sábado, 29 de dezembro de 2007

CHEGA O FIM


Passei hoje o dia todo, praticamente, a assistir os últimos dois CDs da primeira temporada do seriado 24 horas, estava agoniado pra saber qual era o destino de Jack Bauer, pois passei três dias imaginando o que poderia acontecer com ele, pois já adquiriu mais um fã para seu extenso fã-clube dos que gritam “Jack Bauer meu herói”, poderia ser até um exagero da minha parte, mas que Jack é o cara, isso eu não tenho dúvida.
No jantar minha mãe diz que ficará com a chave da casa de praia de meu tio e que vai passar a virada do ano novo lá, num local bem distante da capital. Instantaneamente respondi que não iria, que estava indo amanhã mesmo pro Alentejo, passar o reveillon com meus amigos. Fiquei um tanto quanto preocupado em imaginar que ela não deveria ter gostado de eu não ficar com ela, mas isso já era comum eu passar sempre longe da família, preferir ficar com amigos. O natal obviamente não dispenso em passar com minha família, pra mim isso é mais que sagrado, como também a virada em ficar com meus amigos também, num sei, meus amigos me dá uma sensação de liberdade e é isso que sempre busco, liberdade, é uma tal liberdade me conduz por todo o ano, durante todos os dias e todas as horas, sempre me conduzindo com minhas próprias energias.
Fico a arrumar minhas roupas pra ir ao Alentejo, escolho roupas e mais roupas e fico a imaginar coisas, fico saudosista com as coisas, e lembro-me das coisas boas e ruins que me aconteceram em 2007 e me planejo para 2008, o que deixarei de fazer e o que farei com maior intensidade, são situações que só fazemos nesse momento de fim de ano, um verdadeiro balanceamento.

Por: Alisson Meneses de Sá

SAUDADES DAS PESSOAS

Subitamente ontem me vi consternado por uma enorme saudade de amigos que conheci na faculdade. Foi um grande sonho, um tempo maravilhoso, um tempo em que na minha memória pouco será excluído, tudo ficará registrado, cada situação, cada momento que passe tanto nas salas de aula, nos corredores, nas praçinha, no bar, na biblioteca, enfim, curti e aprendi demais, soube aproveitar cada situação que fui proporcionado, nas peças teatrais, nas apresentações de trabalho, na formação de grupinhos, as ditas panelinhas de identificação, até no interragotário inquisitorial na qual fui apresentado neste último semestre e que não deu em nada. Recordo-me inclusive da beleza que foi conhecer pessoas e pessoas e poder avaliar a capacidade de cada um diante das situações, conheci deste a primeira turma que eu deveria me formar e que ali ficaram algumas pessoas importantes como Valmor e Lenimare como também conheci pessoas dessa turma na qual irei me formar como Adênia, Elielma, Edla, Gracielle, Cosme, André, Marlio, nossa é muita gente que ficará na minha memória, assim de forma especial, inclusive os professores que guardarei com grande carinho nas minhas lembranças como Sheyla Farias que acabou me orientando, sem contar em José Vieira que tive uma outra concepção e Josane Moreno que me fez amar a literatura como fonte historiográfica. Em imaginar que tudo ficará no passado, que essas lembranças só serão recordadas quando nos encontrarmos em algum tempo, quem sabe daqui alguns dias na formatura e na aula da saudade. E assim se passa mais um fato de grande importância pra mim, a universidade, agora partindo pra outro salto que será a pós-graduação ou o mestrado quem sabe, porque parado eu não ficarei.

Por: Alisson Meneses de Sá

ENGANA-SE, SE PENSA QUE NÃO VEJO NADA.


