segunda-feira, 9 de abril de 2007

PRIMO, IRMÃO E AMIGO - MIGUEL VENTURA


Permita-me iniciar com o poema abaixo:



Machado de Assis (1839 - 1908)
Menina e Moça




Está naquela idade inquieta e duvidosa,

Que não é dia claro e é já o alvorecer;

Entreaberto botão, entrefechada rosa,

Um pouco de menina e um pouco de mulher.

Às vezes recatada, outras estouvadinha,

Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;

Tem cousas de criança e modos de mocinha,

Estuda o catecismo e lê versos de amor.

Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,

Do cansaço talvez, talvez de comoção.

Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,

Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.

Outras vezes beijando a boneca enfeitada,

Olha furtivamente o primo que sorri;

E se corre parece, à brisa enamorada,

Abrir asas de um anjo e tranças de uma huri.

Quando a sala atravessa, é raro que não lance

Os olhos para o espelho; é raro que ao deitar

Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance

Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.

Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,

A cama da boneca ao pé do toucador;

Quando sonha, repete, em santa companhia,

Os livros do colégio e o nome de um doutor.

Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;

E quando entra num baile, é já dama do tom;

Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;

Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.

Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo

Para ela é o estudo, excetuando talvez

A lição de sintaxe em que combina o verbo

To love, mas sorrindo ao professor de inglês.

Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,

Parece acompanhar uma etérea visão;

Quantas cruzando ao seio o delicado braço

Comprime as pulsações do inquieto coração!

Ah! se nesse momento, alucinado, fores

Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,

Hás de vê-la zombar dos teus tristes amores,

Rir da tua aventura e contá-la à mamã.

É que esta criatura, adorável, divina,

Nem se pode explicar, nem se pode entender:

Procura-se a mulher e encontra-se a menina,

Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!








Essa poema parece foi feito pra Mig, mas se não foi feito eu mesmo o dedico.



Antes de defini-lo abro um enorme parêntese para poder argumentar sobre as verdadeira formas de amar. Na minha concepção mais leiga de entender o significado do amor, achava que isso só poderia vir à tona nos folhetins de novela, nos romances mais dramático de um autor amargurado, mas não, pude enchegar o que o amor estava dentro de qualquer um em toda sua diversidade mas ele existia, estava ali presente. É dessa maneira que passo a definir Mig como uma criatura que vivencia esse sentimento na sua forma mais intensa com determinismo de alguém que tem todos os direitos de apreciá-los, se machucando, caindo e se reergendo, chorando, gritando, amando e amando e assim o caracterizo pois apreciar a beleza e os trejeitos do sentimento é o que impulsiona a viver e viver, sem essa premissa que á amar e amar, a vida não teria o menor sentido é como se fosse o oxigénio que turbina nosso pulmões e que sem ele apagamos.

A ti serei grato por toda minha vida, contigo tenho uma dívida que dinheiro no mundo não paga, por ti sou eternamente grato pela amizade pela confiança depositada, a recíproca é verdadeira, por me acolher no pior momento da minha vida, onde não conseguia enchegar além da minha ignorância, por mostrar essa criatura guerreira, corajosa e desafiadora que tu mostra ser.

E aí vai nosso hino, pois sempre, em qualquer lugar que esteja ao ouvir essa música de Vanessa da Mata lembrarei da nossa solterisse, de nossa falta de pudor, de nossa dor de amor de nossos copos brindando as loucuras da vida e ao amor.



Não me deixe só



Não me deixe só

Eu tenho medo do escuro

Eu tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só

Eu tenho medo do escuro

Eu tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só

Tenho desejos maiores

Eu quero beijos intermináveis

Até que os olhos mudem de cor

Não me deixe só

Eu tenho medo do escuro

Eu tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só

Que o meu destino é raro

Eu não preciso que seja caro

Quero gosto sincero de amor

Fique mais

Que eu gostei de ter você

Não vou mais querer ninguém

Agora que sei quem me faz bem

Não me deixe só

Que eu saio na capoeira

Sou perigosa, sou macumbeira

Eu sou de paz, eu sou do bem, mas...

