terça-feira, 17 de abril de 2007

CARTA RESPOSTA

Ora!!!! Não costumo revidar as situações constrangedoras que me vem à tona, prefiro me fingir de surdo, cego e louco, na maioria das vezes, mas me vejo a dar uma justificativa, verdadeira, do fato ocorrido. Trata-se de uma resposta não como ofensiva mas simplesmente para deixar claro o que ocorreu numa relação entre duas pessoas pessoas que julgo serem adultas.
Ao acessar o orkut de um grande amigo meu da faculdade, pude verificar no seus scrap que uma pessoa na qual temos conhecimento em comum deixou dois comentários, um acima do outro, onde afirmava o seguinte: "Não deu certo! até que eu queria!a pessoa marcou comigo, não deu as caras na hora MARCADA. Eu só fiquei sabendo que não viria porque eu liguei! obrigada pela força! xero!" em seguida escreveu mais o seguinte: "ia esquecer um detalhe! colocou no msn ( solteirissi ... livre para voar)." Creio que as coisas não aconteceram dessa forma, assim como está expressa nessas frases de acusações, como se eu fosse o culpado de toda história, é verdade que adoro ser vilão de história, mas dessa vez me faço de rogado e afirmo com meras justificativas que eu fui simplesmente o réu da situação.
Tudo começou com uma brincadeira na sala de aula, a figura em questão - não identificarei a criatura por questão de ética - sentou na minha frente, nunca tivemos nenhum contato, nem um oi nunca trocamos, nem na sala de aula nem nos corredores da faculdade, mas achava a criatura muito interessante, tendo em vista também que me encontrava solteiro e disposto a flertar, joguei a rede, contei ao meu amigo Valmor que eu tinha um desejo de beijar a dita criatura, queria dar uns amassos pois achava atraente, meu amigo não sei se sem querer ou querendo contou pra outro amigo dele que era por sinal mais chegado a criatura, pois esse amigo dele veio me perguntar se era verdade o que Valmor contara, eu sem nenhum escrúpulo confirmei toda história, pois não tinha o que perder na verdade, pois bem aí começou o jogo de empurra daqui empurra dali, recados foram passados pra criatura, em seguida recebi o endereço do MSN que intitulava-se KYKA, nada haver com a criatura. Os dias foram passando até que tivemos nosso primeiro contato por MSN, conversamos bastante, deixamos claro algumas coisa e resolvemos nos ver pessoalmente na faculdade mesmo, lá a conversa também foi agradável e ficamos assim durante toda a semana, eu via sim um certo interesse da outra parte e eu também não ficava pra trás, sempre deixava claro minhas intenções, até que o fim de semana chegou, eu estava ansioso pois como eu ia ficar em minha casa sozinho dava tranquilamente pra nos entender melhor, ficar mais á vontade, sei lá, um canto nosso, pois sempre nos encontrávamos em locais públicos, assim fiz, combinei com a figura de antes de ir ao trabalho, pois is trabalhar durante o fim de semana, dar uma passadinha aqui por minha casa, pois seu trabalho era bem próximo de minha casa, a ideia não foi muito amável pra outra parte, disse que ia ver se dava um enrolada no trabalho ás 19:00h e vinha aqui em minha casa, pois bem fui descansar pra poder receber, ás 18:30 o telefone toca, era a criatura dizendo que não ia mais poder vir pois não dava mais pra sair, pois bem combinei pra que viesse após o trabalho, às 23:00h, também não foi muito aceita essa ideia, queria na verdade que eu fosse lá no trabalho, bom como sou uma pessoa pragmática com as situações, resolvi não levar em consideração e esqueci o ocorrido. No outro dia queria que eu fosse pra casa de uma amiga que também temos em comum, pois ia ficar lá o domingo todo, eu não estava muito bem pois o que eu queria na verdade era ter a oportunidade de está só com a pessoa, de poder namorar, pois não tivemos essa chance, no domingo de fato não tinha como chegar como combinamos, mas mesmo que tivesse essa possibilidade creio que o interesse não seria muito de cumprir o compromisso não, mas também já tinha deixado claro do ocorrido, pois não estava sozinho, não sabia dirigir e estava dependendo dos outros, mas vejo que isso não foi assimilado.
No dia seguinte, assim que cheguei me deparei com a figura que estava lendo um texto no setor de lanche da faculdade, eu sentei pra conversarmos e colocar ás coisas a limpo, mas a atenção dada foi quase nenhuma, não me lembro bem a frase mas foi quase assim: "fique aí que vou ter que fazr esse fichamento", como percebi o fora sutil, perguntei onde estava o texto da próxima aula, a criatura me disse onde ficava, me levantei da cadeira e fui em direção a xerox.
No outro dia ainda fiz um texto, no intervalo, percebi que estava na mesma mesa que se encontrava ontem que ficava de frente pra sala que eu estava, como nesse dia não tinha praticamente ninguém da minha turma, fiquei encostado na parede, de frente pra mesa onde estava a pessoa, me senti um objeto sem mais nenhuma função, ao menos me olhou!!!
Não teria outra frase à colocar no MSN senão afirmar minha solterisse!!!!!
Pois pra mim a vida continua, só levo como experiência de vida, pois nesse mundo as pessoas pensam diferente e temos que nos adaptar a cada ser!!!!!

domingo, 15 de abril de 2007

A 1ª vez com um GP!!!!!

Bom, o conto que segue abaixo é de uma pessoa que me enviou e que não pretende se identificar, como recebo vários e vários textos e só publico aquele que me identifico, resolvi publicar!


