quinta-feira, 24 de maio de 2012

NOVOS TEMPOS, NOVAS PERSPECTIVAS



Talvez dure pouco, talvez não dure nada mas quem sabe dure toda eternidade, pois o que vale é a intensidade que nela estamos vivendo. Posso achar que estou me enganando ou que tudo não passar de um absurdo, tudo isso pouco me importa quando de fato se gosta. O que vale na vida, nesse momento é sentir esse frio na barriga de ansiedade por acreditar que apesar das adversidades isso não passa de um mero acaso, circunstância tal que só me faz gelar quando os pensamentos fortuitos insistem em impregnar as sensações de insegurança comum nos mortais. 
Abri meu peito de forma irrestrita para o novo, para o distante e ainda desconhecido, haja vista o tempo, num momento pouco esperado ou talvez desenganado de outrora. Não consigo definir se é gostar, paixão, amor a primeira vista, prefiro fingir desses rótulos sociais, definitivamente vou acreditar nas forças e vibrações espirituais que são lançadas a partir de nossas ações altruísticas. Entrego-me por inteiro e sem bloqueios de um passado que há pouco ainda evidenciava, isso tudo porque o novo me atrai e fascina. É esse novo que faz as minhas ideias vibrarem com novas as perspectivas, emplacando novas visões no sentido que o fato de querer com intensidade acarreta significamente no fazer. Que pare tudo e se dane o mundo porque eu quero mesmo é curtir o momento com toda intensidade que nela eu possa satisfazer meus desejos e prazeres, quero viver o que talvez nunca vivi porque é o novo que bate a minha porta e dela irei me servir sem assombrações pois é novo que se estabelece e se apossa do meu corpo, guisá da minha alma. E que assim seja a vontade dos deuses que porventura ou não me apresentou a ti como forma de brindar a vida, as minhas novas conquistas, enfim essa minha nova vida....que assim seja. Por: Alisson Meneses de Sá

sexta-feira, 1 de julho de 2011

UM TOQUE NO FUNDO DA LEMBRANÇA


Remexeram tudo dentro de mim, deixaram meus sentimentos revirados como se a ordem por ali não fizesse presença a algum tempo, mas apesar da tontura, que naquele instante fui tomado, uma sensação de prazer ainda reverbera dentro do meu coração que fica a ponto de saltar do peito de tanta emoção que foi propiciado. Não tive como conter as lágrimas naquela noite de festa junina quando de longe avisto o melhor amigo de Rafael que há tempo não cruzava, por conta das circunstâncias das nossas vidas atribuladas. Ao se aproximar e me oferecer aquele abraço forte e cheio de sentimentalismo e ao dizer que aquilo tudo lembrava só e unicamente a pessoa de Rafael, meu coração apreensivo acelerou descompassadamente. Não recordo o que dei como resposta pois o álcool já tomava conta do meu raciocínio, lembro-me que virei a face e as lágrimas escorreram, minha vontade naquele instante era sumi do meio tumultuado daquela festa e me isolar num abraço que certamente receberia caso a presença de Rafael estivesse presente naquela festa. Certamente seu espírito deve ter evoluído, pela pessoa singular e doce que sempre foi e assim consegue passear pelas pessoas que não só lhe admira como ainda guarda no peito o grande amor, revendo seus amigos e seus amores e a sorri aquele sorriso que não era só meu mas das pessoas que o cercavam. Como amadureci nas lembranças da sua companhia, dos nossos encontros e de nossas discussões, hoje estou do outro lado, do lado que sempre representou tendo que me aturar na minha infantilidade e nas minhas incertezas de menino recém chegado do interior, deslumbrado com as luzes da cidade em movimento. Sei que teu espírito está presente em muitas situações mas guisá hoje tudo fosse diferente caso estivesse aqui, presente. Talvez eu tivesse aprendido mais cedo a decifrar as entrelinhas do amor e suas razões complexas e não tivesse passando por o que passo nesses tempos de desembaraço amoroso. Meu amor por ti foi, assim, incondicional, único, intenso e verdadeiro, apesar de hoje me autoflagelar por nunca ter sabido dizer que te amo. Hoje eu amo, diferente do seu amor mas amo, com uma intensidade diferente mas amo. Hoje não peco mais do mesmo erro cometido no passado, consegui expor meus sentimentos minhas vontades sabendo que a dor era inevitável. Hoje entrelaço vocês (meus eternos amores) nas característica do que é representativo em cada um e percebo que ambos tem o mesmo sorriso, os mais lindo do mundo, e vivem sob a égide da interatividade social. Olhar para Rodrigo naquela noite de festa junina foi o mesmo que ser lançado no passado onde minha vida só tinha brilho quando nos teus lábios eu me perdia.