Não me deixe só

Eu tenho medo do escuro

Eu tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só

Mas não me deixe só

Eu tenho medo do escuro

Eu tenho medo do inseguro

Dos fantasmas da minha voz

Não me deixe só


Composição: Vanessa da Mata

de Carlos Drummond de Andrade

QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria
que amava Joaquim que amava Lili que
não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre,
Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou
com J. Pinto Fernandes que
não tinha entrado na história

Meu amigo Thiago Duque

Escrever sobre Duque é simplesmente perceber e notificar que nada na vida acontece por um mero acaso, tudo existe uma lógica, uma razão óbvia para justificar o meio, o meio na qual estamos inseridos como criaturas pensantes, dotada de todo sentimento, seja ele bom o ruim, e é claro nos moldar a essa estrutura. E falar de Thiago é isso, justificar as controvérsias que o ser humano está sujeito. No princípio existia, de ambos os lados uma repulsa em um contato mais pessoal, o profissionalismo vigorava nos nossos extintos, no decorrer do tempo as máscaras foram caindo, as identificações foram se assemelhando e daí surge uma grande amizade, amizade essa que soube apagar da memória erros humanos, que todos estamos sujeitos a cometer.
A sua inteligência é algo que me impressiona, tem uma capacidade de raciocínio lógico que me faz parecer uma tartaruga numa corrida de Fórmula 1. Seu dom de avaliação, ou seja de crítica e algo perfeito, assemelhando-se a um verdadeiro profissional que sabe o quer e sabe onde pisa. E como ser humano tem suas fraquezas arraigados quando nos referimos ao amor, sua imaturidade o deixa flexível, embebecido nos desejos de amar, mas apesar da pouca experiência consegue sair ileso desse conflituoso instrumento de tortura que é o amor, ou pelo menos demonstra ser capaz, porque demonstrar tristeza não faz seu perfil e quando o medo lhe vem à tona o que lhe resta e dar boas gargalhadas, pra talvez disfarçar o nervosismo ou pra espantar a tristeza que porventura à de chegar.
Poder dividir dia, horas, minutos, segundos ao lado de Duque é poder das boas gargalhadas, é poder perceber que a vida não é aquilo que rotulamos é poder brindar a harmonia ou desarmonia é poder também apreciar uma fascinante costela e dar valor a um passado próximo e nos embalar com canções alternativas.
A vida é muito curta e saber vive-la é seu ideal e assim ele o faz, seu espírito de aventura, de pessoa desprovida de qualquer tipo de preconceito e inigualável e me faz lembrar de alguém que me fez perceber o mesmo significado da vida com sua arte, com sua poesia e assim o determino através da canção abaixo de Cazuza.

FAZ PARTE DO MEU SHOW
Te pego na escola e encho a tua bola com todo o meu amor
Te levo pra festa e testo o teu sexo com ar de professor
Faço promessas malucas tão curtas quanto um sonho bom
Se eu te escondo a verdade, baby, é pra te proteger da solidão
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor
Confundo as tuas coxas com as de outras moças
Te mostro toda a dor
Te faço um filho
Te dou outra vida pra te mostrar quem sou
Vago na lua deserta das pedras do Arpoador
Digo 'alô' ao inimigo
Encontro um abrigo no peito do meu traidor
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor
Invento desculpas, provoco uma briga, digo que não estou
Vivo num 'clip' sem nexo
Um pierrot retrocessomeio bossa nova e 'rock'n roll'
Faz parte do meu show
Faz parte do meu show, meu amor
Meu amor, meu amor, meu amor...
Composição: Cazuza / Renato Ladeira

terça-feira, 3 de abril de 2007

NOVELA DAS 21:00h KKKKKKKKKKK!!!!!

"Jeitosinha Mas Vagabunda"


Jeitosinha Mas Vagabunda - Nascimento de Jeitosinha - Capítulo I


Ambrosio e Marilena ja tinham seis filhos, mas a iminencia da chegada de um setimo rebento criava um clima de tensao no lar. As seis tentativas anteriores nao foram suficientes para realizar o sonho do homem: ser pai de uma menina. Continuo num banco de pequeno porte, individuo de temperamento dificil e tendo sido vitima de tortura durante a infancia (era obrigado a se vestir de marinheiro e usar botinhas ortopedicas), Ambrosio vivia como uma bomba prestes a explodir.