Dizem que para tudo na vida tem uma primeira vez, eu decidi arriscar e criar coragem para fazer algo que já devia ter feito há muito tempo, visto que estou perto dos 40 anos. Essa minha história acabou de acontecer e tive a maior vontade de contar para todos o mico que paguei, a palhaçada que eu vivi.
Como estou já há uma semana sem transar, tinha a brilhante idéia de ligar para um GP, ou seja, Garoto de Programa, folheando um semanário aqui do nosso estado, vi o anuncio de um rapagão, chamado Carlos. Dizia ter porte físico, pouca idade e estava disponível para atendimento. Liguei e uma bela voz disse alô (era só a voz que era bonita), falei que tinha visto o anuncio e que tinha ficado interessada, combinamos o preço que de R$ 50, 00, ficou por R$ 40, 00, não sou de pechinchar muito, mas pensei quantos batons da Avon poderia comprar com aqueles R$50,00. Ainda perguntou se eu iria pega-lo e eu avisei que não pq. meu carro estava no conserto (de que eu não sei, uma vez que não tenho carro!) Ficou pelos R$ 40,00 mesmo e que às 18h eu estaria esperando-o na minha casa.
Por volta das 18h15min, como ele não tinha aparecido liguei de volta e ele disse que chegaria atrasado, por que teve uns contratempos e que em uns 30 minutos, estaria lá para o meu total deleite.
O meu coração palpitava de aflição....meu deus, será que pode ser um assassino, desses que depois da foda, matam e roubam tudo da casa das podres donzelas. Mas estava confiante e aguardei ansiosamente à hora da chegada do homem que iria tirar-me do jejum de uma semana.
Perto do horário, ou seja, umas 18h40min fiquei a esperá-lo olhando da minha sacada. Depois de um tempo vejo um Fusca branco vindo em direção do meu condomínio bem devagar, fiquei olhando e de repente alguém de dentro dele buzinou. Meu deus ou ele era bem escuro ou o carro tinha total cobertura de película, não conseguia enxergar nada dentro do carro. Liguei para a portaria e dei permissão para o Carlos subi e vir até o meu apartamento.
Assim que abri a porta do meu apartamento o recebi com um copo de água mineral na garganta para disfarçar o meu nervosismo. Bom alto ele é, o porte atlético resumia a um braço que devia ser do mesmo tamanho que cintura de Barbie, alguns vários pneus que o deixariam em categoria duas em termos de barriga e uma cicatriz perto da boca. O cumprimentei e ele imediatamente disse que queria água também. Abri minha duplex e ele pode vê que tinha uma garrafa de vinho aberta e pediu um pouco. Educadamente eu dei um copo, mas perguntei a mim mesmo se ele pelo menos diferencia um vinho tinto de um vinho branco, mas logo deixei essa pergunta de lado, aquela cicatriz chamava muito a minha atenção.
Fomos até a minha sala, enquanto eu assista a Maria Boo na novela Pé na Jaca, a mão dele deslizou para as minhas depiladas pernas, (que mãos ásperas, pensei e ele exalava um cheiro de graxa de sapato, lembrei do cheiro da graxa do meu falecido, puta que pariu até numa hora dessas, eu lembro do finado). De um todo ele não era feio, era meio interessante, mas realmente não era o que eu esperava. Conversamos alguma coisa, enquanto ele alisava minhas pernas, que eu levei uma hora depilando, meu deus, quanto trabalho eu tive e agora esse homem com essas mãos vem assim pegando......Jesus, Maria e José, help me!
Entre um beijo e outro ele tirou a camisa.......pronto todos os pneus estavam a minha frente e logo eu, que malho uma hora e meia todo dia, mas poder matar de inveja todas aquelas ridículas do trabalho, estava pagando para aquele homem trepar comigo e com todos os pneus michellin deles...que suicídio.
Ele pediu para ir até a cama, eu dei consentimento. Fomos ele logo, ligou o ar condicionado e começou a tirar a minha roupa e a chupar os meus peitos, pude constatar que a boca dele era macia, ainda não tinha percebido isso! Tirei logo toda a minha roupa e ele gentilmente tratou de lavar as minhas partes intimas....adorei....mim sentir uma jovenzinha de 13, na sua primeira vez. Estava tão gélida, petrificada, certo medo daquele homem tão grande. Pedi que ele não deixasse marcas no meu pescoço, pois tinha uma festa depois, ele rapidamente disse que queria ir. Parei, olhei e perguntei como??? Ele disse que queria ir e eu num momento insano respondi: Deus mim livre, querido o convite é para uma única pessoa. Poderia ter dito qualquer coisa, mas saiu: Deus me livre, pq. eu disse isso?. Sei lá, eu não estava preocupada com aquilo, queria ir em frente, gozar e ser feliz e ainda chegar com a pele brilhando no casamento daquela louca que dentro de três meses deve está solteira, já que ela é totalmente PUTA. Ele tirou a roupa e pude vê o belo instrumento que ele guardava (ia valer sim os R$40, 00, graças a Deus). Ficamos naquilo que é um tradicional vuco-vuco (ou seja, esfregação total!!!) e ele pediu logo a camisinha. Prontamente abri minha nécessaire e entreguei uma pra ele. Ele colocou e pediu que abrisse as minhas pernas, eu louca que estava fiz isso rapidamente, mas pude perceber que ele ainda não estava em seu melhor estado sólido. Ficou tentando mesmo assim com aquela coisa meia boca e conseguiu a penetração (Logo pensei que a noite seria longa e lembrei que não podia estragar a escova, pois tinha o casamento da louca para ir)
Tentamos de algumas formas até vê em qual posição ele conseguiria deixar aquela porra daquele pau duro. Claro que tive que botar pra cima meu rabito, pq. nem sonho ele iria consegui. De rabinho para cima e ele comendo minha buceta que já estava bem aberta, por causa do cacete dele, vi que finalmente ele estava conseguindo deixa-lo duro. Comecei a ficar empolgada com aquilo e pensar que pelo menos o pau ele sabia enfiar em uma buceta, depois de alguns minutos com aquele homem enorme mim pegando pela cintura ele avisou que estava perto de gozar. Eu claro que depois de tanta expectativa, iria demorar um pouco, mas para acabar o tormento pedi que ele continuasse daquela forma que eu gozaria sim (sempre gosto de gozar dessa forma, mim sinto uma cadela, uma égua, desço de todos os meus saltos altos e mim torno uma qualquer do Beco dos Cocos. Ele perguntou onde eu queria que ele gozasse e respondi que poderia ser no peito (também gosto disso, sentir aquela coisa branca, quente no meios dos peitos é tudo!!!!) mas confesso que pensei em pedir para ele gozar em qualquer lugar bem distante de mim.
Depois de ele continuar aquela cavalgada por alguns minutos eu finalmente lembrei de como é bom gozar, sentir o corpo tremer por segundos que dependendo do momento são eternos. Fiquei de frente ainda em espasmos esperando a gala dele quente nos meus peitos. Ele começou a fazer caretas do tipo, não conseguirei e avisou que iria demorar, ou melhor, não conseguiria. Disse que tudo bem (queria vê-lo fora do meu quarto) e ele pediu desculpas (O mínimo que poderia ter feito, né) disse que tudo bem e ele perguntou se tinha sido legal, embora ele tivesse demorado a chegar a um estado desejável. Respondi que é realmente ele demorou, ele ainda disse que a gozada ficaria para a próxima vez e eu gentilmente respondi que iria cobrar, (claro que a cor do meu dinheiro ele não irá vê novamente). Fomos tomar banho e deixei-o ir primeiro e assim que ele acabou eu entrei na ducha fria que se adequava tão bem aquele momento. Enquanto ele tomava banho perguntou o que eu achava do corpo dele (pensei se devia dizer a verdade, que atlético, ele não era), mas já tinha gozado então disse que ele devia tirar um pouco da barriga. Ele perguntou dos braços e disse que estavam ótimos, pois eram quase a minha cintura, ainda perguntou sobre as costas e a única coisa que enxerguei foi um monte de estrias gritantes, meu deus....aquilo se tornou uma tortura. Pensei, será que eu agora sou alguma Gurua de auto-ajuda, só pode ser, de onde saíram todas aquelas perguntas. Cheguei a uma conclusão rápida. Ele precisava de elogios e eu não fiz nenhum, mas para não deixa-lo tristinho disse que ele tem uma estatura ótima (que merda!!) e que se ele cuidasse dos pneus Michellin, o corpo dele ficaria ótimo. Quando estava acabando meu banho, ele pediu um favor, queria fazer uma ligação do meu celular. Como? Espere parem a terra de girar, pq. ele estava tonto, só pode ser. Com toda a minha educação disse que meu celular era pré pago e que os meus últimos créditos tinham sido para falar com ele (ficou legal essa desculpa???) Eu com celular pré pago?? Jamais querido.
Sai do banheiro e fui vestir o meu roupão que comprei na minha ultima viagem a Itália (isso já faz uns cinco anos, mas ninguém precisa saber), enquanto vestia ele pediu um ultimo favor, pensei que agora ele ia pedi meu roupão para levar de recordação. Mas pediu além dos R$ 40,00 mais dois vales transportes para completar. E eu pensei, mas ele não veio de carro?? Desisti de entende-lo e disse que não tinha vale, mas que podia dá a quantia em dinheiro. Para dá uma de total enjoada, perguntei quanto era a passagem, uma vez que só ando de carro, ele afirmou que era R$ 1, 65, como sabia que ele estava correto fiz a conta rápida na cabeça e entreguei a quantia.
Passei uma rápida escova no cabelo e o acompanhei até a porta. Dei um beijo de despedida e disse tchau (eu queria dizer era até nunca mais!!!, mas sou uma moça educada). Ele disse tchau e se foi.
Mim joguei na cama e fiquei pensando o que tinha acabado de acontecer. Paguei R$ 43,30 por uma trepada que durou 40 minutos, contando com as preliminares e continuava mim sentindo vazia, lembrei que tinha sido o rombo que ele tinha deixado em mim. Pelo menos para isso ele serviu.

