segunda-feira, 27 de outubro de 2008

ACALMEM OS ÂNIMOS

Essa não foi de se esperar. Meu blog virou recentemente um campo de batalhas e alfinetadas, numa luta que está sendo travada em campo minado, minadíssimo, diga-se de passagem. Recentemente postei um comentário aqui no blog, com a simples função de colocar em evidências fatos que ocorrem a minha volta, seja ela de que maneira esteja acontecendo, pois nunca evitei noticiar algo ruim, ou bom, não faço escolhas, o critério que uso para escrever é exatamente anotar tudo que acontece através do que vejo, ouço, como e cheiro é como se eu necessitasse anotar minha própria história. Daí na postagem de quarta-feira do dia 22 de outubro do corrente ano eu noticiei um fato, intitulado de “uma rapidinha”, onde eu não pretendia me estender como fofoca, noticiei que alguém que andava na turma, estava sumida, elenquei alguns dos motivos por que essa pessoa não estava no nosso convívio, fazendo até algumas piadinhas, e numa boa, não foram piadas assim venenosas, porque coisa pior eu já publiquei, simplesmente fiz perceber que as pessoas sempre perguntavam a seu respeito, cadê fulano, por onde anda? e as pessoas sempre perguntavam sim, quer queira quer não é uma pessoa que existiu, agora se querem fingir que ela não existiu o problema não é meu nem do meu blog, mas vamos lá, tudo começou quando alguém se dizendo “anônimo” mandou uma mensagem não mui grata pra pessoa a quem a notinha se refere, eu deixei porque as pessoas tem mil e uma forma de se expressarem, nem levei em consideração a picuinha que isso iria rolar, a mensagem era de alguém “dizendo” anular completamente a outra, ou seja a pessoa do comentário, o que torna difícil, porque por mais insignificante que um ser humano possa ser, ele terá uma representatividade nem que seja pra pessoa que ela fez mal, enfim, algum tempo depois, aliás, dias, outro comentário foi postado, a pessoa que a notinha estava destinada se identificou no blog, - as vezes acho que ninguém acompanha meu blog e as vezes posto algo que nem imagino ter tanta conotação e me engano - depois de identificado esse alguém também usando-se do anonimato postou dois outros comentários fazendo menção não ao que a nota se referia, mas sim ao comentário depreciativo inicialmente postado, obviamente respondendo a altura o texto anterior, ficando nessa seara de intrigas e picuinhas baixas.

Gostaria muito que os comentários fossem do tipo fazendo uma crítica quanto a minha forma de escrever, se é ruim boa, se tem erros de pontuação de acentuação, coisa do tipo, e não usando com coisas tão pequenas.

Por: Alisson Meneses de Sá

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ACORDADO

Sabe aquele dia que acordamos numa fossa não sei de que? Pois foi assim que me acordei hoje, assim, querendo colocar uma música que celebrasse completamente esse estado de completa, de completa, de completa... Resolvi ouvir aquelas poesias cantadas de Maria Betânia, ela sim sabe como me deixar molinho, molinho. São dez da manhã, o cd dela toca no aparelho, eu abro um vinho, daqueles bens chinfrins, só pra dar um clima a minha sensibilidade apurada. Daí ela canta, negue, negue seu o seu amor o seu carinho, e eu sentando deliro, imagino coisas, fico ouriçado com toda aquela poesia, dá vontade de chorar, recuso, trancafio meus sentimentos, me contenho completamente, deixo o cd tocar e continuo a apreciar o vinho, chinfrim.