Sabe aquela história de que a pimenta só dói quando é esfregada no nosso olho? Pois muito que bem, agora sei muito bem o poder dessa sábia frase que decifrando ao pé da letra significa que só sabemos o quando é dolorido quando o caso está vinculado a nós, enquanto for com os outros, tudo é muito bonito.
Tempos atrás um amigo me contou que sua namorada desabafou com ele dizendo que uma outra pessoa, muito conhecida de todos, deu descaradamente em cima dela, falando coisas do passado dele, do namorado, e fazendo insinuações e propostas sensuais para que o ato sexual chegasse de fato a ser concretizado, estando ele, o namorando na mesma casa mas em quantos separados. Isso que aqui relato tem muito tempo, não saberei precisar exatamente o tempo, o que aconteceu após isso foi que ele, o namorado, me contou a história e eu sendo uma pessoa apaziguadora das situações me fiz de surdo e desentendido com o fato, acreditei ser um grande mal entendido, algo que eu não queria me estender e que deveria seguir outras proporções e foi exatamente o que aconteceu. Mas ultimamente algo de estranho me acontece, a mesma pessoa fez uma investida em alguém que eu estava interessado, não que seja uma pessoa que eu vá morrer de amor, digo da pessoa que me interessou, mas era alguém que deixei claro que ficarei por uma noite e a figura aproveitando-se de uma esperteza maior me ultrapassou cretinamente e deu o bote. Fiquei ciente do fato, agi como se nada tivesse acontecido, por dentro me veio situações e situações e daí comecei a perceber coisas que antes não conseguia enxergar.
Estou aqui só esperando o próximo passo, e daí tudo virá à tona, deixarei a figura perplexa, como se fosse uma casinha construída de baralhos por muito tempo e que somente custou um simples assopro pra que ele visse ao chão. Quem quiser que brinque, nunca gostei que mexessem na minha lancheira.

Por: Alisson Meneses de Sá

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O HISTORIADOR DO SÉCULO XXI

O historiador do século XXI segue as seguintes características pessoais:

1 - Usa perfume importando
2 - Usa sapatos italianos
3 - Usa cueca box
4 - Usa camiça Dior
5 - Usa cremes hidratantes
6 - Cheira agradavelmente
7 - Faz a barba todos os dias
8 - Cabelos contados e bem tratados
9 - Toma banho três vezes ao dia
10 - Adora comida japonesa ou chinesa e de vez em quando come massa
11 - Ouve música pop internacional
12 - Sai pras baladas aos sábados
13 - Bebida só vinho de safra muito antiga ou Chandon
14 - Ver peças teatrais com freqüência
15 - Cinema aos domingo é uma obrigação
16 - De tendência capitalista
17 - Adora Mary Del Priori
18 - A história vista de baixo para cima

O historiador do passado:

1 - Odeia perfume
2 - Usa alpargatas e priquitinhas
3 - Cueca só furada
4 - Camisa com figura de Che Guevara e calças só de lã, MDF.
5 - Cabelos enormes e mal tratados
6 - Hidrante é desconhecido no seu dicionário
7 - Fede
8 - Usa barba enorme
9 – Banho uma vez por semana
10 - Comida só de marmita estilo operário
11 - Ouvir somente o MPB clássico: Buarque, Veloso, Nascimento
12 - Diversão do sábado: qualquer boteco
13 - Bebida: pinga, pedra noventa, vinho do frei e 51.
14 – Cultura só a de massa
15 – Cinema de oposição
16 - Puramente socialista
17 - Ovaciona Sergio Buarque de Holanda
18 – Positivista


Por: Alisson Meneses de Sá

SANDRINHO, O MITO!