GRANDE AMOR

Subitamente fui acometido por lembranças de um passado não tão distante, de um tempo em que a minha imaturidade se convalescia na sua lógica de pensar e agir. É só abrir carteira que logo lembranças desse tempo vem à tona.
Fazendo uma breve análise de vida desde 02 de Agosto de 2004 até o dia de hoje posso indubitavelmente perceber que a flecha do cupido, que a cultura da antiguidade acreditava e por uma espécie de crença no amor levamos a crer a sua existência, me atingiu a muito tempo antes dessa data e eu na minha completa ignorância não pude aproveitar as oportunidades em me servir desse sentimento e justamente no dia 02 foi o ultimato da vida me mostrando o quanto ela é curta e que devemos saciá-la o quanto antes.
Foi num acidente automobilístico, nas estrada que lia Caicó á Natal no estado do Rio Grande do Norte, a vida me tirou sem ao menos eu poder demonstrar meus verdadeiros sentimentos, era e é meu grande e único amor.
Nosso relacionamento iniciou de forma inusitada, foi dentro de um bloco, eu estava completamente bêbado, belisquei a bunda, em seguida nossos olhos se cruzaram, ficamos ali naquela euforia ao nosso redor, mas mantivemos-nos intactos, fixados um no olho do outro, não passou disso, a semana seguiu normalmente, quando percebemos que tínhamos amigos em comum, e os fatos se colidiram nesse amigo em comum, fomos apresentado, daí em diante nutrimos um pelo outro um carinho especial, um respeito, sentimentos que antes jamais eu tinha conhecido, era saudável e me fazia bem. Ali estava o meu verdadeiro amor. Alguns meses passaram, terminamos o compromisso, mas não acabamos com os nossos sentimentos, nas baladas quando nos encontrávamos, acabávamos sempre um nos braços do outro, era gostoso pois era o que nos motivava a sair, pois sempre vinha no subconsciente de nos reencontrar.
Diante da tragédia, tenho plenas convicções de que só nos reencontraremos em outro plano espiritual e aí poderemos acertar nossas contas que nesse plano ficou pendente, poderei sim expressar meus sentimentos e dizer "eu te amo", com toda verdade que essa frase possa passar, sem me esquivar de qualquer medo de qualquer repreensão que possa surgir.
Três anos já se passaram mas sinto ainda o gosto dos seus beijos de seus toque de suas pornografias no meu ouvido, seus conselhos ainda hoje me acompanha em me orienta, sua afirmativa era "sem estudo Alisson, não somos nada".
Algumas pessoas passara, na minha vida e nenhuma delas chegou no patamar que eu pudesse igualar. Existiram pessoas muito importante e que fizeram acontecer na minha vida, pessoas que me apaixonei mas que com o tempo ou com determinadas ações desapaixonei. O amor é algo que se impregna dentro de nos e por isso seu que o meu primeiro e verdadeiro amor foi contigo Rafa.
"Ainda te amo"
Por: Alisson Meneses de Sá
Amor

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração para de funcionar por alguns segundos, preste atenção.
Pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e neste momento houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante e os olhos encherem d'água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente divino: o amor.
Se um dia tiver que pedir perdão um ao outro por algum motivo e em troca receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos e os gestos valerem mais que mil palavras, entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.
Se por algum motivo você estiver triste, se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa sofrer o seu sofrimento, chorar as suas lágrimas e enxugá-las com ternura, que coisa maravilhosa: você poderá contar com ela em qualquer momento de sua vida.
Se você conseguir em pensamento sentir o cheiro da pessoa como se ela estivesse ali do seu lado... se você achar a pessoa maravilhosamente linda, mesmo ela estando de pijamas velhos, chinelos de dedo e cabelos emaranhados...
Se você não consegue trabalhar direito o dia todo, ansioso pelo encontro que está marcado para a noite... se você não consegue imaginar, de maneira nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...
Se você tiver a certeza que vai ver a pessoa envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção que vai continuar sendo louco por ela... se você preferir morrer antes de ver a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida. É uma dádiva.
Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes na vida, mas poucas amam ou encontram um amor verdadeiro. Ou às vezes encontram e por não prestarem atenção nesses sinais, deixam o amor passar, sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.
É o livre-arbítrio. Por isso preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia a dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: o amor.