Por: Alisson Meneses de Sá

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

NO MEIO DO TEMPO

Parte IV

Aquele som vinha de longe, todos dormiam, alguém chamava suavemente, apesar de toda aquela situação todos dormiam como uma pedra. O som se repetia, numa insistência significante, quando de repente o mais velho se levantou da cama gritando: espera, espera, espera. Não dava pra precisar de quem seria aquela voz do lado de fora da casa. Os outros dois perceberam a movimentação do mais velho e não se mexeram da cama, desejaram voltar subitamente ao seu sono. Alguns minutos depois alguém abre a porta do quarto na qual os dois estavam deitados, o mais velha se dirigiu pra cozinha, especificamente pro fogão de lenha para preparar o café da manhã. O visitante chegou com o dono da casa que fora lá verificar o estado da casa bem como alimentar os cachorros que lá vivem, não sabia ele que os três aventureiros cuidaram dos cachorros como se fossem deles assim como da casa. O visitante adentrou o quarto e lá ficou acordando aos poucos os dois que estavam lá sonolentos, conversando, atualizando dos fatos da cidade. O dono da casa se retirava pro oitão pra aguar as plantas que lá são cultivadas. Logo, o mais velho nos chamou para que fôssemos pegar leite na fazenda vizinha, de um conhecido de todos. O do meio estava ansioso pra ir ver, pra relembrar seus tempos de criança quando tomava leite quentinho da vaca. Foi só o tempo de lavarem o rosto, escovarem os dentes de forma bastante precária. O do meio com estilo próprio colocou óculos escuros e assim pegaram a estrada que daria pra fazenda vizinha, o leite serviria para o prato principal do café da manhã. Chegamos lá o dono da fazenda tinha acabado de tirar o leite de suas vacas, o processo foi rápido, enchemos a vasilha que tínhamos levado e convidamos o gentil fazendeiro para almoçar com aqueles aventureiros, o que de fato ele não recusou, era um tipo de troca de favor, eles cedia o leite e era convidado pra almoçar.
Já na casa enquanto o mais velho cuidava em preparar o café da manhã, os outros dois junto com o visitante aproveitaram para descascar o feijão. Sentaram na frente da casa que dava vista pra estrada de acesso, lá conversavam sobre tudo, o visitante atualizava os fatos noticiados no mundo enquanto descascavam o feijão, acrescentando do que já tinha sido descascado no dia anterior. O dono da casa continuava a aguar suas plantas. Em alguns minutos todo o feijão já estava descascado, foi só o tempo do mais velho preparar o café da manhã, seguimos pra cozinha, lá devoramos o que nos foi preparado, o do meio logo se encheu e ainda sentindo-se cansado deitou-se na cama esperando que algo de anormal ali acontecesse, em seguida o mais novo e o visitante se aproximaram e ali também deitaram-se. Seguiu uma sessão de sonolência enquanto o mais velho cuidava na limpeza e já se debruçava sobre o fogão para preparar o almoço. Algumas horas se passaram quando o sono já estava saturado por todos e foi na frente da casa que colocaram cadeiras e lá ficaram a conversar amenidades. O do meio teve a idéia de ali naquele sol de rachar pegar uma corzinha e se despiu, ficando somente de cueca, bebendo um drink sempre preparado pelo mais novo, seguidamente o mais novo também se despiu, seguindo o ritual místico de bronzeamento, era o tempo do almoço ser preparado. Ao longe ouvimos um barulho de moto a se aproximar da casa, permaneceram intactos, de cueca, sentados na varanda, voltados pro sol, quando a moto parou do lado de fora da porteira, tratava-se um nativo, já conhecido de todos, menos do aventureiro do meio. Aproximou-se e logo o do meio foi justificando que estava se bronzeando que não se incomodasse com aquela cena. Logo foi pego uma cadeira e servido bebida ao nativo, quando subitamente sai de dentro da casa, completamente nu, o visitante, deixando todos ali perplexos, pois antes do nativo ali chegar o visitante estava em estado de depressão significativo, deitado numa rede, pendurada na sala. Todos riam porque ele seguiu até a porteira se exibindo completamente da mesma forma que veio ao mundo. O nativo ficou meio constrangido com a situação, mas não arredou o pé, achou tudo aquilo diferente do que costuma ver. Algum tempo depois aporta na estrada, cavalgando um jeguinho, o dono da fazenda vizinha, como combinado. Todos estavam conversando que nem deram conta de que estavam praticamente nus, quando ele chegou, entrou pela porteira, amarrou seu jeguinho numa árvore, alguns passos da casa e se aproximou dos que ali na porta estavam. O do meio ainda continuava de cueca junto com o mais novo, o visitante já tinha se vestido e estava na janela, conversando com o nativo. O do meio logo se justificou, dizendo está ali se bronzeando, o que ele não se importou com aquilo e permitiu que ficássemos à vontade. Também logo arranjou um acento e se adicionou naquela roda de conversas. Conversa vai e conversa vem quando mais uma moto se aproxima da casa, percebemos logo que era o dono da casa, não tínhamos percebido que ele tivera saído e voltava com sua mulher. Os desnudos logo se envergonharam, pois se tratava de uma família, mas não desistiram de está ali, conversando e teoricamente se bronzeando. Assim que chegaram continuaram com o ritual de justificativas quanto ao estado de nudez, estavam ali se bronzeando, era essa a única justificativa. Eles não se importaram também, mas por via das dúvidas e por um certo respeito se vestiram e entraram também na conversa deixando a roda mais diversificada onde o assunto principal era obviamente a política, de quem perdeu, porque perdeu, de quem ganhou e porque ganhou, a tônica do papo não saiu desse eixo. Algum tempo depois mais uma moto se aproxima da casa, com mais três rapazes nele pendurados. Chegaram, cumprimentaram os que na porta estavam e seguiram pra cozinha, eram três rapazes da cidade que fora convidado no dia anterior, sendo um deles o condutor dos três aventureiros até aquela casa de moto. Foi o tempo de o almoço está pronto e logo ser servido, cada um se ajeitou de sua forma, se acomodou no seu canto e devorou seu respectivo prato.