Por isso Marilena nem se espantou quando o marido, com um tom de voz ate doce se comparado ao tratamento habitual que dispensava a familia,
decretou:

- Se for outro cueca eu te mato, sua vaca!

Para a sorte da pobre mulher, Ambrosio estava no trabalho quando ela entrou em trabalho de parto. Ao conferir, com a crianca ainda nas mãos da parteira, que se tratava de mais um menino, Marilena chorou convulsivamente. Dona Nair, a velha parteira, tentou consola-la com as palavras simples mas sabias dos humildes:

- E depressao pos-parto. Estima-se que ela atinja 10% das puerperas.

Ela pode ser severa e resistente ao tratamento farmacologico, mas o estrogenio - em doses decrescentes, durante duas semanas, mimetizando o ciclo ovariano - tem sido eficaz em alguns casos, viu, fia?

- Nao e isso, Dona Nair... - Interrompeu a mulher, entre lagrimas – o problema e que o Ambrosio vai me matar se souber que e outro varao...

Dona Nair era uma mulher experiente. Com um sorriso maroto, sugeriu:

- Se e assim, crie o garoto como se fosse uma menina.

Ambrosio nunca sabera a diferenca...

- A senhora acha que isso pode funcionar? - animou-se Marilena.

- Ja vi demais... Lembra daquela pivo que jogava na selecao de basquete?

Agarrando-se aquele fio de esperanca, a mae abracou carinhosamente a crianca e encheu-se de ternura.

- E... pode dar certo. Ate que ele e jeitosinho...

- Jeitosinha, fia... - corrigiu Nair - Jeitosinha!


Conseguira Marilena levar esta farsa adiante?

Esperem cenas do próximo capítulo...

Capitulo 02 - a farsa

Não foi difícil esconder do pai da criança a verdade sobre Jeitosinha.
Ambrósio era um homem conservador e moralista, embora seus atos não correspondessem à disciplina rigorosa que impunha aos filhos e à esposa.
Por esta razão, ninguém estranhou que desde muito cedo a caçula tenha sido criada em total isolamento em relação aos seis irmãos, sob o olhar atento
De Marilena. Para Ambrósio e os vizinhos, a intenção da mãe era preservar a honra e inocência da filha.

A menina era o tesouro de seu pai. Sem contato íntimo com outras crianças, a própria Jeitosinha cresceu desconhecendo sua real condição de travesti. Os
traços finos da criança colaboravam, e quando a adolescência chegou, Marilena passou a misturar hormônios femininos ao Biotônico Fontoura que dava diariamente à menina, com resultados surpreendentes.

Aos 20 anos, Jeitosinha era não apenas uma mulher, mas a mulher mais bonita do bairro. Foram raros os incidentes que ameaçaram revelar o segredo de Marilena. O mais grave aconteceu quando a menina tinha 15 anos. Era uma tarde de Domingo quando Arlindo, o irmão mais velho, entrou na sala gritando: "- Eu vi a Jeitosinha fazendo xixi em pé! Eu vi a jeitosinha fazendo xixi em pé!

Com presença de espírito, antes mesmo que Ambrósio raciocinasse sobre a frase, Marilena deu um safanão no rapazote:

- Espiando sua irmã no banheiro, não é, safado?

Diante da possibilidade de que a intimidade inocente de sua filhinha tivesse sido violada, Ambrósio deu uma surra de cinto no pobre Arlindo. Só depois de muitas chibatadas é que foi cair a ficha:

- Peraí, moleque. Você disse que viu sua irmã mijando em pé? Que história é essa?

Mas quando Arlindo saiu do coma, uma semana depois, o pai já nem se lembrava mais da pergunta formulada segundos antes dele perder os sentidos. Para Ambrósio, tratava-se apenas de uma brincadeira do jocoso Arlindo.