Autor: Carlos Drummond de Andrade

HANS STADEN - O FILME

De Luiz Alberto Pereira, o filme Hans Sataden é classificado como aventura histórica, retratada no século XVI, basicamente em meados da década de 50.
O filme retrata uma realidade histórica acontecida com o alemão Hans ao naufragar no litoral brasileiro, próximo a região hoje conhecida como Santa Catarina, o Alemão já tinha navegado em mares do nordeste brasileiro, mas pretendia expandir seus conhecimentos territoriais em direção ao sul.
O alemão conseguiu sobreviver ao naufrago, sendo socorrido pelos portuguesses, ficou dois anos prestando serviços em Bertioga, forte vizinho a capitania de São Vicente. Com a fuga de seu escravo, Hans sai em busca, sendo assim capturado pelos índios Tupinambás, inimigos ferrenhos dos Portugueses pois tinhas a convicção que os interesses desses últimos era somente o de explorar, tanto as terras como os próprios índios, era tambem fortes aliados dos franceses, pois com esses possuíam um forte acordo comercial baseado nas trocas de mercadorias por matéria-prima.
O filme é todo na língua Tupi o que nos dá uma amplitude na cultura indígena, mas não devemos tomar o filme como fonte histórica por conta do romantismo que dá ao texto um conteúdo lúdico e emocional. A produção é bastante minuciosa mas deixa a desejar quando retrata o´indígena como um ser ingénuo e ao mesmo tempo atribui afetividade, tendo em vista seu espírito constante de selvageria e além de tudo um povo guerreiro.
A sexualidade indígena é exposto com bastante naturalidade, onde o preso poderia se servir com as índias, onde na verdade elas se insinuavam e o chamavam à 'brincar". Suas atividades são divididas, ficando a caça e a pesca por conta dos machos as fêmeas cuidavam da alimentação e da manutenção da aldeia. Bebida alucinógenas foi muito bem exposta, onde Ronaldo Vainfaz também expõe brilhantemente em suas obras acerca ao processo de colonização e a influência indígena.
Antropofagia, naturalmente levado á tona como sendo uma questão de honra do Tupi e a crença nos Deuses que se comunicam através dos acontecimentos naturais, o diretor mostra clareza.
A produção serve para um embasamento histórico, onde nos debruçaremos sobre questionamento acerca das influências a que o diretor deseja nos apresentar.
A obra é de uma magnitude esplendorosa, a fotografia deixa a desejar, mas no contexto geral da produção o roteiro está muito bem situado.
Por: Alisson Meneses de Sá

sábado, 14 de abril de 2007

De quem é o olhar

"DE QUEM É O OLHAR"

De quem é o olhar
que espreita por meus olhos?
Quando penso que vejo,
Quem continua vendo
Enquanto estou pensando?
Por que caminhos seguem,
Não os meus trsites passos,
Mas a realidade
De eu ter passos comigo?

As vezes, na penumbra
Do meu quarto, quando eu
Por mim prórpio mesmo
Em alma mal existo,

Toma um outro sentindo
Em mim o Universo -
É uma nódoa esbatida
De eu ser consciente sobre
Minha idéia das coisas.

Sem acederem as velas
E não houve apenas
A vaga luz de fora -
Não sei que candeeiro
Acesso onde na rua -
Terei foscos desejos
De nunca haver mais nada
No Universo e na Vida
De que o obscuro momento
Que é minha vida agora!

Um momento afluente
Dum rio sempre a ir
Esquecer-se de ser,
Espaço misterioso
Entre espaços desertos
Cujo sentido é nulo
E sem ser nada a nada
E assim a hora passa
Metafisicamente
de: Fernando Pessoa

NOVELA DAS 21:00H CONTINUAÇÃO

"JEITOSINHA MAS VAGABUNDA"


Pretensões de Arlindo - Capítulo XII
Jeitosinha não acreditava no que acabava de ouvir. Desde a revelação de seu trágico segredo, sentia-se num pesadelo sem fim. Não bastasse todo o ódio em seu coração, o estranho desfecho da morte do pai e a perda de Bruno, seu amado, agora a nossa heroína era chantageada pelo cruel Arlindo!
- Você quer que eu me prostitua?
- Sim. - concordou o irmão, sem um pingo de emoção na voz - Existe um bordel de luxo aqui perto de casa... Pessoas exóticas como você podem ter um bom valor no mercado.
- M-mas... Eu sou virgem! Sou inocente! - retrucou Jeitosinha, aos prantos.
- Pois você tem até amanhã para aprender o que precisa.
Arlindo deixou o quarto da loira batendo a porta. Adenair entrou em seguida, curioso em saber o que acontecera. Jeitosinha contou resumidamente a história.
- Mas não pode ser! Você precisará matá-lo também! - reagiu o enrustido, batendo o pezinho nervosamente.
- Sim, mas não poderei fazê-lo agora. Não com o estranho desaparecimento do corpo de papai. Precisamos desvendar primeiro este mistério. - disse Jeitosinha, recompondo-se.
- Então você...
- Não resta outra alternativa, Adenair. Terei que me submeter aos caprichos de Arlindo. E pode ter certeza: estarei mais pronta amanhã do que ele pensa!
*****
Pela primeira vez desde o rompimento, Jeitosinha voltou àquela noite ao apartamento de Bruno. Encontrou-o em estado de total desespero, sorvendo doses e mais doses de uísque barato.
"- Você destruiu a minha vida! - Lamentou o jovem.
A loira, usando um vestidinho curto, sentou-se no seu colo. Numa explosão de luxúria, enfiou a língua na boca de Bruno, antes que ele pudesse esboçar qualquer reação.
Num primeiro momento ele retribuiu ao carinho, mas logo lembrou-se de que estava beijando um homem. Rejeição e desejo se sucediam em ondas no coração de Bruno. Mas ele havia bebido bastante e amava Jeitosinha...
No dia seguinte, consumada uma louca e completa noite de amor, a loira acordou e viu Bruno, de pé, contemplando-a . Ela abriu um sorriso, mas não foi retribuída.
- Você é tão bonita... - murmurou o rapaz, com um semblante que mais sugeria um lamento que um elogio.
- O que você achou da noite, meu amor?
- Eu... Eu estou confuso... Foi tudo muito diferente... Me vi fazendo coisas que nunca imaginei ser capaz...
- Calma amor... - respondeu docemente Jeitosinha - Sente-se aqui ao meu lado. Vamos conversar melhor sobre isso...
- Bem... - respondeu Bruno, com um sorrisinho sem graça - podemos até conversar. Mas sentar eu não consigo...
Jeitosinha e Bruno irão se reconciliar?