Por: Alisson Meneses de Sá

O QUE FIZ PARA MERECER A DESGRAÇA QUE SE ABATEU SOBRE MIM?


Peço licença para aqui poder expor meus sentimentos que jamais foram externados de forma tão profunda, por circunstâncias jamais decifrados devido razões nunca antes analisadas e vida nunca antes vivida. Vivo um momento singular e necessário pois já consideraria-me um ser anormal por não saber o gosto amargo de amar, amar e amar, amar sozinho, no silêncio do meu “eu” mais íntimo e nunca antes percorrido nem habitado.
Fato: negligenciei o teu amor e fugi...fugi para uma distante casa que ao longo de nossa relação foi projetada nas minhas alucinações introspectivas. Mal sabia eu que a fuga de ti era simplesmente a fuga de mim mesmo, abneguei os meus sentimentos por uma causa que nas circunstâncias atuais desmereciam tamanha atenção. Parei no tempo corrente e nos projetei dentro daquela casa, simples, com características nossas, refletindo assim nossa personalidade forte. Sentei-me numa cadeira de balanço que parecia ali esquecida, era nítido o abandono dela pelas teias de aranha por debaixo da cadeira, em nada me importei, encostei minha cabeça e fixei meu olhar naquele teto deteriorado, e levemente sorri, recordei-me que uma das suas exigências para quando juntássemos nossos trapinhos era que a sala de nossa casa fosse larga e confortável o suficiente pra podermos receber amigos íntimos, imaginei nossa sala mega confortável, com conhecidos envolta de algum centro discutindo sobre amenidades e assuntos torpes do mundo televisivo, intelectual, jornalístico, sempre acompanhado de alguma sonoridade ambiente. A minha exigência era a cozinha, tinha que ser ampla, igualando a dos chefes de cozinhas para poder preparar minhas invenções tendo você sempre como minha cobaia, seria nessa cozinha que iria preparar seu dejejum diário, onde sempre me imagino despertando antes de você, saindo pra trabalhar e deixando no espelho do banheiro, na porta da geladeira ou na porta do quarto recadinhos lembrando-lhe o quanto te amo. No nosso quarto as características pessoais prevalecerá pois em comum acordo definiríamos como sendo o ninho do nosso amor, com janelas amplas onde a brisa pudesse circular quando assim permitíssemos e pra acalentar nosso sono o escuro completo sem a permissão da entrada da luz.
A cadeira de balanço na qual estava refestelado parou de balançar, uma lágrima escorreu por minha face, momentaneamente percebi que estava sendo inútil naquele casa, eram lembranças desnecessárias que talvez só faria machucar mais ainda meu coração que se encontrava em estado dilacerado. Me recolhi na minha mais pura insignificância de tempos passado nos meus planos futurísticos e na expectativa de um dia poder olhar fixadamente para teus olhos e não sentir meu coração aos prantos por não poder te amar.