Aqueles foram dias difíceis para Marilena. Mas a crise que aquela pobre mãe zelosa enfrentava agora, cinco anos depois, era muito mais grave.

Estava chegando a hora de contar a verdade à filha: Jeitosinha estava apaixonada.

Jeitosinha resistirá à trágica revelação de sua natureza?
Confira no próximo e emocionante capítulo!"


Trágica revelação - Capítulo III

Só a voz de taquara rachada e a sandália número 41 davam indícios do segredo que envolvia a natureza de Jeitosinha. Mas o que todos viam era uma loira de 1,70 m, cabelos sedosos até a cintura, cativantes olhos verdes, cintura fina coxas grossas e bem torneadas, seios pequenos e um bumbum perfeito. "Como ela consegue não ter nenhuma celulite? Parece bunda de homem!", afinetavam as amigas.

Era sobre a beleza e feminilidade da filha que Marilena pensava, quando a chamou para uma conversa definitiva.

- Querida, tenho algo muito importante a lhe revelar.

- O que foi, mamãe? - perguntou Jeitosinha, apreensiva, lendo a angústia nos olhos da pobre senhora.

Marilena respirou fundo e foi diretamente ao ponto central do problema, como se tentasse extirpar com um único golpe o câncer moral que atormentava sua
existência:

- Você não é uma mulher.

- Claro que não mamãe!

- V-você já sabia, Jeitosinha? - Surpreendeu-se Marilena.

- Claro. Tenho minhas amigas na escola. Embora você nunca tenha me falado sobre essas coisas, eu sei que não sou mulher. "Marilena respirou aliviada.


- Então você já sabia que... - Sim, mamãe. Eu ainda sou uma donzela.

Por um instante Marilena deixou-se abater pelo desânimo. Pensou em sumir, dar cabo da própria vida, qualquer coisa que a livrasse da enorme decepção que teria que causar à filha. Mas Jeitosinha era uma garota doce e compreensiva. E mesmo sendo loira, devia ter - mesmo que instintivamente – a percepção de que não era uma moça como as outras.

- Querida... - Perguntou Marilena - você nunca notou nada de estranho no seu corpo?

- Bem, mamãe... - respondeu Jeitosinha, encabulada - eu nunca entendi muito bem porque eu sinto uma dor horrível entre as pernas quando uso uma calcinha apertada ou tomo uma bolada no Vôlei...

- O que mais, minha filha?

- Hmmm... Nas aulas de Educação Sexual eu tenho uma certa dificuldade em entender por onde é que os homens depositam na gente as tais sementinhas...


Era a oportunidade que Marilena esperava para contar à menina toda a verdade.


Como Jeitosinha reagirá à constatação de que é espada?

Confira no próximo e emocionante capítulo!"
Reação de Jeitosinha - Capítulo IV

O mundo desabou diante dos olhos de Jeitosinha. Tudo o que ela pensava ser, todos os seus sonhos de menina e a possibilidade de um orgasmo múltiplo clitoriano eram subitamente arrancados para sempre de sua vida! E o que ela diria a Bruno, seu amado, um rapaz de boa índole que trabalhava como caixa no Banco do Brasil?

- Nunca vou te perdoar! Porque, mamãe? Porque você fez isso comigo?

- A revolta saltava de seus olhos cor de esmeralda, como ondas de fogo.

- Calma, querida! Ainda posso desfazer meu erro! A gente conta tudo para o seu pai, eu compro pra você umas cuecas, você corta este cabelo, aprende a cuspir e coçar o saco... Enfim, você recomeça sua vida!

- Mas você não entende, mãe? Eu me sinto uma mulher!!!

- Tá vendo como tudo tem um lado positivo? Você é um traveco e sua mamãe aceita!

As justificativas de Marilena não estavam ajudando muito. Desesperada Jeitosinha saiu de casa e vagou, vagou durante horas pelas ruas da cidade.
Acabou concluindo que o melhor era procurar Bruno e dividir com ele sua angústia. "Se ele realmente me ama, vai me aceitar como eu sou", pensou. "O rapaz se surpreendeu ao abrir a porta e encontrar sua amada. Pela rigidez moral de sua criação, Jeitosinha jamais iria até o apartamento de um rapaz solteiro.