Reconciliação de Jeitosinha e Bruno Capítulo XIIIVoltar à página inicial
A família finalmente percebeu que Ambrósio estava desaparecido. Ele não havia voltado da pescaria nem dado sinal de vida. Marilena chamou a Polícia, que pareceu não dar muita importância à ocorrência. Os dois policiais fizeram poucas perguntas, anotaram um boletim de forma burocrática e se foram em poucos minutos, levando uma foto do homem.
Jeitosinha chegou em casa quase na hora do almoço. Os irmãos não perceberam que ela passara a noite fora, mas sua mãe sim.
- Onde você estava? - Perguntou. Jeitosinha ignorou a abordagem.
- Sorte sua seu pai não estar por aqui. Ele não ia gostar disso... - insistiu Marilena, com um tom seco de reprovação na voz. A resposta da filha foi carregada de ironia:
- O que poderia preocupá-lo, mamãe? O risco de que eu perca a virgindade ou volte grávida para casa?
Marilena tentou acariciar o cabelo da filha, que afastou sua mão com um gesto brusco.
- Não me encoste! Eu odeio você! Um fio de lágrima escorreu pela face esquerda da sofrida mãe.
- Querida... Você é tão jovem... Tem uma vida pela frente! Ainda há tempo de encontrar a felicidade...
- Como eu poderia ser feliz? Eu sou uma mulher aprisionada no corpo de um homem!
- Veja o lado positivo... - tentou consertar Marilena - Você não tem tensão pré-menstrual, não precisa sentar-se em privadas sujas de boate...
Mantenha a calma e a resignação. Você ainda encontrará algum homem que a aceite como você é! > """Sim"", conjecturou Jeitosinha. ""Este homem talvez seja Bruno.
Mas como ele estará se sentindo depois de nossa estranha noite de amor?"". Ela pensou durante todo o dia no seu amado, reunindo forças para enfrentar sua primeira noite no bordel de luxo.
Curiosamente, a expectativa de entregar-se a estranhos não a incomodava.
Desde a revelação de sua condição, ela não se reconhecia naquele corpo.
Não sentia que tivesse que zelar dele.
Eram nove da noite quando Jeitosinha entrou no fusca de Arlindo, rumo à casa de encontros. O local ficava próximo, mas era preciso percorrer um pequeno trecho numa estrada pouco movimentada.
Justamente quando passavam pela parte mais escura e deserta do percurso, uma luz surgida do nada cegou momentaneamente Arlindo, impedindo-o de dirigir. O rapaz pisou no freio abruptamente. Antes que pudessem esboçar qualquer reação, as duas portas do carro foram abertas, e o casal foi retirado de dentro do veículo por mãos poderosas.
Pouco antes de tomar uma descarga elétrica que a faria perder os sentidos, Jeitosinha pôde ver a face de seus raptores: eram homenzinhos verdes vestindo estranhos macacões prateados.
Jeitosinha e Arlindo nas mãos de ETs!


Jeitosinha e Arlindo nas mãos dos ETs - Capítulo XIV
Lentamente Jeitosinha foi recuperando a consciência. Nos primeiros minutos, aquele cenário de ficção científica parecia apenas um sonho estranho. Mas à medida em que as imagens ganharam contornos e cores - e que aflorou em sua mente a lembrança dos últimos momentos no carro - um indescritível pânico tomou conta de nossa heroína.
Seu grito agudo acordou Arlindo que, como ela, encontrava-se atado a uma chapa metálica, quase verticalmente.
A sala estava deserta mas, minutos depois, duas das criaturas verdes entraram no ambiente.
Mesmo sendo de uma espécie muito diferente, Jeitosinha sentiu que aqueles seres estavam muito tristes. Seus enormes olhos revelavam esta condição. Usando um estranho aparelho, que acoplado à boca do extraterrestre funcionava como um tradutor, a criatura que parecia liderar as demais dirigiu-se ao casal.
- Creio que lhe devemos explicações...
Jeitosinha e Arlindo estavam paralisados pelo medo. O homem verde continuou:
- Meu planeta está passando por uma crise terrível. Construímos uma civilização poderosa e avançadíssima. Controlamos todo a nossa galáxia, mas estamos condenados à extinção.
Os rostos curiosos dos irmãos não moviam um só músculo, enquanto o ET narrava sua história.
"Ele explicou que, por um capricho da biologia que a ciência não conseguiu contornar, estava nascendo em seu planeta um número infinitamente inferior de mulheres, numa comparação com o número dos homens. Pelos cálculos dos cientistas, em não mais que quinhentos anos seu povo terá desaparecido, a não ser que se encontre uma alternativa para se reverter o quadro.
- Numa análise superficial - continuou a criatura - percebemos que talvez fosse possível utilizar as terráqueas para gerar nossos filhos. Se a idéia se confirmasse, nossa intenção era a de exterminar todos os homens e levar conosco as mulheres. Minha missão veio à Terra com o propósito específico de, analisando a anatomia feminina, abortar ou autorizar a operação.
O homem verde deixou-se desabar numa cadeira, vencido pelo desânimo.
- Mantivemos você sedada por seis horas - disse, dirigindo-se a Jeitosinha - e descobrimos, depois de estudá-la, que a máquina humana é muito mais complexa do que esperávamos. Vocês, mulheres terráqueas, são bastante parecidas com os homens.
Jeitosinha esforçou-se para não demonstrar sua enorme alegria: ao ser confundida com uma mulher, sem querer ela havia salvado a raça humana da destruição total!
- Vamos libertá-los e partir atrás de outros mundos. - Encerrou o ser.
Já de volta ao carro, ainda atônita por aquele turbilhão de emoções, Jeitosinha abraçou seu irmão e inimigo:
- Você entende, Arlindo? Minha vida tem um sentido! O que são nossas rusgas do dia-a-dia diante desta experiência tão avassaladora?
Arlindo afastou Jeitosinha e esboçou um sorriso pálido.
- É, irmã. Foi bom. O dia está nascendo e devemos voltar para casa. Mas como a vida continua, amanhã você estréia no bordel.
O que estes ETs vieram fazer na história? Será que se foram da mesma forma estúpida com que entraram?


