresse habitual para o nosso próprio conhecimento, dando ciência aos nossos medos e anseios. Tudo foi válido e num divertido retorno não percebemos o quão distante era aquela estrada.

Continuação na parte III.

Por: Alisson Meneses de Sá