- Você aqui, querida?

A moça entrou muda e sentou-se no sofá. Bruno toca seu rosto.

- Você está estranha... É porque não te liguei? Desculpe, mas perdi meu telefone celular!

- Não é isso, Bruno... - Sussurra Jeitosinha. Encarando o amado fixamente ela pede, com a voz trêmula:

- Me beija! Me beija como se fosse nosso último beijo de amor!

Ondas de calor percorrem os corpos dos dois. Bruno começa a explorar o corpo da amada com as mãos, numa liberdade que nunca experimentara antes.

- Tenho algo importante a lhe dizer Bruno... - Diz a bela loira, no exato momento em que os dedos do rapaz percebem um inesperado volume entre as pernas de Jeitosinha.

- Já sei, amor... - responde Bruno, abrindo um sorriso.

- Já sabe? - Surpreende-se a moça.

Bruno aperta levemente o pênis da loira.

- Claro, querida! Estou sentindo. Você achou o meu celular!


Bruno aceitará Jeitosinha?

Confira no próximo e emocionante capítulo!"
Bruno e Jeitosinha - Capítulo V

Desilusão, medo, vergonha. Sentimentos variados dominavam a cabeça de Bruno quando Jeitosinha lhe expôs sua triste verdade. Sentia que ainda a amava e até compreendia que ela era a grande vítima desta trapaça do destino, mas o amor estava isolado por um intransponível muro de aversão.

- Não podemos continuar juntos, meu amor! Eu sou hetero!

- Mas Bruno... Eu continuo sendo a mesma!

- A mesma? Com aquela coisa enorme, que parece um celular Motorolla daqueles antigos? Não, Jeitosinha. Lamento, mas está tudo acabado entre nós!

"Que somos, senão germes rastejantes num enorme teatro do absurdo?", pensou a loira, tomada pelo desânimo. Jeitosinha voltou para casa com passos lentos como se carregasse o mundo nas costas. Ao entrar em casa deparou-se com Ambrósio.

- Onde você estava, tesouro? Papai já lhe disse que uma mocinha frágil não pode ficar zanzando por aí!

Embora fosse um homem violento, Ambrósio era sempre doce e atencioso com Jeitosinha. Por isso mesmo a filha, até então, o adorara. Mas agora, sabendo
que vivia uma farsa, e que a origem de todo o seu sofrimento era o medo imposto a Marilena por aquele homem, sentia ânsias de vômito só de olhar para o seu rosto. "Vingança!" Era tudo o que Jeitosinha queria naquele momento! A vingança penetrou cada pequena veia de seu coração, antes ocupado pelo amor que sentia por Bruno.

Controlando o tom de voz e forçando um sorriso, Jeitosinha respondeu ao pai:


- Estava estudando com umas amigas. Estou com muita dor-de-cabeça e vou me deitar, papai. A moça se trancou no quarto e tirou da bolsa uma revista pornográfica, que acabara de comprar numa banca próxima à casa de Bruno.

- Então são assim os homens e mulheres! - disse baixinho para si, enquanto folheava a publicação.

Completamente nua, viu no espelho que era uma mulher perfeita. Comparou seu pênis com os dos atores pornôs da revista. Eram muito parecidos, embora o de
Jeitosinha fosse maior. Tocou-se como nunca havia se tocado. Deixou-se dominar pela libido, livre da repressão imposta pelo pai. Ao se deitar para dormir, Jeitosinha estava muito triste, mas não havia perdido a razão de viver. Ela sabia que tinha uma missão: Destruir Ambrósio, Marilena e Bruno.

Qual será o plano macabro de Jeitosinha?

Confira amanhã, no próximo e emocionante capítulo!"
O plano macabro de Jeitosinha - Capítulo VI


Dos seis irmãos, só o mais velho não se dava bem com Jeitosinha. Todos os outros nutriam um enorme carinho pela caçula. Adenair, o sexto filho, um ano mais velho que a irmã, era o grande amigo e confidente da moça.