ETs na história? - Capítulo XV
O júbilo de Jeitosinha durou pouco. Se num primeiro momento a idéia de ter salvo a humanidade era alentadora, horas depois o que a fantástica experiência lhe causava era mais revolta e dor.
De que adiantava ter salvo o mundo, se não obteria pelo seu ato qualquer tipo de reconhecimento? Para o restante da humanidade, ela continuava sendo aquele ser anacrônico, discriminado por fugir dos padrões.
Só uma pessoa na cidade estava se sentindo mais angustiado: Bruno.
Num bairro distante, trancado em seu apartamento, o pobre rapaz refletia sobre a grande - bota grande nisso - emoção que sentiu em sua primeira noite de amor com Jeitosinha.
"Será que eu gostei porque era a minha amada?", perguntava-se. "Ou será que tamanho prazer adveio do fato de que tratava-se de um homem? Sou hetero ou gay?".
- Quem é você? - Gritou Bruno angustiado, olhando sua imagem no espelho.
Sentia-se sujo. Seus desejos o incomodavam, como se ele tivesse experimentado a fruta do pecado.
Mas sabia que Jeitosinha era uma vítima, como ele. Ele podia entender que a namorada era um modelo de virtude e pureza, e que seu gesto, ao seduzi-lo, era apenas uma grande manifestação de amor!
Por um momento, olhou para o problema sob outra perspectiva, muito menos dramática: "Sim, Jeitosinha é pura. É a minha Jeitosinha. Em nome desta pureza vale a pena continuar com ela!", concluiu.
Se ela fosse um travesti vulgar... mas não! Ela foi criada como uma mulher, sob rígidos padrões morais! Quem sabe eles ainda pudessem ter uma vida juntos, mantendo a condição de Jeitosinha em segredo?
Num fragmento de sonho, Bruno se viu casado com ela, vivendo grandes noites de amor e criando duas crianças adotadas - Cléverson Luís e Suelen Aparecida - como se fossem seus filhos biológicos. Pensou em procurar a sua doce amada naquele mesmo momento e propor a realização do casamento, tão desejado em tempos menos complicados.
Mas antes precisava enfrentar seu próprio demônio interior. Precisava saber se o que sentiu naquela noite mágica foi amor ou pura volúpia.
Precisava, enfim, fazer amor com outro travesti e colocar-se à prova!
Bruno resolveu que aquela noite iria a um bordel atrás de respostas. Iria buscar reviver, com uma vulgar criatura da noite, emoções tão... hã... grandes quanto as que viveu com sua inocente Jeitosinha.
Mal poderia imaginar a grande surpresa que o esperava...


Surpresa - Capítulo XVI
Bruno havia bebido a tarde inteira, buscando no álcool a coragem necessária para por a prova sua masculinidade. Por isso mesmo, a imagem de Jeitosinha, naquele bordel de luxo, observando-o em pleno ato de amor com um travesti, pareceu uma alucinação ou um sonho.
- Amor... Não é nada disso que você está pensando! - disse o rapaz, sem muita inspiração.
Depois, recuperando a sobriedade, foi tomado por um tipo diferente de perplexidade.
- Mas... Espera aí... O que você está fazendo aqui? - perguntou Bruno à sua amada, enquanto a prostituta, prevendo o barraco, saia de fininho.
Cheia de revolta, Jeitosinha disse a primeira coisa que lhe ocorreu para ferir Bruno:
- O que lhe parece? Pelo visto você prefere as morenas... Mas nós, loiras, somos muito boas na arte de enlouquecer os homens...
- Não pode ser, meu amor... Diga que é um sonho... Me belisca para eu sentir dor e acordar!
- Depois do que eu vi pela fresta da porta, tem certeza de que não tem nada doendo aí? - Alfinetou jeitosinha, cheia de ironia.
- Não! Você não! Não pode ser! Não pode ser! Bruno puxava os próprios cabelos com violência e rolava pelo chão num desespero patético.
Jeitosinha apenas jogou os cabelos longos para o lado, com aquele gesto superior com que as loiras costumam descartar os simples mortais, e retirou-se do ambiente.
Seu coração por dentro estava em frangalhos, mas o que Bruno viu foi a imagem de uma mulher fria.
"Com passos precisos e a elegância de uma modelo, Jeitosinha atravessou o corredor e voltou ao escritório de Madame Mary. Lá dentro, tombou de joelhos e começou a chorar.
- Não pode ser, Madame Mary... Meu amado, Bruno... Um homem tão puro e íntegro... Aqui! Com aquela... aquela... - a certeza de que não era tão diferente da exótica morena impedia Jeitosinha de achar a palavra certa.
- Os homens são todos iguais, minha criança - disse Mary, acariciando a loira. Uns animais capazes de qualquer coisa por um momento de luxúria.
Eles nunca saberão o que é o amor verdadeiro. É justamente isso que torna tão fascinante a nossa arte de sedução...
Jeitosinha levantou os olhos e, agarrando-se às pernas da misteriosa mulher, implorou:
- Ajude-me, Madame! Ajude-me a ser como você!
- Claro, querida... Claro....
Madame Mary sabia que tinha nas mãos um diamante em estado bruto. Um diamante pronto para ser lapidado na dor de um coração partido.
A maioria dos leitores que nos escreveram sobre o Folhetim acham que os ETs não têm nada a ver com a história. Eles ainda vão terminar o que começaram, depois vão embora para sempre...