Afrodite - Deusa do Amor

Sabe aquelas pessoas que com o passar dos tempos se tornarão pessoas mitológicas, onde futuros questionamentos surgirão acerca da sua existência ou não ou até suas histórias se de fato foram concretas ou se não passaram do imaginário popular que alimenta a história. Pois é dessa forma que intitulo Sandro, mais conhecido na cidade como Sandrinho, “o mito”. Nascido e criado na cidade de Itabi, onde este que vos escreve também foi criado e com muito orgulho ostento essa minha naturalidade. Quem não conheceu Sandro ou ainda está por nascer ou não se faz mais presente em vida desde o nascimento dessa figura que pra mim já se tornou folclórica. Ir a um baile em Itabi sem a presença de Sandro é impensável, pois é garantia certa de divertimento, numa noite que o som não pode está muito lá agradável, mas a sua alegria contagiante nos faz dá uma outra percepção daquilo que poderia ser uma noite trágica. Sandro é uma pessoa que não pode faltar na história da comunidade itabiense por vários fatores, dentre eles, como fonte oral para relatar a história da sociedade no período que vai da década de 80 até os dias atuais. Sandro tem uma capacidade de observação fabulosa, ele é capaz que registrar fatos importantíssimos e guardar na sua memória e abruptamente, trazer a tona nitidamente o que pra alguns seria por demais complicado. Futuramente pretendo desenvolver um trabalho de análise histórica quanto a desvairada sexualidade deste município e terei Sandro como fonte primária nesta minha análise, porque falar de festa e de sexo na cidade de Itabi sem mencionar essa figura é mesmo que ser historiador e não ler Gilberto Freire. Por morar no interior Sandro não se deixa levar somente pelas reminiscências interioranas nem no marasmo fático que obrigatoriamente está sujeito o povo de viver, Sandro se atualiza, possui princípios de morador de cidade de interior, mas com características de pessoa que está além do seu tempo, porém, não se intimida com os seus desejos mais nítidos, sem contar na oscilação entre o sagrado e o profano que ele tem como uma das suas principais característica, intitulando-se como católico apostólico romano, praticante, vale aqui ressaltar, pois não dispensa uma missa e numa outra vertente não dispensa a diversão que aqui pouparei comentários. E voltando a premissa inicial, acredito que nos idos da metade do século XXI, quando aqui não nos fizermos mais presentes, mas deixaremos filhos, netos, sobrinhos, e estes terão seus filhos, seus netos e seus sobrinhos que assim questionarão sobre a real existência dessa figura mitológica que é Sandro.

Por: Alisson Meneses de Sá

MEU NATAL

Natal de interior não tem comentários, é o melhor natal que pode existir na vida devido as suas características. Não faço a menor idéia de como seja o natal na capital, pois nunca em toda minha vida jamais deixei de passar um natal que não fosse na minha cidade. De fato não sou uma pessoa muito ligada à família, mas no natal, não por obrigação, mas por minha própria disposição me torno mais acessível no tocante ao aconchego familiar especificamente nos almoços e nos jantares e até no café da manhã, acredito que isso seja por conta da cidade, do período natalino e das pessoas que reencontro. Na minha bagagem sempre consta livros e mais livros para em caso de um provável tédio me debruçar em algum enredo, mas como sempre os livros só são mesmo para fazer volume, pois, sempre, não é lido sequer um capítulo de alguma obra na qual eu levo. Mas, pra isso tem uma justificativa, o tempo é curto, somente quatro dias para aproveitar, precisávamos observar as mudanças que tinha acontecido durante o tempo em que não visitávamos, fomos de um ponto a outro, leia-se, de bar em bar, com a proposta de nos divertir sem perder tempo nas observações críticas sobre a cidade e, nesse meio tempo cruzávamos por personas fabulosas que nos faziam dá início a comentários muitas vezes podre. Sem contar obviamente o baile no Acre Club, esperado por todos, como ponto principal do divertimento é nesse ambiente que é desenvolvido todo um processo de acontecimentos que será desenvolvido no tocante as ações que qualquer figura, com propósito de chocar, realiza. Pra mim já é um decreto, natal obrigatoriamente tem que ser em Itabi, posso passar o ano todo sem aparecer, por vários motivos, mas faltar ao natal onde fui cuidadosamente criado é sem justificativa. E que venha o próximo natal.

Por: Alisson Meneses de Sá

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

JUSTIFICATIVA

Aos meus leitores que sempre me acompanham, devo aqui justificar:
Devido está com o PC da minha residência com problemas de vírus, estou somente usando o micro da empresa onde trabalho, ficando, daí, dividido em escrever e realizar minhas funções de trabalho, diante disso, algumas coisas na qual escrevi constam em papeis, onde com o tempo estarei digitando e postando aqui, para dá ciência de tudo que me acontece, aos poucos estarei escrevendo enquanto meu micro vai pro concerto, com isso solicito toda paciência possível dos leitores.

Por: Alisson Meneses de Sá