- O que foi, Jeitosinha? Você parece distante... - perguntou Adenair, durante o café da manhã.

Jeitosinha percorreu a cozinha com os olhos e certificou-se de que os dois estavam sozinhos.

- Irmão... Você saberia guardar um segredo muito importante?

O moço gelou por dentro. Embora Jeitosinha não suspeitasse, Adenair também guardava um mistério. Ele balançou a cabeça positivamente, respondendo à pergunta.

- Então, vem comigo...

A loira puxou o irmão pela mão até o seu quarto. Trancou a porta e desabotoou a calça jeans. "- Que isso! O que você está fazendo, Jeitosinha?
Sem dizer uma palavra, jeitosinha exibiu seu membro masculino a Adenair.

- Não! Não pode ser! Me diz que isso é de borracha e que hoje é Primeiro de Abril! - reagiu o rapaz.

- É o que você está vendo, irmão... Eu sou homem!

- Não, Jeitosinha... Isso aí não quer dizer muita coisa... - o olhar de Adenair era estranho - Eu também tenho um e... e...

Jeitosinha entendeu na hora. Então não era por acaso que Adenair comprava todos os discos da Celine Dion e anotava as dicas da Ana Maria Braga.

- Adenair... Você é gay?

- Sim! Minha condição é muito pior do que a sua! - confessou o irmão, entre soluços - Você pelo menos pode usar aquele vestidinho pink ma-ra-vi-lho-so!

Jeitosinha abraçou Adenair e enxugou suas lágrimas com os dedos.

- Adenair... Só me tira uma dúvida...

- É, fui eu sim. - emendou o rapaz - Sua Barbie está no fundo da minha gaveta de meias... E agarrou-se a Jeitosinha com uma enorme sensação de alívio. .



Será que Adenair vai se juntar à irmã no plano de vingança?