Por: KELSON NODRIGUES

segunda-feira, 9 de abril de 2007

Novela das 21:00H Continuação

"Jeitosinha Mas Vagabunda"
PLANO DE VINGANÇA - Capítulo VII
Não foi difícil para Jeitosinha convencer Adenair a juntar-se a ela em seus planos de vingança. Ele sabia que seu pai, violento e castrador, jamais o deixaria sair do armário. Com Ambrósio morto, um novo horizonte, muito mais colorido, se desenhava à sua frente.
- Já pensou, Jeitosinha? Vou poder comprar um Ka dourado... Colocar piercings nos mamilos... Fazer backing vocals no show do Edson Cordeiro!
Adenair só não estava muito certo sobre a morte da mãe. Marilena sempre foi uma mulher zelosa de seus filhos, e muito carinhosa com os sete.
- Você acha que o erro da mamãe foi assim tão grave? - perguntou.
- Se eu acho? - indignou-se Jeitosinha - Minha vida foi uma farsa!
- Mas sempre é tempo de recomeçar... Você pode fazer uma operação de troca de sexo...
- Não é tão simples. Eu gosto de mim como sou! O problema é que o mundo não está preparado para aceitar pessoas diferentes!
- Pôxa... O mundo aceitou o Michael Jackson! - ainda insistiu Adenair.
Mas Jeitosinha estava decidida.
"- A vingança vai começar. Papai será a primeira vítima.
- Qual é o seu plano? - Amanhã é Sábado. Neste dia, à noite, todos os nossos irmãos saem para se divertir. Mamãe tem a novena na casa de Dona Nair e papai e eu costumamos ficar sozinhos em casa.
Adenair ouvia com atenção o plano traçado por Jeitosinha na noite anterior.
- Papai terá uma morte violenta. Sangrenta. Algo tão hediondo que ninguém suspeitará que o crime poderia ter sido praticado por uma pessoa como eu, uma jovem loira, maravilhosa e frágil...
- E como eu poderei ajudar? - Perguntou Adenair.
Jeitosinha esboçou um sorriso estranho e respondeu, num tom seco:
- Me arranje uma serra elétrica!
Sangue! Corpo esquartejado! Falsa loira nua!
SANGUE - Capítulo VIII
Adenair, que era estagiário na Secretaria de Meio Ambiente do município, conseguiu, sem chamar a atenção, retirar uma moto-serra no almoxarifado da Prefeitura. Como o dia seguinte seria um Domingo, ele teria tempo de limpar a ferramenta e devolvê-la a seu local de origem antes que dessem pela sua falta.
Ao cair da noite, ninguém na família poderia imaginar o drama que se desenrolaria nas próximas horas. Um por um os irmãos mais velhos foram saindo, como quaisquer jovens numa noite de Sábado. Adenair foi o último a deixar a casa. Controlando as emoções, despediu-se do pai sem despertar suspeitas.
Enfim, a sós, Jeitosinha e Ambrósio assistiam ao telejornal das oito. Ela usava um vestidinho curto. Balançava provocativamente as pernas, mostrando toda a extensão de suas coxas bem torneadas. A loira sabia que o pai moralista logo iria implicar com a roupa.
- Precisa usar um vestido tão curto? Vá já se vestir direito! - Ordenou Ambrósio, apontando para o quarto de Jeitosinha.
Era a deixa que a moça esperava. Ela entrou no seu quarto e reapareceu poucos minutos depois, causando a última e pior visão que aquele homem rude jamais tivera. "Sua filha, seu meigo tesouro, estava completamente nua, portando a serra elétrica. Mas o maior espanto de Ambrósio foi constatar a existência de uma outra ferramenta, pendurada entre as pernas da bela loira.
- N-não pode ser! Não pode ser! O que é isso? - Balbuciou o homem, com uma expressão patética, indicando o bráulio de Jeitosinha.
- Isto sou eu, papai! Eu sou o monstro que você criou!
O som ensurdecedor da serra abafou os gritos desesperado do homem, que de tão surpreso sequer teve forças para lutar.
Minutos depois, tudo era silêncio e calma. Jeitosinha tomou um banho demorado, vestiu-se, escondeu a serra elétrica num terreno próximo, seguindo o plano previamente combinado com o irmão, e dirigiu-se tranquilamente à casa de uma amiga, deixando montado na sala de sua casa um cenário dantesco.
Estava encerrada a primeira etapa de sua vingança. Ou pelo menos Jeitosinha imaginava que sim...
GRANDE SURPRESA - Capítulo IX
Passava da meia-noite quando Jeitosinha voltou para casa. Seu álibi foi perfeito: consumiu as últimas horas estudando Geografia com uma amiga, como costumava fazer.
Ela estava impressionada com a própria frieza: conseguiu concentrar-se nos livros e conversar amenidades como se nada tivesse acontecido. Mas ainda sentia nas mãos o tremor da serra elétrica. Os gritos de Ambrósio continuavam ecoando em seus ouvidos.
Eram sensações surpreendentemente gostosas.
Arrependimento mesmo, só o de ter perdido o capítulo da novela das nove.
A mamãe eu matarei na hora do Jornal Nacional", jurou para si mesma.
As luzes da sala estavam acesas. Viu pela janela os vultos de seus familiares. Entrou pela porta principal preparando-se para fingir dor e desespero ao se deparar com os pedaços de carne e ossos de seu pai espalhados pela sala.Mas qual não foi o seu espanto ao perceber que não havia na casa um só vestígio de seu crime hediondo!
Quatro de seus irmãos, inclusive Adenair, estavam assistindo TV, tranquilamente. Sua mãe havia se recolhido ao quarto.
- Onde está o papai? - Perguntou.
- Foi pescar. - Respondeu Amarildo, o segundo filho de Ambrósio e Marilena.
- Pescar?>
- Sim, deixou um bilhete com a mamãe, dizendo que resolveu na última hora e que volta amanhã à noite.
"As belas pernas de Jeitosinha estremeceram e ela sentiu uma estranha vertigem. Realmente seu pai era dado a estes rompantes e o sumiço não chegava a espantar ninguém em sua casa. ""Será que tudo não passou de uma alucinação?"", questionou-se.
Mas não. Observando o revestimento plástico do sofá onde o crime havia acontecido, percebeu o cheiro de detergente e marcas de pano, que sugeriam uma limpeza recente. Jeitosinha puxou seu cúmplice, Adenair, até o quarto.
- O que está acontecendo?
- Eu é que te pergunto! - retrucou o irmão - Você não iria matar o papai?
- Matei! Eu matei! Alguém escondeu os restos, limpou a sala e ainda deixou um falso bilhete para a mamãe!
Adenair deu um gritinho ansioso e histérico. Jeitosinha esbofeteou-lhe a face e disse, resoluta:
- Calma. Você já esperou mais de 20 anos. Não acho que seja a melhor hora pra soltar a franga... .
Que estranho mistério se esconde na casa de Jeitosinha?
MISTÉRIO NA CASA DE JEITOSINHA - Capítulo X
Naquela manhã de Segunda, a mãe e os sete irmãos sentaram-se juntos para o café, na longa mesa da copa. Era tradicionalmente o momento em que a família colocava seus assuntos em dia.
Mas um silêncio incômodo pairava no ar.
Jeitosinha sondou cada rosto, buscando em algum deles um sinal que indicasse quem escondeu o corpo de Ambrósio. É claro que o pai não retornara da pescaria na noite anterior. Mas porque ninguém parecia se importar com o fato?
Disfarçando o nervosismo, a moça arriscou perguntar à mãe:
- O papai não voltaria ontem?
- Sim, querida. - respondeu Marilena - Mas ele ligou dizendo que uma ponte caiu e que eles estão isolados na vila onde foram pescar.
- Era a voz dele, mãe? Tem certeza?
- Que pergunta... Claro, minha filha. A ligação estava ruim, mal escutei o que ele dizia. Mas quem mais poderia seria?
Arlindo, o ciumento irmão mais velho, esboçou um sorriso enigmático, que Jeitosinha rapidamente captou como um indício de culpa. "Sim! Arlindo! Só pode ser ele!", pensou. "Arlindo sempre desconfiou de que havia algo errado comigo. Ele nunca perdoou papai pelo carinho que me dedicava. Ele sabe, por alguma razão, que fui eu quem matei papai e apagou as evidências como parte de um plano de vingança! Mas porque esconder o corpo, ao invés de simplesmente me entregar à Polícia?". As perguntas atormentavam a mente limitada de nossa heroína loira.
"Ela voltou para o quarto, cobriu o rosto com o travesseiro e começou a chorar baixinho.
No princípio, chorava por medo. Pela confusão que tomara conta de sua vida. Mas logo sua dor se transfigurou, e Jeitosinha passou a verter seu pranto por saudades de Bruno. Lembrava-se das mãos do amado percorrendo seu corpo. Sentiu um calafrio e uma onda de excitação só de imaginar o toque suave de seus dedos.
Neste momento, abruptamente, Arlindo abre a porta. Jeitosinha ainda tem tempo de disfarçar as lágrimas. Mas não a ereção.
- Ahá... Eu sabia! - Bradou o irmão, radiante, enquanto uma descarga de adrenalina fazia desaparecer do jeans apertado o volume comprometedor. .
Conseguirá Jeitosinha escapar da revolta de Arlindo?
REVOLTA DE ARLINDO - Capítulo XI
- Você nunca me enganou, Jeitosinha... - A voz de Arlindo destilava revolta e ódio.
- Vou contar seu segredo ao papai, assim que ele voltar da pescaria! Aliás, vou contar ao mundo!
- Contar ao papai? - Espantou-se a moça. Então Arlindo não sabia que o pai estava morto! Não foi ele quem escondeu o corpo!
Jeitosinha estava tão fragilizada que acabou assumindo sua bizarra condição ao irmão.
- Sim, Arlindo. Sou uma mulher aprisionada no corpo de um homem. Mas sou a maior vítima desta situação! Eu lhe imploro: não revele o meu segredo!
- Não adianta, Jeitosinha... - retrucou o magoado Arlindo - Toda a minha vida brinquei com cavalinhos feitos de palitos de fósforo fincados em batatas, enquanto a princesa tinha os mais caros brinquedos. Toda a minha dormi espremido num beliche, com os pés do Amarildo tocando as minhas narinas, enquanto você tinha seu quarto e finos lençóis de seda...
Arlindo agarrou Jeitosinha pelos braços e fitou o fundo de seus olhos.
- Mas o que eu nunca vou perdoar mesmo foi aquela surra que levei quando descobri a verdade sobre você... - Arlindo tremia de rancor.
- Mas nem eu mesma sabia! - Tentou defender-se Jeitosinha. "- Chega! Chega de suas mentiras!
- Arlindo virou-se em direção à porta. A irmã, desesperada, lançou-se ao chão e abraçou seus pés.
- Não, Arlindo... Por favor! Eu faço qualquer coisa!
- Qualquer coisa? - O tom do rapaz agora era mais suave. - Comece mostrando-se para mim. Quero vê-la nua!
Relutante, Jeitosinha livrou-se de suas roupas e revelou seu corpo perfeito de mulher.
Bem, quase perfeito.
- Não é justo... - Balbuciou Arlindo, apontando o apêndice que fazia de Jeitosinha um quadro surrealista - Até neste quesito você ganha de mim...
- Por favor, não seja rude comigo...
- O que? - espantou-se o moço - Você imaginou que eu quero tocar você? É ruim, heim?
- Mas... O que você quer então? - Perguntou a moça, voltando a se vestir...
- Você vai me render dinheiro, irmãzinha. Muito dinheiro!
O que Arlindo pretende? Como Jeitosinha sairá dessa?
PRETENSÕES DE ARLINDO - Capítulo XII