Por: Alisson Meneses de Sá

terça-feira, 21 de junho de 2011

NA REDOMA DE CONCRETO


Talvez seja assim... tão simples como parece ser, sem expressividade de amor e com uma forte angustia dentro do peito que eu me entrego ao ostracismo dos enamorados. E aquele amor? Resolvi que ele melhor estará dentro daquela redoma de concreto que eu mesmo serei o pedreiro, pois se ali dentro estará meu grande amor, que as paredes também sejam erguidas com coração e pureza de alma, não desejo que o sentimento mais nobre do ser humano esteja guardado de forma precária, como se tivesse sido jogada na lama dos abnegados. Procurarei a maior bruxa da redondeza para lançar nessa minha redoma de concreto um feitiço na parede, para que nenhuma força humana seja capaz de quebrar a tal redoma, que somente e unicamente o amor consiga destruir, um grande e verdadeiro amor entre duas nobre almas como a que tive em tempos a pouco vividos.
Meu inconsciente pergunta ao meu consciente como ele pôde ser tão tolo se foi capaz de criar a tal situação, pois já previa as circunstâncias das medidas tomadas e agora lamenta, chora, se angustia por conseqüências que deveriam ser cuidadosamente dissipadas através de sua minha concentração de racionalidade. O “agora é tarde” porque o tempo passou, em nada interfere na sua concepção racional do que é o amor, a emoção me pegou e me mostrou humano, pois fui capaz de pedi perdão do seu maior erro e tentar refazer o que por hora parecer ser resgatado. As palavras vem de várias direções com sentidos completamente díspares com intuito de acalentar a forte sensação de desespero que nunca antes foi demonstrado, pois o medo de amar era a única evidência que prevalecia na minha pobre e inconseqüente vida. Amo porque existo e existo porque te amo, mas temo um dia não te amar ou nunca ter o seu amor.
E o tempo? Hoje digo que ele está sendo cruel comigo, pois veja, foi há exato um ano que a semente do que hoje afirmo ser amor foi plantada. Ai... aqueles olhos fixos que falavam mais que todas as palavas proferidas durante nossa junção. Eu na minha insignificante timidez por está sendo devorado, você confundindo minha falta de coragem pra tomar uma atitude com uma certa ação de esnobismo. Ninguém que presenciou nosso enlace de olhos encontrados numa multidão em chamas apostaria no que findou acontecendo. Olhos se encontraram, depois lábios, corpos, corações, almas... e assim ficaste impregnado dentro de mim, tornando-se um vício para meus pensamentos que permeiam a singeleza das minhas noites mal dormidas até os nefastos e indignos desejos de serem aqui eternizados. Ouço palavras do tipo – vá lá, corra atrás, não perca essa oportunidade se é isso que queres. Sou incompetente para iniciar esse desbravamento, tenho medo, sou covarde, incapaz de até olhar no fundo dos seus olhos, pois tenha a mais clara certeza de que me derramarei em lágrimas e fenecerei numa tristeza opressora que conseqüentemente me imobilizará naquela introspectividade urdida de lembranças.
Não me permito guerrear com sentimentos, considero tal batalha de uma injustiça sem tamanho onde no amor todos são vencedores. Não adianta lutar contra o que os sentimentos nobres tem de maior valia, sempre seremos derrotados, por isso calo-me. O amor sempre vai tá numa redoma de concreto, caso seja esse amor maior do que as forças físicas pararemos de nos esconder e tomaremos o rumo dos justos que se amam.

Por: Alisson Meneses de Sá

segunda-feira, 6 de junho de 2011

E QUANTO AO AMOR...


Ao tempo que nos conduz eu só devo eternizar o meu estado de satisfação onde deixo de lado aquela áurea embasada das circunstâncias outrora vivida, num passado não tão distante e de lembranças que corriqueiramente aparecem num ziguezague de situações que oscilam das boas e eternas lembranças as ruins e frívolas reminiscências. A cada despertar, a cada labutar a distância torna-se mais acentuada e o que estava dormindo parece ter entrado em estado de coma, o que significa dizer que a morte talvez seja uma circunstância favorável e que por hora acredito estar por vir. Assim foi traçado toda uma estratégia para que esse processo de afastamento sentimental fosse cada vez mais evidenciado, onde pontos positivos e negativos foram discutidos e aceitos. Embarquei naquilo que não me pertence, numa palpitação constante de querer a vida que noutra visão era tida como fútil e desnecessária, era o fugir da mesma forma como o diabo foge da cruz, eu fugia, numa dor lacrimejante mas essencialmente necessário. A lua, até a lua e suas constelações perdidas no espaço que antes me enamorava, agora passa por mim e terce o bico, pois se diz veementemente indignada com tanto radicalismo de minha parte e assim resolve não brilhar e fazer graça para minhas noites de desconsolado, do lado de fora, no quintal. Procedo virando mais uma página, ou até quem sabe terminando um livro e encostando na prateleira, admitindo as novas situações que por ventura irão florescer, sem ter dúvidas, receio nem resquícios de outros tempos. São novos tempos que eclodem, novos quereres, conceitos que se quebram gerando arranjos peformáticos, são novas vivências sendo disseminada afim de superar o trauma do desprendimento. E quanto ao amor...