Confira amanhã, no próximo e emocionante capítulo!"
KELSON NODRIGUES

FIM DE SEMANA

Meu fim de semana foi digno de uma pessoa livre, de uma pessoa que sente o peso de ser alforriado, estava me sentindo como diz Miguel, um verdadeiro avulso, sem me preocupar com compromissos, sem ficar lembrando que fulano está te esperando tal hora pra namorar, pra fazer um programa mais intimista, foi assim mesmo, de completa liberdade, desprovido de todo tipo de pudor que um ser humano possa ter arraigado nos seus mais puros sentimentos.
Na sexta-feira, contrariando algumas amigas fui ao cinema com Ancejo e sua irmã assistir o filme O paí ó, que por sinal me tirou ótimas gargalhadas e me fez chorar, coisas de pessoas bastantes sentimentais, logo à noite marquei com Thiago, Bruno e Miguel de assistirmos um filme lá pra às 22:00h, assistimos 300 com Rodrigo Santoro, que depois faço meus comentários, saímos do filme e fomos pra um barzinho na orla, ouvir música ao vivo e tomar uma cervejinha pois ninguém é de ferro, em torno de uma conversa bem agradável falávamos sobre tudo e sobre o nada, conseguir arranjar uma paquera logo, logo, uma morena simpática não tirava os olhos de mim e como eu sou uma pessoa de olhar e falar com os meus olhos, assim o fiz, fiquei horas e horas trocando olhares com a morena, até que ela se levantou disse que ia embora, mas deixou o telefone anotado num pedaço de papel e disse que aguardava eu ligar, pronto ganhei a noite, não precisava mais de nada, continuamos bebemos, na mesa também estava Aline e Glayse, bebíamos muito até que o bar fez sinal de que ia fechar, nos retiramos, eu estava fim de tomar um banho de mar e fiz o convite, Miguel e Glayse topou a proposta, Aline, Thiago e Bruno não gostaram, arrastei todos, eu estava de sunga, Miguel tirou logo toda roupa e ficou nu, completamente nu, Glayse ficou de calçinha e cueca, nos banhamos até perceber que o sol estava aparecendo, resolvemos ir embora, já era por volta das 05:00h do sábado, cada um tomou seu destino certo de nos encontrar logo mais a noite na boate. Fui dormir na casa de Miguel já que ele não ia trabalhar no sábado.
Me levantei por volta das 11:00h lembrando que ás 13:10 tinha um aula chata na faculdade e tinha que comparecer pois era entrega de um trabalho valendo a nota do mês, assim fiz, fui pra casa tomei um banho e fui correndo pra faculdade, entreguei o trabalho e voltei pra casa, dormi a tarde toda.
Às 22:30h Ancejo aparece em casa para sairmos juntos pra boate, pois Thiago ia ver outro filme com Bruno, Miguel ia pra uma formatura Aline não deu sinal de vida naquele dia, pois bem, pra esquentar a noite, em casa mesmo tomamos várias latinhas de cerveja enquanto meu irmão não cegava da casa da namorada pra nos levar, às 12:00h ele chega e nos leva, assim que cheguei na boate recebi um beijo na boca inesperado, era minha ex, a grande paixão da minha vida, me beijava loucamente, parei por ali, logo logo encontrei Thiago e Bruno, Miguel ainda não tinha chegado, ainda estava na formatura, a noite toda foi pura diversão, Miguel não demorou muito e logo chegou, nos divertimos muito, dançamos descompensadamente, paquerei, fui paquerado, no final ainda fiquei com uma ninfeta de 15 anos, dei uns pega mas só ficou nos beijos e abraços, não sou chegado muito nessas menininhas novas não, não encontrei a morena que me fascinara na noite anterior, mas deixei as coisas rolarem, primeiro Thiago e Bruno foram embora, estava muito quente o ambiente, depois Miguel passou mal e também foi embora, ficou eu e Ancejo que não parávamos de dançar, abri a minha camisa e fiquei de peito e barriga a mostra, saímos da boate ás 04:30h, Ancejo resolveu dormir lá em casa.
No domingo fomos acordado abruptamente com um forte barulho no telhado, minha mãe tinha chamado um rapaz pra concertar o telhado, fomos expulsos da cama, esperamos o almoço sair, almoçamos, mandamos mensagem pra meio mundo de gente e resolvemos ir a praia, pois muito que bem, Ancejo teve que passar em sua casa só pra mudar a roupa e colocar um sunga depois fomos pra casa de Miguel, de lá fomos a praia, ficamos até às 18:00h lanchamos por lá mesmo, fomos pra casa de Miguel, ficamos conversando e voltamos pra casa.
Cheguei em casa ia dá 9 horas, tomei um banho cai na cama e logo, logo o sono bateu, fui dormir...
E assim resume meu fim de semana de completa liberdade!!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 2 de abril de 2007

POIS É...