Jeitosinha não acreditava no que acabava de ouvir. Desde a revelação de seu trágico segredo, sentia-se num pesadelo sem fim. Não bastasse todo o ódio em seu coração, o estranho desfecho da morte do pai e a perda de Bruno, seu amado, agora a nossa heroína era chantageada pelo cruel Arlindo!
- Você quer que eu me prostitua?
- Sim. - concordou o irmão, sem um pingo de emoção na voz - Existe um bordel de luxo aqui perto de casa... Pessoas exóticas como você podem ter um bom valor no mercado.
- M-mas... Eu sou virgem! Sou inocente! - retrucou Jeitosinha, aos prantos.
- Pois você tem até amanhã para aprender o que precisa.
Arlindo deixou o quarto da loira batendo a porta. Adenair entrou em seguida, curioso em saber o que acontecera. Jeitosinha contou resumidamente a história.
- Mas não pode ser! Você precisará matá-lo também! - reagiu o enrustido, batendo o pezinho nervosamente.
- Sim, mas não poderei fazê-lo agora. Não com o estranho desaparecimento do corpo de papai. Precisamos desvendar primeiro este mistério. - disse Jeitosinha, recompondo-se.
- Então você...
- Não resta outra alternativa, Adenair. Terei que me submeter aos caprichos de Arlindo. E pode ter certeza: estarei mais pronta amanhã do que ele pensa!
*****
Pela primeira vez desde o rompimento, Jeitosinha voltou àquela noite ao apartamento de Bruno. Encontrou-o em estado de total desespero, sorvendo doses e mais doses de uísque barato.
"- Você destruiu a minha vida! - Lamentou o jovem.
A loira, usando um vestidinho curto, sentou-se no seu colo. Numa explosão de luxúria, enfiou a língua na boca de Bruno, antes que ele pudesse esboçar qualquer reação.
Num primeiro momento ele retribuiu ao carinho, mas logo lembrou-se de que estava beijando um homem. Rejeição e desejo se sucediam em ondas no coração de Bruno. Mas ele havia bebido bastante e amava Jeitosinha...
No dia seguinte, consumada uma louca e completa noite de amor, a loira acordou e viu Bruno, de pé, contemplando-a . Ela abriu um sorriso, mas não foi retribuída.
- Você é tão bonita... - murmurou o rapaz, com um semblante que mais sugeria um lamento que um elogio.
- O que você achou da noite, meu amor?
- Eu... Eu estou confuso... Foi tudo muito diferente... Me vi fazendo coisas que nunca imaginei ser capaz...
- Calma amor... - respondeu docemente Jeitosinha - Sente-se aqui ao meu lado. Vamos conversar melhor sobre isso...
- Bem... - respondeu Bruno, com um sorrisinho sem graça - podemos até conversar. Mas sentar eu não consigo...
Jeitosinha e Bruno irão se reconciliar?