Por: Alisson Meneses de Sá

terça-feira, 26 de abril de 2011

AZEDUME DE PALPITAÇÕES


Cheguei a pensar que a felicidade estivesse logo ali do outro lado, do lado de fora. Daí inevitavelmente personalizei dando-lhes nome, sobrenome, endereço e situações. Achei que seria uma felicidade duradoura, permanente nas minhas sensações de prazer contínua e irreversível. Ledo engano. Usurpei toda aquela alegria só para os meus quereres num ato ensandecido de egoísmo e introspectividade, por um tempo relativamente curto guisá intenso. A felicidade que antes só me pertencia era perfeita demais para que eu, somente eu, a vislumbrasse da janela do meu ser. Aos poucos por razões que estarão mais trancafiadas que preso nas masmorras, a felicidade incorporou outros gostos, são sabores amargos, como o café forte e sem açúcar de todas as manhãs. A intensidade da felicidade foi desmerecendo seus valores, só restando porém sua essência de prazer saciado no final. O tempo foi passando aos meus olhos de cansaço de todas as sextas-feiras à tarde, a perceber que a felicidade guardada na dispensa junto ao arroz e ao feijão foi ganhando outras proporções, chegando ao ponto crucial de não conseguir mais contê-la.
A felicidade já não mais me pertence, ora, não conseguia mais fechá-la junto aos grãos e seu gosto ácido era cada vez mais acentuado. Entrava em alvoroço ao vê-la em outras bocas, em outros braços, sendo a felicidade para outros seres. Era como se o afiado e frio metal trespassasse por entre minhas entranhas num arrependimento substancial de jogador que sempre poderia fazer melhor ao ver sua partida perdida. Foram minutos de morte sentimental sendo orientado pela profunda tristeza que agora ocupava o mesmo compartimento junto aos grãos na dispensa. A tristeza não era nem nunca foi boa conselheira, assim a deixei trancada, pois preferia ficar esturricado de fome do que tê-la por perto, era preferível que ela fosse vista também em outras bocas e outros braços, mas bem longe de mim.
Mais tarde, no âmago do meu ser e exacerbado por sensações diversas que jamais conseguiria personificar, percebo que a felicidade sempre esteve ali do meu lado e nunca do lado de fora. Noto que talvez meu erro foi tentar deixar ferroado minha marca de dono e proprietário já que é um estado de espírito inerente a todas as bocas e braços. A felicidade só torna-se duradoura e constante com as possibilidades de situações onde fazemos acreditar na sua existência. Foi a partir dessa premissa que o mundo, por mim, toma novos contornos, são feições mais bem elaboradas onde a tristeza por graça e obra dos deuses não se transformou em ódio e rancor. A felicidade que tanto me autoflagelei por achar que tinha perdido agora poderia está nas simples situações, nos novos projetos e nas novas emoções que hão de surgir com o amargar das sensações vividas outrora. Agora o que me resta é saber dosar esse azedume de palpitações que eclode dentro de mim, numa vontade alucinada de viver, aprender, ensinar, sorri, ter a felicidade sempre ao meu lado, sendo comparsa de meus desejos de minhas emoções, acreditando que tudo podemos alcançar naquilo que acreditamos ser essencial pra nossa alma. Há quem diga que a felicidade está atrelada a liberdade de está só, há também quem diga que está noutro ser. Prefiro não entrar no mérito da discussão pois já encontrei a felicidade nos dois patamares e durante o período em que ela existiu tornou-se essencialmente necessária. Hoje encontro-me só com a felicidade engavetada, sabendo que sou a única pessoa capaz de destravar a alavanca e assim me tornar inacreditavelmente feliz.


Por: Alisson Meneses de Sá

quinta-feira, 17 de março de 2011

MEU GRITO NA DOR

Alguns falaram palavras elogiosas, outros não entenderam, poucos me ignoraram, outros poucos me ridicularizaram e teve, obviamente, os que tripudiaram da exposição na qual fui autor, diretor e ator dessa odisséia vislumbrada nas redes sociais nesses últimos tempos. Agradeço as mensagens enviadas por e-mail, torpedo, orkut e pelo blog, apesar de serem poucos mas pra mim tiveram um significado grandioso. Me contive em respondê-los, confesso que até me surpreendi com essa minha exposta demonstração de recuo e fiquei sem ter argumentos para retornar os recados à altura. Não escrevi, nem escrevo muito menos escreverei para que as pessoas acreditem no que sinto, já que são sentimentos tosco, frios e de estranho entendimento, nem sei bem definir o que de fato pretendia ao me despi dos meus sentimentos contemporâneos e publicar assim sem pudor, talvez me valesse de um fortuito pedido de desculpas ou quem sabe aquilo tenha representado o nada.
De uma coisa eu tenho a absoluta e suprema certeza, de que o amor dói, tem sabor amargo, é espinhoso e possui várias facetas, afirmo baseando-me, só e somente só, pela intensidade do meu gostar, do meu querer. O amor se apresenta de forma individualizada, faz trabalho personalizado dando a medida certa da dor para cada coração dilacerado. Eu amo e sinto a dor de amar. Supero essa dor imaginando que o tempo sara ou sonho em dormir o sono dos justos e acordar ao lado do meu bem amado, o meu bem querido, do meu bem desejado me entregando assim como se fôssemos nos transformar num único ser. Fico a esperar uma resposta e enquanto essa certeza não me chega fico a sentir a dor, bebendo o amargo da bebida e segurando no espinho da esplendorosa rosa.

Por: Alisson Meneses de Sá