A vida nos prega cada coisa, que as vezes paro pra pensar nela e fico sem entender. Decifrar a vida e suas consequências não é tarefa fácil e árdua, e cada vez que você chega a uma conclusão vem um vendaval de informações e destroi em um só segundo tudo aquilo que você levara anos e anos pra construir. Mas a vida é assim, um baque atrás do outro, obstáculos por cima de obstáculos justamente para enfrentá-los e assim faço diariamente.
Pois bem, eu nunca que poderia imaginar que meu blog fosse fazer tanto sucesso como tá fazendo, também está sendo usado como terapia conjugal, não pergunte como mas tá. Também está sendo alvo de intrigas amorosas e é sobre isso que declararei tudo sobre o ocorrido de hoje a tarde.
Pois é, e não é que Sandra me ligou, eu até que já esperava a tal ligação, mas não esperava tanto assim do que ocorreu.
Na verdade as notícias chegaram ao ouvidos dela de forma torta, mas isso é comum, só não acreditei que ela fosse levar por histórias de terceiros e fosse direto na fonte, coisa de gente inteligente né? Pois bem, deixou se levar por conversas e mandou que deletasse tudo que eu tinha escrito, achei um absurdo, uma ofensa, mas minha raiva não foi pela ordem de retirar não, mesmo porque sei muito bem que ditadura militar acabou faz tempo e que a censura não faz mais parte desse contexto anti cultural que impregnava a sociedade na década de 60 e 70. Minha raiva mesmo foi quando ela afirmou que nunca tinha namorado comigo, que eu só sai com ela umas duas vezes, nossa fiquei trespassado, como diz Ancejo, creio que ela estava na frente ou ao lado do namorado pra dizer tudo aquilo, porque saíamos quase todos os dias, nos telefonávamos constantemente, ela me apresentou as amigas dela, dormia na casa dela constantemente e as mensagens de amor que me enviava, nossa, na hora passou um filme na minha cabeça de tudo o que rolou conosco, minha ira foi completa quando ela disse que não considerava aquilo namoro pois eu ficava com ela e com Aracaju todo, foi assim mesmo, com essas palavras. Acho que só Deus é testemunha de que nunca trai durante o tempo em que estive com ela, mas já que pensa isso de mim só tenho mesmo é que lamentar, quem perdeu de fato não fui eu, ganhei experiência, mas deixe a pobre achar que eu fui o vilão da história, adoro esse personagem, deixarei o casal viver em harmonia, desejo tudo de bom para os dois, sejam muito felizes é só isso que posso desejar.
Um dia, espero, que ela tenha um pouco que seja de inteligência, que pare de pensar com o coração e vá mais um pouquinho só pela razão e deixe de acreditar no disse-me-disse e vá para os fatos reais, daí ela verá que escrevi coisas lindas sobre nós dois enquanto estávamos juntos, sem nenhuma armagura nem ressentimentos.
Eu poderia muito bem nesse momento escrever absurdos, mas não faz muito meu perfil, prefiro respirar e pensar na vida, foi o que fiz.
Pois bem sem ressentimentos, desejo tudo de bom ao casal!!!!
Que seja eterno enquanto dure!!!!!!

MÚSICA QUE ME DEFINE SEGUNDO MEUS AMIGOS

Bom fazendo uma leitura dessa belíssima música de Caetano Veloso, chego a mesma conclusão dos meus amigos Thiago e Miguel, que dizem ser feita especialmente pra mim kkkkkkkkkk, é muita pretensão mesmo. Mas como meus amigos Duque e Miguelicious afirmam quando ouvem tal música seus pensamentos logo voltam pra minha pessoa então resolvi postar a música para que todos possam fazer uma análise da música.


Não Enche
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso
Me larga, não enche
Você não entende nada e eu não vou te fazer entender
Me encara, de frente
É que você nunca quis ver, não vai querer, nem vai ver
Meu lado, meu jeito,
O que eu herdei de minha gente e nunca posso perder
Me larga, não enche
Me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver, me deixa viver
Cuidado, oxente!
Está no meu querer poder fazer você desabar
Do salto, nem tente
Manter as coisas como estão porque não dá, não vai dar
Largada, demente
A melodia do meu samba põe você no lugar
Me larga, não enche
Me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar, me deixa cantar
Eu vou
Clarificar
A minha voz
Gritando: nada mais de nós!
Mando meu bando anunciar
Vou me livrar de você
Harpia, aranha!
Sabedoria de rapina e de enredar, de enredar
Perua, piranha,
Minha energia é que mantém você suspensa no ar
Pra rua! se manda!
Sai do meu sangue sanguessuga, que só sabe sugar
Pirata,
Vagaba, vampira!
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarada, mesquinha!pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu tanto axé?
À-toa, vadia!
Começa uma outra história aqui na luz deste dia "D"
Na boa, na minha,
Eu vou viver dez,
Eu vou viver cem,
Eu vou vou viver mil,
Eu vou viver sem você.
Vagaba, vampira!
O velho esquema desmorona desta vez pra valer
Tarada, mesquinha!pensa que é a dona e eu lhe pergunto: quem lhe deu tanto axé?
À-toa, vadia!
Começa uma outra história aqui na luz deste dia "D"Na boa, na minha,
Eu vou viver dez,
Eu vou viver cem,
Eu vou vou viver mil,
Eu vou viver sem você.
Eu vou viver sem você.
Na luz desse dia "D".
Eu vou viver sem você.