Segue no próximo texto a última e a mais picante parte de toda história.

Por: Alisson Meneses de Sá

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

A GAFE

Domingo passado estava ciceroneando um amigo meu que pouco conhece da night aracajuana, quando um fato terrível me aconteceu. Uma gafe terrível. Estávamos sentados numa mesa de um barzinho que geralmente gosto de ir, apreciando uma cerveja gelada e ouvindo uma música, que não tava lá essas coisas, como o bar que também já tivera passado por dias melhores no quesito quantidade de gente. Daí quando de longe passou um alguém que não me reconheceu, esse alguém canta na casa com bastante freqüência e já é bastante conhecido da minha turminha. Após ele passar mostrei ao meu amigo a figura e contei rapidamente a história cabeluda que reveste o passado da persona, que namorava um amigo meu e mantinha outro relacionamento com outro amigo meu, depois terminaram e começou a namorar com um problemático que batia na figura e que por incrível que pareça estudou comigo na faculdade e que tivemos confusão em sala de aula, onde fomos parar na delegacia e depois a figura em questão namorou um outro amigo da turma. Entendeu? Não é pra entender não, é complicado mesmo. Voltando pro bar, demorou alguns minutos e ele me enxergou, e veio me cumprimentar. A figura logo me perguntou como tinha sido a Heatmus, relembrando os tempos em que cantava como calouro na festa pra ganhar uns trocos. Fiz um apanhado geral da festa e perguntei por que ele não pôde ir e concorrer mais uma vez, onde me respondeu que não podia por conta de sua programação naquele bar pra cantar, estava aos sábados, impossibilitando de ir. Conversávamos e ao mesmo tempo a figura olhava com um olhar de interesse para meu amigo que estava ouvindo nossa conversa. Resolvi apresentar e foi aí que me ferrei completamente, na hora me veio somente o nome do meu amigo, o primeiro que ele conheceu e namorou, daí eu falei o nome do meu amigo e o sobrenome do dito cujo, fiquei maluco na hora, ele ficou sem entender, tive que corrigir rapidamente e reapresentei a figura pro meu amigo. Pra essas pessoas que vivem da noite, dos barzinhos da vida o seu nome é a coisa mais importante que existe e quando isso não tem um resultado esperando eles se sentem frustrados, porque eles têm que fazer seus nomes, é o que resta, foi o que percebi na face dele, completa frustração. Mas educadamente não tivemos mais assunto, e não demorou um segundo sequer após a gafe ele saiu rapidinho pela tangente e eu claro fiquei com a cara no chão. Só foi o tempo de tomar outra gelada pra me reanimar.

Por: Alisson Meneses de Sá

UMA RAPIDINHA

Eu estou perplexo com o sumiço daquele nosso amigo que antes não perdia uma festa sequer, não perdia nada, nadinha. Só vivia fazendo planos e mais planos quando sabia que uma festa iria acontecer e não dava outra, lá estava ele na festa com toda sua animação, sua irreverência e sua espontaneidade difícil de ser vista num ser humano. Toda festa que estamos indo ele sempre é notado, sempre existe aquela lembrança dos venenos lançados ao ar. E pra tudo existe uma justificativa. Eu como mantive um maior contato durante esse seu afastamento das baladas vou revelar: todos já sabem que ele engatou num relacionamento sério, muito sério, diga-se de passagem, dessa vez o relacionamento é sério mesmo o que não quer dizer que ele possa deixar de se divertir, mas o problema está no olho gordo de algumas pessoas, ele não quer ter más influências opinando nem comentando sobre seu tão bonito e duradouro relacionamento. Um outro ponto é quanto ao processo de economia total para ir ver o show da Kylie Minogue. É realmente, eu não consigo entender a primeira justificativa porque pode ser que até eu esteja incluído nessa concepção destrutiva, mas a segunda até que é plausível, eu também faria um esforço desses pra ir ver alguém que eu gosto muito e que esta é a única oportunidade vista.

Eu heim, quem te viu quem te ver, vamos adiante né gente.

Por: Alisson Meneses de Sá

E NO FIM...

Sabe aqueles momentos em que damos conta que se observássemos mais um pouco as ações humanas não cometeríamos tantos erros? Pois é, estou passando por essa fase e me sacrificando com tais situações na qual fui exposto. Antigamente ao se namorar existia uma cumplicidade entre as partes, existia conversa, diálogo, hoje a coisa muda de patamar, ou você é do jeito que eu quero ou não dá pra mim, ou você faz as coisas da forma que me convém ou você também não está adequada pra namorar comigo. Acabei de passar por essas circunstâncias, o egoísmo e a prepotência dentro de um relacionamento prevaleceram, esse é meu modo de ver. Obviamente não deu, não rolou, por conta do meu complexo de independência não me deixei levar por tais fatos. Não seria eu se seguisse um relacionamento baseado na conveniência, devido a minha intensidade de viver as coisas.
Na verdade as pessoas esquecem que antes de entrarmos num relacionamento temos uma vida no passado, temos interesses e projetos de vida que em muito não o incluía por conta da sua não existência e com isso exigem e exigem muito de nós e quando não respondemos as expectativas esperadas não tem outra, a crise do relacionamento estaciona e nos vemos numa encruzilhada, onde temos que decidir qual caminho a seguir.
E foi assim... preferi seguir o caminho que antes de o conhecer já tinha prioridade máxima, talvez essa prioridade já se tenha conotado desde os primeiros indícios de que aquela relação não vingaria. Já não tinha mais aquele viço dos primeiros toques, dos primeiros beijos, enfim, algo de estranho já era notório. Depois de muitas ações esquisitas da outra parte resolvi não mais me importar, tornei-me um ser frio e comecei a analisar não mais regido pelos sentimentos, mas pela lógica. Junta peça daqui outra dali, não teve outra, existiu algo inexplicável nesse meio do caminho. Mantive-me intacto e não mais dei importância, já tinha a certeza de que tudo tivera degringolado e como é peculiar da minha parte fui me divertir, nunca me divertir tanto num pós término de relacionamento. Gritei, dancei, cantei, ri, pulei, bebi, enfim, naqueles primeiros momentos vivi, mas só restou algumas horas pra que tudo viesse a tona e eu não mais me mantivesse naquele estado de neutralidade completo, como se nada tivesse acontecido. Culpei-me. Também culpei a outra parte. Ficamos naquela discussão ridícula no meio da festa. Quem sabe não foi melhor assim. Aos pouco vou me recuperando.

Por: Alisson Meneses de Sá

terça-feira, 21 de outubro de 2008

INTROSPECÇÃO

Nunca pensei que depois de tudo eu pudesse está assim, passando por um clima pessoal tão chato, tão pra dentro, de reflexões, análises e reparação. Foi assim durante todo o domingo e exclusivamente durante toda a segunda-feira. O domingo eu até tentei preencher os espaços vazios de alguma forma, na pós-graduação à tarde cheguei tanto cansado como sem vida, com uma profunda tristeza interior, mas felizmente as amizades profundas sabem ler o trágico dentro dos olhos e sabe contornar a situação me fazendo ainda dar alguns sorrisos. Aventurei-me em ainda fazer aqueles programas loucos de fim de semana. Era talvez a única chance que tinha de sair daquele completo estado de introspecção arraigado desde o momento em que abri meus olhos e não mais conseguir fechá-los pra voltar a dormir até mais tarde, como é de costume quando a noite do sábado é perdida nas baladas. Ainda no domingo todas as expectativas não foram alcançadas, não sei qual a razão definitiva, mas sentia dentro de mim um vazio, algo precisava ser preenchido e esse algo até então não foi respondido por que talvez as circunstâncias não favorecessem. Na segunda o clima estava pior, a angustia perdurava ainda, não estava num clima perfeito para ir trabalhar e como tenho uma certa autonomia na função que desenvolvo, preferi não viajar, foi legal dessa forma, me sentiria mais tranqüilo e menos pressionado. De certa forma existia essa necessidade de não ir pro interior por conta da emergência no enviou do meu projeto de pesquisa para o mestrado, essa foi a razão preponderante de certa forma. Talvez eu fosse buscar resposta pra toda essa angustia sentida em Clarice Lispector, quem sabe ela não descobre qual é a chave desse enigma que me envolve, desse meu entender que até hoje não se consegue codificar. Há quem diga que me tranco, que não abro espaços pras conquistas, pro novo, pro amor, podem está até certos, mas as vezes eu acredito que tudo isso não passa de uma alimentação artificial da mente humana, acreditar que precisamos de alguém pra está junto durante toda uma vida. Essa concepção no meu contexto não tem validade, configuro toda se possível for, o que sempre foi. Talvez amanhã esteja melhor, me trancafio dentro de mim mesmo, busco nas leituras e nas ficções das telonas algo que possa supri essas necessidades momentâneas.

Por: Alisson Meneses de Sá